Bancários e correios mantêm greve
Paralisações continuam em S. Maria e no país
Publicada em 30/09/2011 16h37m
Atualizada em 30/09/2011 16h42m

José Rivaldo, da Fentect: orientação é para manter a greve nos Correios
A direção dos Correios (Empresa de Correios, Telégrafos e Similares, ECT) apresentou uma contraproposta aos funcionários da estatal, que, no entanto, rejeitaram-na e mantiveram a greve, que já dura mais de 20 dias. Além das cláusulas salariais, o impasse agora está no fato de que a direção da ECT não volta atrás na questão do desconto dos dias parados. Enquanto isso, a greve dos bancários se amplia no Brasil e em Santa Maria. Conforme balanço da Contraf-CUT, no terceiro dia de paralisação (quinta, 29), um total de 7.672 agências permaneceram fechadas.
Em Santa Maria, conforme balanço do sindicato dos Bancários, nesta sexta, 30, 18 agências estão fechadas, sendo que o movimento atinge 100% das agências da Caixa Federal e do Banrisul e apenas uma agência do Banco do Brasil atende parcialmente. A diretoria do sindicato e o comando de greve têm se reunido diariamente na sede da entidade para organizar os piquetes nas agências, que tem ganhado apoio de lideranças sindicais de outras categorias.
Na tarde desta quinta, as duas categorias (bancários e funcionários dos Correios) realizaram ato público unificado, em Brasília. Também participaram da atividade os sindicatos dos comerciários, dos trabalhadores em limpeza urbana, dos vigilantes, de transportadores de valores, dos empregados de conselhos e ordens de fiscalização profissional e entidades colegiadas e afins, entre outros.
"A unificação das lutas dos bancários, dos funcionários dos Correios e de outras categorias é fundamental para a vitória dos trabalhadores. Temos que mostrar aos patrões que não vamos nos deixar derrotar", afirmou o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto, durante a assembleia conjunta.
Já a dirigente do Sindicato dos Correios no DF, Amanda Corcino, destacou que "os representantes dos Correios estão oferecendo uma proposta rebaixada para nossa categoria. A atual direção da empresa está com uma política de desvalorização dos empregados. Por isso, intensificaremos nossa greve para arrancar uma proposta que contemple nossas reivindicações".
Proposta ECT
Conforme nota postada no site da Federação dos Trabalhadores dos Correios (Fentect), na reunião ocorrida na tarde de quinta, a direção da ECT formalizou uma proposta que já se comentava informalmente. A direção dos Correios propôs aumento linear de R$ 80 a todos empregados a partir de janeiro, reajuste salarial de 6,87% e abono de R$ 500. Porém, as cláusulas econômicas seguem atreladas ao desconto dos dias parados, através de um parcelamento na proporção de um dia de greve por mês.
Na avaliação do secretário geral da Fentect, José Rivaldo da Silva, o item referente aos descontos dos dias parados “é claramente uma punição e não aceitamos isso”, diz ele. O Comando de Greve da categoria aconselhou a rejeição da proposta pelas assembleias de todo o país e ainda organiza uma caravana nacional a Brasília, que está sendo programada para a próxima terça, 4.
Texto: Fritz R. Nunes com informações do Sindicato dos Bancários, Contraf-CUT e Fentect
Foto: Site da Fentect; Maiquel Rosauro (Bancários), site da Contraf-CUT e página do Sintect-SMA no Orkut.
Assessoria de Impr. da SEDUFSM
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