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Assembleia dos estudantes da UFSM discute greve

Movimento estudantil soma reivindicações à pauta docente

Publicada em 29/05/2012 17h33m
Atualizada em 29/05/2012 17h43m


Cartaz na entrada do campus convida para a assembleia estudantil

Com o objetivo de discutir a greve nacional dos professores e demarcar uma posição dos estudantes da UFSM frente a esse movimento, será realizada, nesta quarta, 30, a Assembleia Geral de Estudantes. As deliberações tiradas nesse espaço têm peso maior que as decisões tomadas em Conselhos de Entidade de Base (CEB’s) e pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE). A assembleia acontece às 16h30min, no auditório Flávio Schneider do prédio 42 (Centro de Ciências Rurais).

Na manhã desta terça, 29, ocorreram na UFSM diversas assembleias de curso, que tinham como pauta central a greve docente. O curso de Artes Cênicas deliberou por greve estudantil, somando-se aos estudantes dos cursos de Terapia Ocupacional e Desenho Industrial, paralisados desde a semana passada. Alguns Diretórios Acadêmicos que tiraram apoio à greve dos professores foram o da Comunicação, Educação Física e Geografia. Os alunos de geografia ainda optaram pela paralisação nesta terça e quarta-feira.

O cenário de greve nacional docente vem causando mobilização dos estudantes de diversas Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes). Até o momento, mais de 15 Ifes estão em greve estudantil, entre elas: Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Rio (UFRJ), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ), Universidade Federal do Alagoas (UFAL), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Universidade Federal de Lavras (UFLA).

Nas unidades descentralizadas da UFSM, os estudantes também vêm se mobilizando a fim de dar apoio à greve dos docentes e, em alguns casos, juntar-se a eles. No Centro de Ensino Superior do Norte do RS (Cesnors), os estudantes deliberaram pela greve em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no último dia 24.

O corpo estudantil vem agregando pautas, principalmente relativas à assistência, às reivindicações dos docentes. Cabe lembrar que os técnicos administrativos também têm indicativo de greve para o próximo dia 11, o que anuncia prováveis greves unificadas em universidades brasileiras.

Texto: Bruna Homrich (estagiária)
Foto: Rafael Balbueno
Edição: Fritz R. Nunes
Assessoria de Imprensa da SEDUFSM


 

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Comentários



Roger disse...

Dia 29/05/12 às 18:15

Vamos perde uns dias de aula, vamos, mas vamos ganhar muito mais depois...
Vamos CCNE, CT, CE, e demais centros, vamos nos juntar nesta luta pela educação, tem muito professor que está apenas pensando no agora, mas e depois, sem melhores condições de trabalho, sem uma política de carreira e salarial digna.
Professores são "gente" também...têm família, filhos, contas etc...
E os estudantes estão apoiando também, com TODOS unidos o governo vai ter que negociar...
Vamos fazer a primeira GREVE ESTUDANTIL da UFSM.
TODOS a favor da EDUCAÇÃO !!!

Ana disse...

Dia 29/05/12 às 18:48

É isso mesmo.....estamos com voces professores....
avante na luta....

Renan disse...

Dia 29/05/12 às 22:38

Sou a favor de melhores condições às nossas universidades e professores! Greve pode até ser ruim(a curto prazo) mas MEIA greve é muito ruim para nós alunos! Só alguns professores aderiram, isto não é legal conosco.

Prof. Losekann disse...

Dia 30/05/12 às 00:33

É muito bom saber que os estudantes estão sensibilizados à greve dos professores no Brasil afora e dando apoio com manifestações de solidariedade, inclusive tomando posições grevistas também.
Isto levanta a moral dos professores encorajando-os à luta. Estamos vendo o movimento crescer dia-a-dia.

prof. gianfabio franco disse...

Dia 30/05/12 às 07:18

Eu ainda acredito e não perco a esperança de que esse movimento estudantil, do qual fui militante, possa fortalecer nossa greve. Realmente alguns docentes precisam rever suas posições. Em Palmeira das Missões muitos estão com "bandeira a meio mastro", isso não é legal, uns parados lutando e outros pensando em suas particularidades. Somos ou não uma classe? Repensemos!!!! Aumentando o exército de lutadores!!!!!

contrário disse...

Dia 30/05/12 às 11:11

Por que não fazem greve para baixar impostos? Isso sim seria um ótimo aumento de salário, e uma melhora das condições de competitividade do país.
Agora, ser a favor de aumento de salários, quando se sabe que, para o governo pagar esse aumento, vai aumentar impostos, eu não consigo entender.
Ao aumentar impostos, teremos mais dificuldades em vender nossos produtos, e os chineses agradecem.
Todos à favor da desindustrialização, vamos juntos nessa luta!!!

obs.: Não sou contra aumento de salários, sou contra mudanças que dificultam o crescimento do nosso país.
Acho que deveríamos primeiro nos unir para acabar com os problemas estruturais do nosso país, para depois começar a falar em aumentos de salários.

Roger disse...

Dia 30/05/12 às 12:31

Olha, não precisa aumentar os impostos não, basta o governo administrar melhor o país, recursos existem e de sobra, mas acabam sempre indo para o ralo da corrupção...de cada 10 reais aplicados na educação 4, apenas 4 realmente têm como destino a educação.
Os professores que ainda estão dando aula, estão prejudicando a causa e prejudicando os alunos.

contrario disse...

Dia 30/05/12 às 14:26

Concordo que haja muita corrupção no Brasil, como em qualquer lugar do mundo, e sempre muito mais no setor público.
O fim da corrupção, ao meu ver, é uma luta eterna.
Dessa forma, o aumento de salários não pode estar condicionado ao fim ou a diminuição da corrupção, pois não ocorrerá da noite para o dia.
Tenho certeza que as pessoas de bem que estão no governo (e elas existem) também querem e lutam pelo fim da corrupção, mas essa batalha é árdua, não restando outras alternativas de curto e médio prazo para resolver o problema de aumento do custo brasil. Concordo também que é uma aberração a diferença entre salários da esfera pública, mas não posso concordar com o fato de que para essa diferença diminuir, alguns funcionários públicos, de outros setores, não possam também continuar fazendo pressão para o seus salários também aumentar. Pois ao querer que a diferença entre salários diminua, alguns deverão receber aumento, enquanto outros não poderão receber. Por que a pedida salarial de uns é legítima e a de outros não?
Volto a afirmar, que, na minha humilde opinião, sanar problemas estruturais seria mais benéfico para o país, e dessa greve eu participaria. Após conseguir que algumas discrepâncias sumam, tal qual carga abusiva de impostos com um retorno ridículo para o cidadão.
Após conseguir isso, a pauta de aumento salarial, para todos, e não para um ou outro setor, poderia voltar a tona, pois o país estaria em melhores condições para oferecer tal aumento.



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