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11/05/2020   16/07/20 10h39 | A+ A- | 758 visualizações

12 de Maio, Dia da Enfermagem, é marcado por mobilizações de trabalhadores da saúde

Conselho Federal de Enfermagem indica que já são 98 profissionais mortas (os) por COVID-19 no Brasil


Até a última quarta-feira, 7 de maio, 98 trabalhadoras (es) da enfermagem já haviam morrido em decorrência do novo coronavírus no Brasil. Segundo dados do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), destas 98 profissionais, 25 eram enfermeiras (os), 56 eram técnicas (os) e 17 eram auxiliares de enfermagem. As trabalhadoras mulheres desse setor foram as mais atingidas, representando 67% das mortes. Quase três mil profissionais já estão infectadas (os) com a doença no país. O nível de mortandade de trabalhadoras (es) da enfermagem no Brasil já ultrapassa os países com maior número de óbitos em decorrência da doença: Estados Unidos (91 mortes) e Espanha (50 mortes).

É contra essa situação que as (os) profissionais mobilizam-se nesta terça-feira, 12 de maio, Dia da Enfermagem. A CSP-Conlutas explica que as (os) trabalhadoras (es) farão, em diversos locais do país, manifestações simbólicas em seus locais de trabalho, respeitando o distanciamento social. Um exemplo é a mobilização convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal Fluminense (Sintuff) para às 14h desta terça, em frente ao Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP), no centro de Niterói. Na ocasião, o Sintuff distribuirá máscaras de pano com dizeres “Fora Bolsonaro e Mourão” e entregará 300 protetores faciais para os servidores do HUAP. A CSP-Conlutas estimula e apoia a realização desses atos em todo o país, convidando toda a classe trabalhadora para se unir em solidariedade a estas (es) profissionais através de campanhas nas redes sociais e, onde for possível, fixação de faixas e intervenções em carros de som.

Cabe lembrar que, nos últimos dias, trabalhadores (as) da saúde já protagonizaram mobilizações, a exemplo do protesto silencioso ocorrido em Brasília no dia 1º de maio e do ato público dos servidores do Hospital Universitário da USP, no dia 6 de maio. Na pauta de reivindicações: investimentos massivos em saúde, melhores condições de trabalho, aumento das contratações e testagem para todas (os) as (os) trabalhadoras (es).

Márcio Badke, docente do departamento de Enfermagem da UFSM, destaca a centralidade do trabalho desenvolvido por estas (es) profissionais. “Enquanto docente do curso de enfermagem da UFSM, vejo o quanto nós enfermeiros somos imprescindíveis, atuamos em todas as linhas de frente. Somos profissionais insubstituíveis ao cuidado da saúde das pessoas. Diante do exposto, é de suma importância valorizar e respeitar os profissionais da saúde. Um pedido à população, por favor, evite falar do que você desconhece, procure conversar com os profissionais e entender o que realmente está acontecendo e não compartilhe mensagens falsas. Cada profissional estudou no mínimo uma graduação de 4 anos, então peço encarecidamente: não se titule algo que você não seja. Clamo à população que ouça somente os profissionais e não dê ouvidos aos charlatões”.

O docente ainda ressalta a importância da conscientização sobre os cuidados a serem tomados nesse período. “Penso em unir esforços de tod@s no uso de máscaras e cuidados de higiene e isolamento social. Este ato diminui a contaminação e consequentemente o uso dos serviços de saúde. A solicitação está além de ficar em casa, cuide de você e dos outros e juntos sairemos o mais rápido possível desta pandemia. A hora é de ajudar uns aos outros e não criticar. Ao governantes desejo força e discernimento nas suas atitudes, pois por se tratar de um problema novo, tod@s estamos aprendendo juntos à cada dia”.

Solidariedade

Em nota, a CSP-Conlutas diz que “essa [enfermagem] é uma heróica linha de frente no combate a Covid-19 e está sendo massacrada e desprezada pelo governo assassino de Bolsonaro, em estados e municípios. Há falta de EPIs (equipamentos de proteção individual), condições de trabalho, treinamento, de transporte para que não se exponham aos transportes públicos e nenhuma proteção para que não contaminem suas famílias, como alojamentos próximos ao local de trabalho. Na saúde em geral, são enfermeiras(os), técnicas(os) de enfermagem, assistentes, médicas(os), residentes, os terceirizados da limpeza, restaurantes, vigilância, e tantos outros que compõem a área de absoluta exposição à contaminação do vírus”.

Na sequência, a central sindical e popular escreve: “Na contramão da proteção à nossa vida, o governo genocida de Bolsonaro – que é o governo do lucro dos banqueiros, empresários e latifundiários – tem tentado flexibilizar a já frouxa política de isolamento social. Ignora a gravidade da doença à população ao promover aglomerações, defender exclusivamente a economia e cometer absurdos como anunciar que dará um churrasco para mais 1.300 pessoas e depois desmarcar. As atitudes nefastas do presidente causam confusão na população, que ficam sem entender que medidas tomar para a efetiva proteção de suas vidas neste momento. Também permitem que os setores pressionados por empresários sintam-se respaldados para acabar com o isolamento social. Todavia, a verdade é que o Brasil chegou ao colapso do sistema de saúde em segue em direção ao caos, já instalado em diversas cidades. A situação é muito pior que a apresentada, uma vez que há subnotificação de casos e mortes, além da provável omissão de dados sobre a pandemia no país”.

Jornada de luta

Há mobilizações virtuais e simbólicas marcadas para vários dias desta semana. Veja abaixo:

12/05 – Dia Internacional da Enfermagem e da (o) Enfermeira (o)

12M: SOS Trabalhadoras(es) da Saúde! Nossas vidas importam!

Quarentena Geral para todos! Fora Bolsonaro e Mourão, Já!

15/05 – Dia da (o) Assistente Social

15M: SOS Trabalhadoras(es) da Saúde! Nossas vidas importam!

Quarentena Geral para todos! Fora Bolsonaro e Mourão, Já!

20/05 – Dia Nacional de Técnico(a) e Auxiliar de Enfermagem

20M: SOS Trabalhadoras(es) da Saúde! Nossas vidas importam!

Quarentena Geral para todos! Fora Bolsonaro e Mourão, Já!

*Essas atividades também serão em homenagem e em memória das (os) trabalhadoras (es) que morreram na linha de frente de combate à pandemia.

Reivindicações:

- EPIs e condições de trabalho;

- treinamento e testes para o vírus disponíveis a todas e todos trabalhadoras (es) da saúde;

- garantia de transporte seguro e alojamento próximo aos hospitais;

- defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), com investimentos urgentes e estatização dos hospitais privados para que fiquem a serviço do tratamento à COVID-19, como fez a Espanha.

 

Texto: Bruna Homrich, com informações de CSP-Conlutas e Cofen

Arte: Bruno Silva

Foto: Reprodução/Coren-DF

Assessoria de Imprensa da Sedufsm

 

 

 

 

 



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