Ato contra leilões de petróleo reúne 800 pessoas no Rio SVG: calendario Publicada em 03/10/12 18h00m
SVG: atualizacao Atualizada em 03/10/12 18h13m
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Manifestação aconteceu no dia em que Petrobras fez 59 anos

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Ato de petroleiros e movimentos sociais também foi em defesa da soberania nacional

Nesta quarta, 3, data em que a Petrobrás completa 59 anos de existência, a Federação Única dos Petroleitos (FUP) e seus sindicatos realizaram uma grande manifestação contra a retomada dos leilões de petróleo, que reuniu cerca de 800 pessoas entorno do prédio onde estão localizadas a Agência Nacional de Petróleo (ANP) e a Transpetro, no Centro do Rio de Janeiro. Além dos petroleiros, participaram do ato militantes da Via Campesina e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que integram a Plataforma Operária e Camponesa de Energia.

Os manifestantes condenaram a realização de novas rodadas de licitação de blocos petrolíferos, anunciada pelo governo nas últimas semanas, e denunciaram as condições precárias e inseguras de trabalho no setor, cobrando da Petrobrás um acordo digno para os trabalhadores.

O ato foi convocado pela FUP e teve inicio às 7h, com a chegada de caravanas de petroleiros e camponeses vindas de Minas Gerais, São Paulo, Norte Fluminense e Duque de Caxias, Paraná e Santa Catarina. Representantes do Sitramico-RJ e do Sinergia de Santa Catarina também somaram-se à manifestação. Apesar da legitimidade do ato, a Polícia Militar tentou reprimir a manifestação, utilizando, inclusive, gás de pimenta contra os trabalhadores.

Para o presidente da SEDUFSM e diretor do ANDES-SN, Rondon de Castro, o ato tem grande relevância, primeiro, por mostrar que é preciso defender o que é patrimônio da Nação e, por outro lado, por desnudar a postura entreguista e submissa aos interesses do capital por parte do governo federal. “Nem os sindicatos cutistas aguentam mais o entreguismo e também o arrocho promovido pelo governo petista”, critica Rondon. O sindicalista também lembra que uma das propostas aventadas pelo ministro ad Educação, Aloizio Mercadante, e da própria presidente Dilma Rousseff, é de usar recursos do pré-sal para investimentos na educação. “Mas como fazer isso se aos poucos o petróleo está deixando de ser nosso”, questiona Rondon.

Repressão

A repressão da polícia não reduziu o ânimo, nem a garra dos manifestantes, conforme nota postada no site da FUP. Segundo a federação, os trabalhadores empunharam suas bandeiras e faixas e deram o recado para o governo de que mais do nunca estão organizados na luta contra a entrega dos recursos naturais do Brasil. As lideranças ressaltaram a necessidade de fazer andar no Congresso Nacional o Projeto de Lei dos Movimentos Sociais (PLS 531/2009), que defende o restabelecimento do monopólio estatal através de uma Petrobrás 100% pública.

Joceli Andrioli, da Coordenação Geral do MAB, frisou a importância da Plataforma Operária e Camponesa de Energia na luta pelo controle estatal e social dos recursos energéticos e afirmou que os leilões de petróleo devem ser uma preocupação de todos os brasileiros, pois significam a privatização de um recurso natural extremamente estratégico para o país. “Esse é o momento dos trabalhadores estarem ainda mais organizados na defesa da soberania e também contra os ataques aos nossos direitos ", citando o exemplo das terceirizações que constantemente matam e precarizam os trabalhadores do setor energético.

“Mais do que nunca, temos que fortalecer a luta para garantir que os recursos energéticos estejam sob o controle do Estado para que possam ser utilizados a favor do povo brasileiro e dos trabalhadores e não do capital privado e das multinacionais, como querem os entreguistas”, ressaltou.

Defesa da soberania

O coordenador geral da FUP, João Antônio de Moraes, lembrou que a manifestação integra o calendário de lutas dos petroleiros por melhores condições de trabalho e um acordo coletivo digno, mas principalmente, é em defesa do Brasil.

“Há exatos 59 anos, o presidente Getúlio Vargas criou a Petrobrás e o monopólio estatal do petróleo. Ele não fez um favor. Foram necessários sete anos de luta, com o povo organizado nas ruas, durante a campanha "O petróleo é nosso". Agora damos continuidade à luta dos nossos antepassados, que sabiam a importância estratégica do petróleo para uma nação. A defesa da soberania nacional e do monopólio estatal do petróleo é uma luta contínua, que só se resolve com o povo organizado”, enfatizou. O ato foi encerrado ao som do hino nacional, com participação de todos os manifestantes, que, mais uma vez, demonstraram a importância de estarem nas ruas, defendendo a soberania nacional.

Fonte: CUT e FUP
Fotos: FUP
Edição: Fritz R. Nunes (SEDUFSM)

 

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