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20/04/2020   16/07/20 10h26 | A+ A- | 432 visualizações

Bancários discordam de reabertura de serviços não essenciais

Categoria não suspendeu atividades, visto que se enquadra como atividade essencial


Marcello Carrión (ao microfone) destaca a importância de um banco público e forte como a Caixa Econômica Federal

A publicação de um novo decreto, autorizando a reabertura de estabelecimentos comerciais considerados não essenciais, reconfigurou a intensidade – e talvez a efetividade – do isolamento social vivido até então em Santa Maria. Divulgado na última sexta-feira, 17, pelo próprio prefeito Jorge Pozzobom, o decreto de nº 71 autorizou a reabertura de uma série de estabelecimentos a partir do sábado, dia 18. Para isso, tais estabelecimentos precisam atender medidas de segurança e higiene elencados no próprio decreto.  Uma das categorias sobre as quais o novo decreto não trata, são os bancários. Considerados serviços essenciais, os bancos não suspenderam atividades em momento algum. Contudo, isso não significa que bancários e bancárias encarem de maneira indiferente a reabertura de serviços não essenciais. Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários de Santa Maria e Região, Marcello Carrión, a flexibilização é um erro e por isso preocupa a todos. “Nós somos contra porque entendemos que o óbvio é ter a prioridade pela vida e não pelas questões da economia, em que pese que possam ser importantes. Então se tem toda uma lógica da ciência, da Organização Mundial da Saúde (OMS), que fala de isolamento horizontal, então a gente não pode concordar com a quebra dessa lógica. Entendemos que as pessoas tem que ficar em casa e o que não é essencial, não tem que funcionar”, afirma Carrión.

Na prática, segundo Marcello Carrión, o novo decreto publicado pela Prefeitura Municipal de Santa Maria possui um impacto bastante pontual para a categoria bancária, já que, a partir dele, o ingresso tanto no autoatendimento quanto em agências só será possível com o uso de máscaras. Considerada atividade essencial, como já dito, os serviços bancários estão funcionando a partir de um sistema de rodízio, com trabalho em home office e apenas uma pequena parcela de pessoas nas agências. “Isso tem toda uma lógica de preservação da saúde da categoria, manter pessoas fora dos ambientes mais de risco”, explica Marcello. Para o diretor, essa medida é necessária já que, em sua opinião, os serviços bancários devem, sim, ser mantidos em funcionamento. “Os bancários estão trabalhando por terem parte dos serviços considerados essenciais, e a gente  reconhece que tem coisas que os bancos tem que atender mesmo. Tem uma gama da população muito carente, que tem benefícios a receber, então esses atendimentos especifícos, principalmente para população em situação de risco, pessoas que tem benefícios e não tem cartão, não tem senha, a gente entende que deve ser sim atendido”, explica. Nesse cenário, o uso de máscaras pode impactar positivamente em um dos problemas intensificados no último período: a formação de grandes filas. “Hoje a categoria bancária está atravessando um problema com o acúmulo de pessoas nas filas de recebimento do benefício emergencial, mas pelo menos ainda se mantém com poucas pessoas dentro da agência, ainda tem uma certa prevenção”, aponta.

Por fim, para o diretor dos bancários, a flexibilização do isolamento atinge a categoria de maneira indireta, assim como atinge a todos. Carrión avalia que as mudanças propostas pela prefeitura, assim como a postura do governo federal de minimização da pandemia, criam um ambiente de descrédito e reduzem a seriedade e a gravidade da situação.

Banco público e Estado forte

Para Carrión, os impactos econômicos de uma crise sanitária dessa proporção devem ser respondidos à altura pelo Estado brasileiro, a quem cabe a responsabilidade sobre a população. “Para assegurar a situação da população, é papel do Estado fazer isso. Então a gente vê muitos setores que pregam o Estado mínimo, mas agora estão vendo a necessidade da ação de um Estado forte e com condições de satisfazer essas demandas”, avalia o bancário. Nessa mesma toada, Carrión chama a atenção para o papel fundamental que está cumprindo a Caixa Econômica Federal, um banco público e com frequentes ameaças de privatização. “Aí a gente pode ver a importância de se ter um banco público como a Caixa Federal, que é o único grande banco nacional 100% público. A capacidade que teve de, em poucos dias, fazer essa ação (do auxílio emergencial) para milhões de pessoas. Quer dizer, de novo vem a questão do Estado mínimo ou do setor público. É claro que é muito importante ter uma Caixa Federal com essa capacidade toda”, conclui.

Outras categorias

A Sedufsm já conversou com outras categorias a respeito dos desafios de cada setor frente à pandemia da Covid-19. Confira nossa matéria com os comerciários e com os metalúrgicos e rodoviários.

Texto: Rafael Balbueno com informações de Bruna Homrich
Foto: arquivo pessoal Marcello Carrión
Assessoria de Imprensa da Sedufsm



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