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12/07/2012   12/07/12 20h23 | A+ A- | 727 visualizações

Docentes querem que CEPE reconheça a greve

Solicitação será encaminhada à CLN nesta sexta-feira


Vice-reitor, Dalvan Reinert, fala aos participantes da assembleia

Uma das decisões tomadas pela assembleia dos professores em greve, nesta quinta à tarde, é a elaboração de um documento que será encaminhado aos membros do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE), em que é reivindicado que essa instância decisória da UFSM se manifeste publicamente pelo reconhecimento da greve que atinge os três segmentos. O texto a ser encaminhado foi redigido após o final da plenária desta tarde e, será encaminhado na manhã desta sexta aos membros da Comissão de Legislação e Normas (CLN) do CEPE.

A deliberação foi tomada após um longo debate, que se sucedeu a partir das manifestações do vice-reitor, professor Dalvan Reinert, e do pró-reitor de Graduação, Orlando Fonseca, que estiverem presentes à assembleia a pedido do Comando Local de Greve. Em suas manifestações, os representantes da Administração mais uma vez reiteraram posicionamentos como o de que o calendário acadêmico não deve ser suspenso, pois hoje existiria uma legislação que pode implicar em responsabilização judicial em caso desse tipo de iniciativa ser tomada. Também reafirmaram o respeito à greve não apenas de docentes e técnico-administrativos, assim como dos próprios estudantes.

O pró-reitor de graduação disse ainda que, na condição de gestores da UFSM, farão tudo o que tiver ao alcance para evitar que os alunos sejam prejudicados. Destacou que no caso daqueles alunos que forem efetuar matrícula pela internet e não houver disciplinas ofertadas, a alternativa para que não percam o vínculo com a universidade é realizarem trancamento total que, após o término da greve, pode ser revertido. Também após o término do movimento serão buscadas soluções para todos esses problemas, gerados por um fato novo, segundo eles, que é uma paralisação que iniciou em um final de semestre. Para diversos professores presentes à assembleia, esses esclarecimentos dados pela Administração na assembleia, deveriam ser publicizados pelos gestores através dos meios de comunicação.

Lista de estudantes em greve

Uma manifestação que acabou gerando polêmica foi a alusão do professor Orlando Fonseca de que o DCE orientasse aos diretórios acadêmicos para que realizassem listas com os estudantes que entraram em greve. Isso, segundo ele, facilitaria a negociação para reposição das aulas num pós-greve, já que, enquanto no caso dos professores e dos técnicos, existe uma legislação que prevê os procedimentos durante a greve, no dos estudantes, não há legislação que trate disso.

Após várias manifestações contrárias à elaboração de qualquer tipo de lista de grevistas, o pró-reitor voltou atrás e disse que não queria ser mal interpretado. O protesto mais veemente acabou sendo da professora Beatriz Pippi Quintanilha, que acabou sugerindo e aprovando na plenária, uma moção de repúdio a qualquer tipo de constrangimento que professores queiram tomar em relação aos estudantes que optaram por deflagrar greve.

Segurar as notas

Uma outra decisão tomada pela assembleia foi a de sugerir aos professores que não publiquem as notas do primeiro semestre. A proposta foi inicialmente levantada pelo integrante do Comando Local de Greve, professor Ascisio Pereira, e depois corroborada pelo diretor da SEDUFSM, professor Humbero Gabbi Zanatta. Os detalhes para que essa iniciativa seja efetivada serão feitos através de uma nota a ser elaborada e divulgada pelo Comando de Greve.

A plenária desta quinta, que foi coordenada pelos professores Claudio Losekann, Ascisio Pereira e Valeska Fortes de Oliveira, contou com a participação de 50 pessoas. Durante o encontro também foi informado que docentes em greve vão participar da Marcha pela Paz, levando faixas e cartazes para divulgar o movimento. A Marcha acontece nesta sexta, 13, a partir das 14h, e integra a programação da Feira de Economia Popular e Solidária. Os caminhantes saem às 14h da frente da Basílica da Medianeira, indo em direção ao Terminal de Comercialização do Projeto Esperança/Cooesperança, na rua Heitor Campos.

Texto e fotos: Fritz R. Nunes
Assessoria de Imprensa da SEDUFSM

 



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Comentários



Orlando Fonseca disse...

Dia 13/07/12 às 08:48

Gostaria de reiterar que a minha orientação ao DCE não está bem definida na notícia do site da Sedufsm. O que eu disse na assembleia dos docentes, e reiterei diversas vezes, é que, pela falta de uma regulamentação da greve de alunos, teremos problemas em fazer valer os seus direitos, portanto seria prudente que se registre a presença dos alunos nos eventos da greve, listas, como a de presença nas assembleias dos docentes e técnicos. Essas poderiam vir a ser usadas em algum processo no futuro (administrativo ou judicial). Não se trata de fazer a lista de quem é grevista para poder participar de recuperação. Reiterei também que a administração não vai considerar lista alguma para reconhecer grevistas ou não grevistas.

Orlando Fonseca
Pró-Reitor de Graduação - UF



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