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08/04/2020   08/04/20 18h15 | A+ A- | 434 visualizações

ANDES-SN critica inclusão de estudantes no trabalho contra a Covid-19

Sindicato considera irresponsabilidade expor alunos a condições sujeitas à contaminação


Sindicato entende que estudantes correm risco de morte e defende concurso público para profissionais

O Sindicato Nacional dos Docentes (ANDES-SN) criticou fortemente a iniciativa do governo de convocar estudantes de Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia e Medicina, para trabalharem no combate à pandemia da Covid-19. Esse tema já foi abordado no site da Sedufsm, em matéria publicada na sexta passada, dia 3. No entendimento do Sindicato, o Ministério da Saúde (MS) e o da Educação (MEC) assumiram uma ação irresponsável que expõe estudantes a condições insalubres, sob o risco de contaminação, disseminação da doença e, até à morte, ao colocá-los, sem o devido preparo, na linha de frente da assistência a pacientes com a Covid-19.

A intenção do governo, manifestada através de edital do programa “O Brasil Conta Comigo”, divulgado pela portaria 492 da pasta, é de que os estágios obrigatórios, previstos para os cursos das áreas de saúde citados anteriormente, possam ser reduzidos, o que prejudica a qualidade de formação desses alunos. Conforme a secretária-geral do ANDES-SN, Eblin Farage, a entidade sindical se posiciona contrária como forma de evitar que esses estudantes se arrisquem na linha de frente no combate ao vírus. Em diversos países, profissionais de saúde, especialmente médicos e enfermeiros, têm perecido.

Eblin destaca ainda que pesquisas têm comprovado que m dos elementos que dissemina a contaminação da doença é a falta de preparo de determinados profissionais ao lidar com pessoas infectadas. Para a diretora do ANDES-SN, não é possível, nem responsável, exigir de estudantes que ainda não completaram sua formação, o preparo necessário para enfrentar uma situação tão extrema. “Ao colocar esses estudantes na linha de frente, ainda mais sem equipamentos de proteção individual necessários e suficientes, corremos o risco não só de infectá-los, como de ampliar o ciclo da infecção. Esse não é o melhor caminho”, diz ela.

A dirigente sindical aponta também que a oferta de bolsas por parte do governo federal para os estudantes que se oferecerem para trabalhar nos serviços de atendimento e combate à pandemia exerce sobre os discentes uma pressão econômica e social, uma vez que muitos se encontram em situação de vulnerabilidade. “Isso tem que ser combatido por nós. Quem deve ir para a linha de frente são profissionais da saúde, que devem receber uma capacitação específica para tal trabalho. E o poder público tem que garantir todo o EPI necessário, pois isso não pode ficar sob responsabilidade dos profissionais da saúde”, alerta.

Investimentos, revogação da EC/95 e concursos

Em nota, o ANDES-SN relembra o histórico de desmonte da saúde pública nas esferas Federal, Estadual e Municipal e cobra do Ministério da Saúde a contratação de profissionais qualificados. “Em nenhum momento o referido edital se propõe a convocar profissionais da área de saúde desempregado (a)s, ou a construir ações com as universidades ou agências de fomento que estejam trabalhando em pesquisas de enfrentamento à pandemia”, destaca o documento.

Para o Sindicato Nacional, “o MS e o MEC devem investir no SUS, na Ciência e Tecnologia. Enquanto que o Congresso Nacional e o STF devem atuar para revogar a EC nº 95! Colocar a vida do(a)s estudantes em risco não resolverá a crise de saúde pública”.


Texto: ANDES-SN com edição de Fritz R. Nunes

Foto: Agência Brasil

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 

 



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