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16/10/2019   16/10/2019 17h50 | A+ A- | 423 visualizações

‘Práxis Educação Popular’ realiza evento para marcar seus 20 anos

Coordenado por professor da UFSM, coletivo comemora atividades nos dias 18, 19 e 20 de outubro


Projeto de extensão da UFSM que desde 1999 auxilia estudantes de baixa renda

É com um histórico que envolve a luta coletiva, a auto-gestão e o compromisso com uma educação que forme cidadãos críticos e questionadores, que nos próximos dias 18, 19 e 20 de outubro, o ‘Práxis – Educação Popular e Cursinho Popular’ realiza atividades de comemoração aos 20 anos de existência.

Na condição de projeto de extensão vinculado ao Departamento de História da UFSM, coordenado pelo professor do mesmo departamento, Diorge Konrad, o Práxis atua como um cursinho que auxilia jovens de baixa renda a ingressarem no ensino superior. São turmas anuais, que ofertam aulas gratuitas de todas as matérias que são cobradas no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). A seleção de educandos é feita por meio de uma análise socioeconômica a partir dos documentos cobrados para inscrição.

Zípora Rosauro, estudante de Ciências Sociais e educadora de Sociologia do Cursinho, analisa que o Práxis é uma maneira de tornar possível o acesso à universidade. “A perspectiva dessa galera entrar na universidade é pensando na própria emancipação das classes populares, entendendo que conhecimento é poder, pois estar dentro da universidade emancipa a gente. Às vezes muitas pessoas vêm de uma família onde vai ser a primeira pessoa a acessar o ensino o superior”, comenta.

Nos dias de hoje, o Práxis conta com cerca de 35 educadores, que são estudantes de graduação da Universidade e atuam enquanto voluntários ou bolsistas. As tarefas do Coletivo consistem em organizar aulas, cuidar diariamente da coordenação, criar materiais pedagógicos, realizar aulões temáticos e, também, participar das manifestações políticas da cidade. “Acho que a parte de coletivo e ação política do Práxis é mais do que as aulas, tem toda uma perspectiva de educação libertária, um formato diferente de aula em que se tenta dialogar com o estudante, entender a realidade desse estudante e criar uma aula compatível com isso. E, também, aulões, debates e formações tanto para os educandos, quanto para os educadores no sentido mesmo de formação humana, formação política, cultural”, destaca ainda Zípora.

20 anos de trocas e aprendizados

É a partir das premissas de um coletivo emancipador e compreendendo a importância de discutir sobre educação popular, que a abertura do evento se dará. As atividades visam a buscar uma maior aproximação com a população e construir um espaço de trocas e de aprendizado. “A atuação do Práxis está muito ligada com essa perspectiva de emancipação das classes populares, educação popular, formação popular. E nesse sentido, para a UFSM, o Práxis significa uma contracultura, porque a Universidade, infelizmente, ainda é muito elitizada, muito autoritária e hierárquica”, frisa Zípora.

18 de outubro: A primeira mesa prevista na programação é 20 anos de educação popular: uma práxis possível?, com a participação de Kauan Machado e Gabriel Ávila educadores de sociologia; Themis Menegazzi educadora de literatura, Diorge Konrad, coordenador do projeto e mediada por Esther Farias, educadora de Literatura. A atividade acontece no Prédio de Apoio (antigo Hospital Universitário), com início às 10h. 

Pela tarde, a atividade será uma apresentação de trabalhos, na Antiga Reitoria (Rua Floriano Peixoto, nº 1184), sala 102, das 13h 30 às 17h. De noite está prevista uma roda de conversa sobre os 20 anos de história do coletivo e cursinho, que vai acontecer também na Antiga Reitoria, com início às 19h30.

Comemoração em espaços públicos

19 de outubro: No segundo dia, com a intenção de ocupar os espaços públicos de Santa Maria, as atividades iniciam com uma exposição fotográfica realizada na Praça Saldanha Marinho. De tarde, no prédio da Antiga Reitoria, a defesa da monografia de especialização em Gestão Educacional Práxis, Educação Popular e autogestão: sobre transbordamentos discursivos, da educadora Themis Menegazzi, vai ser aberta ao público e irá compor o cronograma, com início previsto para às 14h.

Na sequência uma aula pública com o tema A Educação Popular em tempos de resistência, vai acontecer na praça dos Bombeiros. O espaço terá a participação de Leonice Mourad e Guilherme Corrêa, professores do departamento de Metodologia de Ensino da UFSM e Cícero Santiago, professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), com mediação do professor Diorge Konrad, às 16h 30.

Para encerrar o dia de atividades, às 19h será feito o cine-debate Juventudes Negras-Periféricas, com mediação do ex-educador, Eliás Costa.

Rolezão Popular e Vila Resistência

20 de outubro: Para o último dia de comemoração, no domingo, o Práxis realiza o Rolezão Popular em parceria com a Ocupação Vila Resistência, comunidade localizada na Zona Oeste de Santa Maria, que também comemora seu terceiro ano de existência.

A intenção é que o coletivo se aproxime dos bairros da cidade, já que boa parte de seus educandos são jovens que moram na periferia. Outro fator, é dar visibilidade a comunidade e contribuir com a luta pelo direito à moradia.

“O coletivo não é só o Práxis pelo Práxis, mas sim o Práxis para Santa Maria. Então somar na Vila, aparecer por lá e contribuir com a festa, assim como eles contribuírem conosco para todos se ajudarem e fazer um grande evento, é muito mais interessante e traz visibilidade para os dois ao mesmo tempo. É um jeito de ocupar a cidade e apoiar os dois movimentos”, destaca o mestrando em Engenharia Química e educador de inglês, João Martins Vieira.

O evento, com início para às 16h, vai ter atrações artísticas, com bandas, peça de teatro e exposição de artes. Além disso, tanto a comunidade quanto o Coletivo, estarão vendendo lanches com o intuito de promover seu autofinanciamento. Todas as atividades serão abertas ao público em geral.

Confira evento 'Uma Práxis possível'.

Para saber mais sobre o 'Rolezão Popular'.
 

(MAIS FOTOS ABAIXO, EM ANEXO)

Texto: Amanda Xavier (estagiária de jornalismo)

Fotos: Yuri Fontenla e Arquivo Práxis

Edição: Fritz R. Nunes (jornalista da Sedufsm)

 

 



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