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Dia da Mulher

Por:  Ester Wayne Nogueira e Maria Beatriz de Morais Carnielutti*

Dia das Avós, que também são mães; Dia das Mães, que também são mulheres; Dia da Mulher, 8 de março. Parece que a sociedade quer se penitenciar pela exclusão que a mulher sofre no meio dela. Seria melhor que todos os dias fossem dias, que a mulher valesse pelo que ela é e representa dentro da sociedade. A mulher tem ido à luta para abrir o seu espaço, de forma que possa trabalhar, exercer uma profissão e ter sua autenticidade, sem que para isso necessite carregar em seus ombros o preconceito ainda reinante.

Na década de 60, do século passado, aproximadamente, foi quando, realmente, ela foi em massa para dentro das escolas e faculdades. Dali para o mercado de trabalho foi uma conseqüência. Mas nem todas conseguiram furar a barreira do preconceito existente, inclusive, dentro de suas casas. Eram pais que não admitiam ver as filhas se emanciparem através do trabalho remunerado ou esposos, que pensavam que o lugar delas era dentro do lar. Muitas capitularam. Ainda hoje, em pleno século 21, diz-se que há cada 15 minutos uma mulher é espancada no país. Não sou eu que digo, é a Folha de S.Paulo de 8 de março, caderno Especial, pág. 4. Foi, e é, uma luta árdua, que diariamente tem de ser vencida.

A geração atual já divide mais as tarefas domésticas, mas a jornada de trabalho feminina é longa, muitas vezes segue pela madrugada ao lado da cama do filho. Contudo, a mulher persiste. Hoje lendo um documento do MEC, que transcreve do livro “Trajetória da Mulher na Educação Brasileira”, lançado recentemente em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, diz que “as mulheres têm tido uma presença crescente em todos os níveis de ensino no Brasil.

Consolidam-se como maioria a partir do ensino médio, dominam a graduação e detêm o maior número de bolsas de mestrado e doutorado no país.” E, os dados da Capes mostram que entre os bolsistas, 54% dos mestrandos e 53,7% dos doutorandos são mulheres. Na disputa por vagas no mercado de trabalho a exigência para as mulheres são maiores que para os homens. E, a remuneração, principalmente, é diferenciada entre homens e mulheres, cabe a estas menores salários por tarefas idênticas. Como diz uma colega, “a mulher tem de matar um leão diariamente para provar que é competente.” Felizmente, o mundo foi provido de sonhadores, pois temos os poetas à nossa volta, para cantar e dar força para que elas continuem. “Que ela é anjo ela é...Porque os anjos presos na terra...Crescem e ficam mulher...” (Pedro Wayne)

* SEDUFSM



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