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26/11/2019   26/11/2019 18h19 | A+ A- | 360 visualizações

Reitores discutem versão alternativa ao ‘Future-se’

Sedufsm rejeita projeto substitutivo e reafirma compromisso com universidade pública


Presidente da Sedufsm, Júlio Quevedo, reafirmou contrariedade a qualquer versão do Future-se

Organizado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), um Grupo de Trabalho (GT) composto por reitores e ex-reitores de universidades públicas brasileiras reuniu-se no dia 4 de novembro, na UFRGS, com conselheiros universitários. Isabelle Cesa, coordenadora de Assistência Estudantil do Diretório Central dos Estudantes (DCE-UFSM) e integrante do Conselho Universitário da instituição, foi convidada a participar do encontro. Conforme relatou na assembleia docente do último dia 22, o objetivo da reunião chamada pelos reitores era apresentar uma proposta nova e alternativa ao programa ‘Future-se’ do governo Bolsonaro, amplamente questionado e combatido pelas universidades.  Durante a plenária da Sedufsm de sexta-feira, os professores reforçaram a rejeição ao ‘Future-se’ e a todo ‘remendo’ nele realizado.

Em seu relato, Isabelle avalia que os ex-reitores “pareciam bem intencionados e qualificados, porém, mesmo tendo consciência de que o ‘Future-se’ tem como objetivo a destruição das universidades públicas, falaram que se poderia pensar, sim, em alguns pontos desse novo projeto. Isso é algo com o que não concordamos”, destacou a estudante, que participou da reunião na capital gaúcha. Outros temas discutidos na ocasião foram a necessidade de flexibilizar o Teto de Gastos (Emenda Constitucional 95) – não acatada por Rodrigo Maia -, a autonomia universitária e a assistência estudantil.  Conforme relatou a estudante, a ideia é que tenham painéis em outras universidades para discutir tal projeto alternativo.

Júlio Quevedo, presidente da Sedufsm, esclareceu que o GT procurou a diretoria do ANDES-SN para dialogar sobre a proposta, que deve ser apresentada como um substitutivo ao ‘Future-se’ do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados.

Firmeza

Para a docente do departamento de Serviço Social da UFSM, Laura Fonseca, “é muito complicado pensar alternativas ao que a gente já rejeitou. Já temos muita privatização dentro da universidade mesmo sem o ‘Future-se’. Não entendo como discutir uma proposta alternativa nesse momento”, criticou.

João Carlos Gilli Martins, vice-presidente da Sedufsm, defende que é preciso entender o ‘Future-se’ em sua totalidade. “E na sua totalidade, o que ele traz é a privatização da universidade pública brasileira. Isso está presente no caráter da primeira minuta e no da segunda, e não vai mudar em qualquer outro remendo que se queira fazer. Na verdade, a estrada que conduz o projeto ‘Future-se’ já vem sendo pavimentada há muito tempo, não é uma coisa de agora. O ‘Future-se’ vem regulamentar algo que já estava em curso na nossa universidade, que é a presença do mercado”, ressaltou Gilli.

O dirigente da Sedufsm lembrou ainda que os docentes das universidades públicas brasileiras vêm discutindo, há muitos anos, um projeto autônomo, classista, democrático, laico e socialmente referenciado para a educação superior. Tal projeto, destaca o dirigente, está sintetizado no Caderno 2 do ANDES-SN (disponível para leitura no site da Sedufsm, na aba ANDES-SN, no topo da página).


Texto e fotos: Bruna Homrich
Edição: Fritz R. Nunes

Assessoria de Imprensa da Sedufsm



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