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11/05/2017   11/05/2017 18h35 | A+ A- | 1160 visualizações

69º Cultura na Sedufsm discutirá combate às opressões

Evento ocorrerá no dia 22/05 e abordará o sexismo, a homofobia e o racismo


Intervenção de dança e lançamento de cartilha também ocorrerão no evento

Elas foram sentidas desde sempre. Por vezes maquiadas de elemento “cultural”, “brincadeira”. Na maioria das vezes naturalizadas e banalizadas. Estamos falando das opressões cotidianas ou a violência através dos “preconceitos” – num jargão mais comumente usado. O lado bom? Elas nunca foram tão discutidas, denunciadas e combatidas. Não é à toa que cada vez mais existem coletivos, movimentos, grupos de estudo e trabalho voltados para discutir a violência do dia-a-dia. Um dos exemplos disso é o Grupo de Trabalho de Política de Classe para as Questões Étnico-raciais, de Gênero e Diversidade Sexual (GTPCEGDS) do ANDES-SN, responsável pela promoção de debates e espaços formativos e também pela construção de materiais pedagógicos que abordam tais temas.

E foi justamente na esteira disso que a temática da 69ª edição do projeto Cultura na Sedufsm foi pensada. Sendo assim, no dia 22 de maio, às 19h, o auditório Suze Scalcon receberá o debate “Combate às opressões: discutindo o sexismo, a homofobia e o racismo”. Como convidadas e convidados o evento contará com o professor do departamento de Geociência da UFSM e militante do movimento LGBT, Benhur Pinós da Costa, a militante do movimento negro, integrante do Fórum de Mulheres de Santa Maria, do Conselho Municipal de Povos de Terreiros de Santa Maria e suplente no Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres do Estado do Rio Grande do Sul, Sandra Beatriz Aires dos Santos, a professora do departamento de Enfermagem da UFSM e integrante do Fórum de Mulheres de Santa Maria, Maria Celeste Landerdahl, e o cacique da comunidade Kaingang de Santa Maria e professor da Escola Estadual Augusto Opê da Silva, Natanael Claudino.

Para o presidente da Sedufsm, Júlio Quevedo, que também é integrante do GTPCEGDS e estará na coordenação da mesa no dia 22, a discussão de tais temáticas é fundamental já que as universidades, infelizmente, não são espaços imunes a essas opressões. “O Andes tem feito esse trabalho porque a universidade é a sociedade. O movimento das mulheres, por exemplo, foi um que cresceu bastante dentro do sindicato e muitos são os relatos das docentes que enfrentam a opressão dentro de sala de aula, dos seus departamentos. E isso gerou uma consciência a respeito do que é cotidiano dentro da universidade e fez com que elas trouxessem esses temas para os espaços da categoria”, aponta Quevedo. Aliás, para o professor, a presença da temática das opressões entre as discussões promovidas pelo sindicato é fundamental e dialoga diretamente com a discussão de um projeto de educação. “De uns três a quatro congressos pra cá tem aparecido muitos textos de apoio (TAs) sobre essas questões e que tem gerado textos resoluções (TRs) sobre a atuação do Andes no combate às opressões. E isso é fruto de uma ação conjunta dos grupos de trabalho e estudo. Além disso nós temos avaliado que não adianta ficarmos discutindo somente políticas para a educação se nós não pensarmos que educação é essa. É uma educação inclusiva? Então pensar uma educação inclusiva é pensar o combate às opressões”, conclui o presidente da Sedufsm.

Ferida Calo e lançamento de cartilha do GTPCEGDS

Para além do debate, e acrescentando perspectivas à discussão, a 69ª edição do Cultura na Sedufsm também contará com a exibição do espetáculo de dança contemporânea “Ferida Calo”, produção do Laboratório Investigativo de Criações Contemporâneas em Dança da UFSM (LICCDA) e que tem a direção do professor Odailso Berté. Baseado nas obras da artista mexicana Frida Kahlo, a intervenção apresenta reflexões sobre corpo e gênero e as relações entre arte e política. E por fim, como último ato desse evento, será feito o lançamento da cartilha “Em defesa dos direitos das mulheres, dos indígenas, das/os negras/os, e das/os LGBT”, organizada a partir de acúmulos do Grupo de Trabalho de Política de Classe para as questões Etnicorraciais, de Gênero e Diversidade Sexual (GTPCEGDS) do Andes-SN. A cartilha será distribuída e é gratuita.

69º edição do Projeto Cultura na SEDUFSM apresenta:

COMBATE ÀS OPRESSÕES: discutindo o sexismo, a homofobia e o racismo

Debatedores:
Benhur Pinós, professor do Dpto de Geociências e militante do movimento LGBT 
Sandra Aires, militante do movimento negro 
Maria Celeste Landerdahl, Fórum de Mulheres de Santa Maria 
Natanael Claudino, cacique da comunidade kaingang

Coordenação:
Júlio Quevedo, presidente da SEDUFSM e membro do GTPCEDGS/ANDES-SN

Dia 22 de maio de 2017, às 19, no Auditório da Suze Scalcon
Rua André Marques, 665 – Anexo a SEDUFSM.

Texto: Rafael Balbueno
Imagem: divulgação
Assessoria de Imprensa da Sedufsm



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