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22/04/2020   16/07/20 10h34 | A+ A- | 798 visualizações

Assufsm, Sinasefe e Atens analisam positivamente o isolamento social

Entidades que representam técnicos e docentes federais na UFSM abordam preocupações futuras


2019: protesto dia 15 de maio na UFSM envolveu entidades dos três segmentos

Desde o último dia 16 de março, as atividades acadêmicas e administrativas da UFSM estão suspensas. O motivo é a pandemia de coronavírus que atinge o país desde meados de fevereiro. O prazo para o encerramento dessa suspensão está marcado para o dia 15 de maio, mas a data de retomada das atividades ainda é incerta. E, desde o momento em que houve a suspensão das atividades (sem suspender o calendário acadêmico), os trabalhadores e trabalhadoras da instituição têm estado, ou na linha de frente, no caso daqueles que atuam em serviços essenciais, ou em total isolamento para os que integram grupos de risco, ou em trabalho remoto como é o caso de grande parte dos técnico-administrativos.

A Assufsm representa boa parte dos servidores técnico-administrativos da instituição. A Atens Sindicato representa uma gama de servidores de nível superior, enquanto o Sinasefe representa técnicos e docentes do ensino básico, profissional e tecnológico, tanto nos colégios da UFSM, como nos Institutos Federais. Ouvidas pela assessoria de imprensa da Sedufsm, as três entidades consideraram válida a política de distanciamento social, que é preconizada não apenas palas autoridades locais e nacionais de saúde, como também pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em nota enviada por um dos integrantes da Coordenação Geral, Celso Fialho, a Assufsm ressalta que “na nossa avaliação, a Reitoria UFSM interrompeu o expediente das atividades acadêmicas e administrativas não essenciais corretamente. Essa medida foi necessária e vital para que as vidas na UFSM fossem preservadas”. Acrescenta ainda que “hoje, grande parte dos servidores da nossa instituição estão desempenhando suas atividades de forma satisfatória via ‘home office’. As principais demandas administrativas e burocráticas não deixaram de ser atendidas nos mais diversos setores devido ao uso de ferramentas de informática. Percebemos que a maioria dos TAEs, que não desempenham atividades essenciais estão cumprindo a quarentena em isolamento social domiciliar”, enfatiza.

Pandemia e o ataque ideológico

O Sinasefe, em nota assinada pelos coordenadores José Abilio Freitas, Milton Ferrari e Cláudia do Amaral, dizem ter sido totalmente favoráveis ao isolamento social horizontal, medida indicada para evitar a rápida propagação da Covid-19. Os sindicalistas vão além e indicam um outro tipo de preocupação expressada pelos colegas deles, e que resultam do período de pandemia: a de que políticos de visão neoliberal, e que comandam o parlamento nacional, somados à equipe econômica do “desgoverno” Bolsonaro, apontam mais uma vez para o funcionalismo público com o intuito de que estes sejam chamados a minimizar o estrago econômico gerado pela pandemia.

Conforme os sindicalistas, esse tema “já assombra a categoria desde o ano passado, com propostas apresentadas, tanto do executivo, como do legislativo, de emendas à Constituição, mas agora, sob esse pretexto, são apresentados projetos de lei como o PL 1144/2020”, que isenta apenas servidores da saúde e da segurança pública no caso da redução de salário”. Teme-se, frisa o sindicato, de que este momento seja usado para acelerar o processo de desmonte das instituições de ensino, dentro do ataque ideológico, já em andamento.

Para a Atens- Seção Sindical do Sindicato Nacional dos Técnicos de Nível Superior na UFSM, a medida tomada pela UFSM de suspender as atividades acadêmicas, administrativas e presenciais e a ATENS foi acertada, pois o distanciamento social é visto como “uma das únicas alternativas para conter o avanço dessa pandemia, enquanto não temos vacina e nem mesmo a medicação efetiva no combate ao coronavírus”, destaca a nota da entidade, cujo presidente é Clovis Senger.

Conforme a entidade, apesar de distantes da UFSM, “muitos servidores desenvolvem seu trabalho de forma remota, dentro das peculiaridades de cada atividade. A internet já está presente há muito tempo e facilita essa nova rotina virtual. As reuniões estão sendo através de videoconferências e definem as atribuições de cada um, garantindo a continuidade das ações”.

A seção sindical destaca também a “importância dos servidores que executam atividades essenciais, de forma presencial e intensa, especialmente no Hospital Universitário de Santa Maria. São médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos de laboratório e das mais diversas áreas, incluindo higiene, alimentação e segurança, que estão atuando na linha de frente no combate à Covid-19”. Diz ainda o sindicato que “não podemos esquecer dos nossos servidores, pesquisadores e cientistas, que estão atuando no conserto e desenvolvimento de respiradores, na confecção de Equipamentos de Proteção Individual, na fabricação de álcool gel”, entre outras ações.

A experiência dos trabalhadores

As três entidades também foram perguntadas sobre o futuro, o pós-pandemia. Quais as expectativas? No texto encaminhado por Celso Fialho, da Assufsm, ressalta-se que “um dos legados dessa situação é a avaliação da realização do trabalho ‘home office’ na instituição”. Além disso, frisa o texto, “também fica evidente que diante de uma crise homérica, um sistema de produção seguro deve levar em conta as experiências dos trabalhadores”. E acrescenta: “um sistema de segurança social e de saúde deve ser gerido e garantido pelo estado”. Diante disso, a Assufsm enfatiza a defesa dos técnicos ( TAEs) bem como a defesa do SUS (Sistema Único de Saúde).

Ilusões políticas e a luta

Na avaliação da diretoria da Atens, o cenário ainda é nebuloso, distante de uma conclusão de todo esse processo, para se ter uma visão definitiva. No entanto, olhando pelo viés político, o texto enviado destaca que “não temos ilusão em relação ao governo, que voltará querendo aplicar todos os projetos contra o serviço público e contra os servidores, pois a pandemia interrompeu a tramitação no Congresso. Nós teremos que estar atentos e continuar nossa estratégia junto ao Congresso, na defesa do serviço público e das instituições públicas”, argumenta.

EaD e a suspensão do calendário

Para o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), uma das questões problemáticas na UFSM, nesse período de pandemia, foi o desenvolvimento de atividades a distância. O texto encaminhado pela entidade considera que “a UFSM propôs a oferta dessas aulas como não obrigatórias, respeitadas particularidades de contextos e componentes curriculares”. Porém, avalia o sindicato, “o governo aumentou a porcentagem de aulas a distância para registro nos cursos técnicos de 20% para 40%”. Nesse caso, diz a nota, “os professores, diante de tanta indefinição, optam por oferecer conteúdo, muitas vezes, de modo precário e sem atender os estudantes”.

O Sinasefe afirma ter muita preocupação com “o uso dessa modalidade para a educação básica, em que se acredita que a prática não deva se perpetuar por tempo indeterminado”. Porém, diz a nota, vale lembrar que o ENEM adiado e tanto professores como estudantes encontram-se receosos e sentem-se pressionados em seguir com as aulas. “Claro que há casos bem-sucedidos, porém, o Sinasefe nacional defende a suspensão do calendário letivo em respeito à qualidade e democratização da educação”.

Luta sindical e o futuro da sociedade

Em relação ao futuro pós-pandemia, os sindicalistas avaliam que, diante da necessidade do isolamento social – apoiado pela entidade- o processo em curso, de mobilização e paralisação em protesto contra as políticas de desmonte do Estado pelo governo Bolsonaro, acabou por causar alguma dose de frustração e enfraquecimento. Todavia, para o Sinasefe, esse cenário também estimulou que a entidade buscasse alternativas de comunicação junto à base do sindicato.

Consideram os dirigentes sindicais que “se, por um lado, esse cenário (isolamento social) trouxe o enfraquecimento dos encontros presenciais, até então vistos como fundamentais para a mobilização da base, por outro lado, trouxe a necessidade do conhecimento e do fortalecimento das interações virtuais, que era um ponto fraco de nosso movimento e o principal instrumento utilizado pelo inimigo fascista. Nesse caso, entendemos que, para o futuro, temos o dever de nos apropriarmos desses canais, cada vez mais, e com cada vez mais qualidade”.

No que se refere à sociedade como um todo, os dirigentes do Sinasefe acreditam que “se modificará sobremaneira, em diferentes dimensões. E, como educadores, temos esperança que a transformação seja positiva em relação ao respeito e empatia sociais. Nesse processo, preocupa-nos, por exemplo, a falta de humanidade no discurso e no trato com os idosos e o modo discriminatório que estão sendo tratados aqui no Brasil e em outros lugares do mundo”.

Os dirigentes do Sinasefe finalizam a análise dizendo que “após este momento de exceção, cremos que o legado principal que teremos será a maior intensidade da luta pelos princípios de bem comum, valorizando-se fundamentos como a ética e a democracia, pois, está claro que somente através da participação democrática da sociedade é que vencemos as adversidades. O que reforça e dá peso a esta reflexão sobre o futuro, é o repúdio da maioria da sociedade às ações de desgoverno apresentadas pelo nosso presidente e sua equipe. Espera-se que a sociedade torne-se mais solidária, apoiadora e esperançosa quanto à Educação e à Ciência”, finaliza.

 

Texto: Fritz R. Nunes

Fotos: Arquivos/Assufsm, Atens e Sinasefe

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 

 



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