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10/07/2014   10/07/2014 17h53 | A+ A- | 951 visualizações

Servidores querem aumentar pressão ao governo

Após fim da Copa, sindicatos prometem “infernizar” equipe econômica federal


Og Fernandes, ministro do STJ, impôs diversas proibições às categorias de servidores

A Copa do Mundo encerra no domingo, 13 de julho, sem a participação do Brasil, que foi humilhado pela Alemanha por 7 x 1 na última terça, dia 8. Encerrado esse período em que, de certa forma, a população ficou um tanto quanto anestesiada em meio a um mar de informação sobre o megaevento futebolístico, a partir da próxima semana volta-se a realidade.

No que se refere aos servidores públicos, durante a Copa, o governo conseguiu barrar manifestações e protestos, especialmente a partir de decisões do Judiciário. No entanto, as entidades do funcionalismo prometem que os trabalhadores voltarão às ruas com suas pautas de reivindicações e com a meta de “infernizar” a equipe econômica do governo, que no segundo semestre precisa fechar a proposta orçamentária para 2015.

Os sindicatos que representam as diversas categorias de servidores querem que o governo se disponha a negociar, porém, os sinais são de que não há interesse do Executivo em rever o que já foi concedido ao grosso do funcionalismo, que são as três parcelas do reajuste total de 15,8%, cuja integralidade será efetuada somente em março de 2015. No embate com os trabalhadores, o governo não pensou duas vezes em recorrer à Justiça para evitar uma onda de paralisações durante a Copa do Mundo. Os alvos principais foram a Receita Federal e os funcionários do Ministério da Cultura.

Achincalhar

O Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco) recorreu da decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que proibiu, inclusive, operação padrão e operação meta vermelha (diminuição no ritmo de trabalho), programadas pelos funcionários do Fisco. No arrazoado, o Sindifisco ressaltou que a União usou a expressão “chantagem” com a intenção de “achincalhar e desmoralizar” a classe e destacou: “A postura do governo é vergonhosa, pois só promete e não cumpre; cria mesa de negociação e finge negociar, mas não sai das promessas e intenções”.

Ayrton Eduardo Bastos, vice-presidente do Sindifisco, não esconde a irritação. “Em momento algum, pensamos em prejudicar a Copa. Retiramos até a greve marcada para 10 de junho. Sempre mantivemos o efetivo de 30% trabalhando. O que queremos é apontar um item perigoso: as liminares do governo são um risco à democracia”, ressaltou. Em 4 de agosto, a categoria definirá o calendário de protestos.

Na opinião de Gibran Jordão, coordenador-geral da Federação Nacional dos Técnico-Administrativos das Universidades Brasileiras (Fasubra), há exageros por parte do governo. “Estamos pasmos e preocupados com essa judicialização. Sempre fomos cabos eleitorais da democracia. Quando soubemos de uma liminar que impedia nosso movimento, com multa de R$ 200 mil por dia, o sentimento geral foi de revolta. O governo não nos recebe, diz que não tem dinheiro para reajustes salariais, mas anuncia pacotes de bondades para vários setores”, assinalou. “Temos que respeitar as algemas. Mas, em 2015, a greve será ainda mais forte”, enfatizou.

Fonte: Fenapef/Correio Braziliense

Foto: Divulgação

Edição: Fritz R. Nunes (Sedufsm)



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