ATENDIMENTO DA SEDUFSM

A Sedufsm informa que a partir de segunda, 23 de março, a sede do sindicato estará fechada e todos os atendimentos serão realizados de forma remota (online), por tempo indeterminado. Os (as) sindicalizados (as) poderão entrar em contato com a entidade das 8h às 12h e das 14h às 18h através do e-mail sedufsm@terra.com.br ou dos telefones (55) 99614-2696 e (55) 99935-8017.

Sindicato


Espaço Cultural

Reflexões Docentes

Contatos SEDUFSM

(55) 3222 5765

Segunda à Sexta
08h às 12h e 14h às 18h

Endereço

SEDUFSM
Rua André Marques, 665
Centro, Santa Maria - RS
97010-041

Email

Fale Conosco - escreva para:
sedufsm@terra.com.br

Twitter

SEDUFSM

Facebook

SEDUFSM

Youtube

SEDUFSM

Notícias

05/05/2020   06/05/20 12h44 | A+ A- | 349 visualizações

Entidades do funcionalismo rejeitam congelamento salarial de servidores

Trabalhadores da Educação retirados de projeto na Câmara, mas texto volta ao Senado ainda nesta quarta


Sessão da Câmara vota hoje a proposta de congelamento salarial dos servidores

A Câmara dos Deputados votou, no decorrer da última terça-feira, 5, o Projeto de Lei Complementar (PLP 39/2020), que institui o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus. Na prática, o projeto condiciona o repasse financeiro de R$ 125 bilhões a estados e municípios ao congelamento de salários dos servidores públicos por até 18 meses, ou seja, até 31 de dezembro de 2021. O valor inclui repasses diretos e também suspensão de dívidas dos entes federados com a União. No último sábado, 2, o Senado Federal aprovou o projeto por 79 votos a 1. Durante a votação na Câmara, a atuação de alguns parlamentares garantiu que as carreiras do magistério - o que inclui os professores - fossem excluídas do congelamento. Contudo, como recebeu alteração, o texto volta ao Senado nesta quarta, 6, e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, já garantiu que não acatará as modificações da Câmara. 

Para o ANDES-SN, diminuir o impacto com a queda da arrecadação de impostos e a paralisia das atividades econômicas no país é fundamental para impedir que haja colapso na economia brasileira. Porém, em vez de adotar medidas como uma política de taxação das grandes fortunas, a revogação da Emenda Constitucional 95 e suspensão do pagamento de juros e amortização da dívida pública, o governo federal se aproveita da situação para, mais uma vez, atacar os/as servidores/as públicos/as do país.

Apesar de apresentar exceções para servidores das áreas de saúde, segurança pública e integrantes das Forças Armadas, o PLP 39/2020, traz congelamento salarial de mais de dois milhões de professores e professoras federais, estaduais e municipais, que estão nas universidades, institutos federais e CEFET, pesquisando e produzindo diversos recursos e conhecimentos fundamentais no enfrentamento à Covid-19.

Exemplos desse árduo trabalho durante a pandemia podem ser encontrados na campanha O que alguns chamam de balbúrdia, nós chamamos de produção de Conhecimento Público”, idealizada e divulgada pelo ANDES-SN desde 17 de abril, em suas redes. A campanha apresenta o trabalho realizado nas Instituições de Ensino Superior em todo o país, que vai desde a confecção de máscaras de proteção individual até o desenvolvimento de respiradores mecânicos 15 vezes mais baratos que os comercializados mundialmente.

O ANDES Sindicato Nacional reforça que há docentes nos hospitais universitários, enfrentando o vírus e arriscando a vida e que, mesmo assim, serão penalizados caso o texto seja aprovado com a manutenção dos artigos 7º e 8º. Revogar esses artigos se faz mais do que necessário em um momento como esse. Por isso, o Sindicato Nacional convoca a categoria à pressionar parlamentares e demonstrar que o texto aprovado no Senado desrespeita milhões de trabalhadores e trabalhadoras em todo o país! Diga não aos artigos 7º e 8º do PLP 39/2020.

CSP-Conlutas

O integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Paulo Barela, repudiou esse ataque. “Essa medida vai trazer uma “economia” de R$ 60 bilhões, que corresponde exatamente à “ajuda” que o governo federal vai passar para estados e municípios para enfrentar a pandemia. Trocando em miúdos, quem vai pagar essa conta são os funcionários públicos”, alertou Barela.

O dirigente questionou, no entanto, porque o governo não retira esse dinheiro “dos banqueiros, grandes empresários, multinacionais que exploram nossas riquezas e latifundiários que exploram e dilapidam nosso meio-ambiente?”.

“A resposta é simples, todos, sem exceção, estão comprometidos com o sistema capitalista e se valem de soluções idênticas, ou seja, quem deve pagar a conta são os trabalhadores para preservar os lucros e o pagamento da dívida pública aos banqueiros”, conclui. 

Fonacate

Em entrevista à Rádio Sagres 730 na última segunda, 4, o presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado (Fonacate), Rudinei Marques, declarou: “O que mais entristece o serviço público é que nesse momento que estamos na linha de frente de combate à pandemia e todos os problemas que ela gera no âmbito econômico e social, nós temos servidores do SUS, da assistência social e da segurança pública. Mas todos os outros estão na retaguarda, nós temos um conjunto de servidores atuando firmemente na retaguarda. Pode pensar no caso dos Auditores da Receita Federal que estão nos portos e aeroportos desembaraçando insumos e equipamentos de saúde”.

E complementou: “Nesse momento que o serviço público está fortemente mobilizado, a gente não enfrenta essa pandemia, no ponto de vista sanitário, econômico e social. Nesse momento o governo faz um ataque gratuito incorporando uma série de medidas que é mais um desprestígio para o servidor público do que o impacto direto”.

 

Fonte: ANDES-SN , CSP-Conlutas e Sagres Online

Imagem: Câmara dos Deputados

Edição: Bruna Homrich

Assessoria de Imprensa da Sedufsm

 


 


 

 



Fotos



* Clique na foto para Ampliar!


Compartilhe com sua rede social!














© 2020 SEDUFSM
Rua André Marques, 665 - Centro, Santa Maria, RS - 97010-041
Website por BM2 Tecnologia em Internet