Senadores defendem negociação com grevistas federais
Suplicy e Vanezza Graziottin apelam para que governo discuta a carreira
Publicada em 27/06/2012 01h09m
Atualizada em 27/06/2012 01h13m

Suplicy defende que teto salarial do funcionalismo deveria ser o salário dos professores
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) fez um apelo ao governo federal, em discurso nesta terça-feira (26), para que seja apresentado o mais rápido possível uma proposta de plano de carreira para os professores das universidades federais, bem como para os funcionários dessas instituições. Da mesma forma, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) também se posicionou.
Suplicy disse que os docentes e servidores das universidades federais têm enfrentado um momento difícil em face da greve deflagrada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes). A greve, que já dura 50 dias e atinge 57 instituições federais de ensino, tem o objetivo, explicou Suplicy, de reivindicar carreira única com incorporação de gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35) e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.
Segundo o petista, “com 50 dias de paralisação, caso a negociação não se inicie e seja exitosa, nossos estudantes estarão com o semestre perdido. Num país em crescimento como o Brasil, onde existe uma enorme carência de profissionais qualificados nas áreas técnicas, é de fundamental importância termos professores bem pagos e motivados para exercício de suas funções”, disse ele.
Suplicy sugeriu, inclusive, que o teto remuneratório do serviço público nacional deveria ter como base, não os vencimentos de ministro do Supremo Tribunal Federal, mas sim o salário dos professores, por serem estes, em sua opinião, os verdadeiros suportes de crescimento do país.
Contribuição dos parlamentares
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) também manifestou apoio à greve e apelou para que o governo negocie com as categorias que estão paralisadas. Ela lembrou que nesta terça-feira a greve dos professores das universidades federais completou 39 dias. A senadora pediu mais compreensão do governo para negociar a pauta de reivindicações dos professores e demais servidores que participam do movimento.
Vanessa Grazziotin disse que deputados, senadores e a Frente Parlamentar em Defesa da Universidade Pública Gratuita também podem contribuir para a resolução do impasse. Em muitas dessas universidades, os próprios estudantes também declararam greve em apoio a professores e técnico-administrativos que pedem melhores salários, condições dignas de trabalho, mais investimentos em educação e consolidação de planos de carreira, acrescentou a parlamentar.
Citando dados do ANDES-SN, ela destacou que a greve afeta mais de um milhão de estudantes. Vanessa disse ainda apoiar a reivindicação da comunidade acadêmica de investimentos de, no mínimo, 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na área da educação.
Fonte e foto: Agência Senado
Edição: Fritz R. Nunes (SEDUFSM)
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