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APUFPR denuncia expansão precária em Palotina

Apenas 23% das obras prometidas foram concluídas

Publicada em 13/12/2011 16h02m


Banheiro acabou sendo transformado em laboratório, no campus de Palotina

O campus da Universidade Federal do Paraná em Palotina, cidade que fica a 600 km de Curitiba, foi criado em 1993. No ano de 2008, com a adesão ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), do governo federal, o projeto previa a criação de cinco novos cursos, passando de 300 alunos para 2.200 alunos até o final de 2015.

Em troca pela adesão com a conseqüente ampliação, a Instituição deveria construir 13.500 metros quadrados de área até o final de 2011 e reformar mais 3.480 metros quadrados. Além de garantir os recursos para equipar essa nova área construída, também havia um comprometimento de que seriam contratadas dezenas de docentes e servidores técnico-administrativos, o que possibilitaria a implementação de 21 novos cursos na graduação e 24 novos cursos na pós-graduação.

No entanto, conforme balanço feito e divulgado pela Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal do Paraná (APUFPR), até o momento apenas 23% das obras prometidas foram realizadas, o que está causando uma dor de cabeça sem tamanho. Atualmente, estudantes, docentes e técnicos sofrem diversos problemas em relação à falta de estrutura física, material e de pessoal.

Para dar conta de novos espaços para que os cursos criados pelo Reuni possam ter suas aulas ministradas, até o prédio de um antigo seminário foi adquirido. Contudo, o imóvel não possui as condições ideais de uso, devido a diversos problemas estruturais. Para os professores da unidade de Palotina, antes de ser ocupado, o prédio deveria ter sofrido uma reforma completa em suas instalações.

Conforme o diretor do campus de Palotina, Vinicius Cunha Barcellos, o planejamento inicial era fazer uma reforma em todo o prédio, mas, devido às necessidades urgentes apresentadas, pelo atraso das obras do Reuni, não foi possível. Segundo Barcellos, está se tentando utilizar o espaço da melhor forma possível, mas a previsão é de que a permanência desta situação precária a que estão submetidos, permaneça por cerca de dois anos.

Em uma edição especial do jornal da Apufpr, a seção sindical denuncia as condições precárias que hoje os docentes do campus de Palotina estão submetidos. Entre os problemas estão carga horária elevada, laboratórios nos banheiros, cancelamento de disciplina por falta de equipamentos básicos, entre outros. Mais detalhes do jornal:http://portal.andes.org.br/imprensa/noticias/imp-ult-640578635.pdf

Texto: Fritz R. Nunes com informações do ANDES-SN e Apufpr
Foto: Guilherme Mikami/Apufpr
Assessoria de Imprensa da SEDUFSM
 

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