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15/05/2020   16/07/20 10h41 | A+ A- | 613 visualizações

Frente de Trabalhadores posiciona-se pelo fechamento do comércio em Santa Maria

FUTT defende quarentena com integralidade de salários e direitos para os serviços não essenciais


Íntegra da nota pode ser lida abaixo

A Frente Única das Trabalhadoras e Trabalhadores de Santa Maria (FUTT) reúne sindicatos e movimentos sociais da cidade que realizam ações conjuntas de mobilização pelos serviços públicos e pelos direitos dos trabalhadores. A FUTT reunia-se presencialmente mas, frente ao isolamento social demandado pela pandemia, passou a se reunir de forma virtual. Em reunião na última quarta-feira, 13, foi aprovada uma nota pública das entidades que compõem a FUTT – dentre elas estão Sedufsm, Sindicaixa, CSP-Conlutas, DCE-UFSM, partidos políticos de esquerda e Cpers.

No texto, que pode ser lido na íntegra abaixo, a Frente posiciona-se pelo fechamento do comércio não essencial em Santa Maria e pela garantia de quarentena remunerada para que os trabalhadores possam ficar protegidos do vírus com estabilidade no emprego e integralidade dos salários. Como justificativa para o enrijecimento das medidas de isolamento social, a FUTT cita o aumento de casos na cidade: enquanto em 21 de março, data em que o prefeito Jorge Pozzobom decretava o fechamento do comércio não essencial, a cidade registrava apenas um caso confirmado da doença; em 18 de abril, quando o comércio todo foi reaberto, já se contabilizavam 27 casos confirmados e 631 suspeitos. Em 15 de maio, quase um mês após a reabertura, a cidade conta com 72 confirmações, um óbito e quase 1.497 suspeitos. “Esses dados revelam que não existe nada de sensato na reabertura do comércio e que se continuarmos assim, a tendência é que a situação piore. Isso não podemos permitir”, indica o texto.

Leia na íntegra:

Posicionamento da FUTT sobre a situação de Santa Maria em contexto de pandemia do Coronavírus

O coronavírus avança. No Brasil inteiro já passamos dos 180 mil casos confirmados e passamos das 12 mil mortes. Já chegamos em quase mil mortes diárias nos últimos dias. Isso levando em conta apenas os dados oficiais do Ministério da Saúde, sendo que na realidade a subnotificação de casos é fato reconhecido por profissionais e governos. Toda essa crise humanitária impacta de maneira mais forte a classe trabalhadora, que está obrigada a sair de casa para trabalhar e manter o seu sustento nesse momento difícil. Já os patrões podem ficar em casa, mantendo seus lucros, enquanto os trabalhadores e as trabalhadoras são utilizadas de bucha de canhão. Além disso, os patrões nesse momento grave, para não prejudicar seus lucros, aprofundam as demissões e suspensão de contratos. Tudo isso com apoio dos governos que nada fazem para preservar a vida da classe trabalhadora, sendo o governo federal de Bolsonaro e Mourão o caso mais evidente e escancarado. Mas o governador do RS, Eduardo Leite, e o prefeito Pozzobom em Santa Maria fingem não ter nada a ver com isso, mas fazem parte da mesma política.

Em Santa Maria ainda não atingimos o estágio gravíssimo de outras cidades no país, mas isso não significa que estamos imunes a isso que está ocorrendo. Se não houver o cuidado necessário em breve poderemos estar em uma situação parecida. No dia 21 de março o comércio chegou a ser fechado para evitar a contaminação, e a cidade contava com apenas 1 caso confirmado da doença. Porém, no dia 18 de abril foi decretada pelo prefeito Jorge Pozzobom a reabertura do comércio, incluindo academias, barbearias e salões de beleza. Na data da reabertura do comércio Santa Maria contava 27 casos confirmados e 631 suspeitos. Já no dia 12 de maio, quase um mês depois da reabertura, Santa Maria registra 67 casos confirmados e 1.392 suspeitos. Esses dados revelam que não existe nada de sensato na reabertura do comércio e que se continuarmos assim, a tendência é que a situação piore. Isso não podemos permitir.

Para evitar o contágio e aglomerações, também é necessário que a educação pública, tanto na UFSM, como nas escolas estaduais e municipais, permaneça sem atividades presenciais. Mas isso não significa apoiar as modalidades de Ensino à Distância que vem sendo implementadas, pois essa é uma medida que não contempla o ensino de qualidade para a maior parte dos filhos e filhas da classe trabalhadora que muitas vezes não conta com a infraestrutura tecnológica necessária para usufruir desses recursos, além dos profissionais da educação não estarem preparados para esse tipo de metodologia. O EaD na verdade só busca beneficiar os empresários da educação que há anos vêm querendo implementar esse tipo de ensino. Por isso, medidas como o cancelamento do semestre na UFSM, defendida pelo DCE e Diretórios Acadêmicos é uma bandeira que deve ser apoiada. Cabe frisar também que nessa situação de pandemia que vivemos, se torna inviável que o governo federal queira manter o ENEM em sua data normal, pois desconsidera a realidade da ampla maioria de estudantes brasileiros que estão com dificuldades para se preparar. O adiamento do ENEM se torna uma necessidade, impulsionando a campanha nas redes pelo #AdiaENEM.

Se por um lado a classe trabalhadora santamariense tem que se cuidar do coronavírus, também precisa lutar contra o desemprego, a fome e a retirada de direitos. No dia 3 de maio saiu na mídia local um levantamento que indicava que apenas em 30 dias haviam ocorrido 4 mil demissões na cidade. A prefeitura pede para que as pessoas se cuidem, mas nada faz para garantir que os trabalhadores e as trabalhadoras tenham como se virar nesse momento de pandemia.

Por isso é urgente que enquanto trabalhadores e trabalhadoras nos organizemos e lutemos por nossos direitos. Precisamos não apenas lutar por proteção contra o coronavírus, mas também por proteção contra o desemprego, contra a fome e a miséria. Os governos e os patrões fazem um discurso mentiroso, de que precisamos sair de casa para trabalhar nos expondo ao vírus, ou então ficarmos em casa protegidos do vírus, mas sem salários e direitos. Isso é um absurdo, pois sabemos que na verdade é possível garantir que todos os trabalhadores e trabalhadoras dos serviços não essenciais tenham a quarentena garantida, desde que a conta da crise seja paga pela burguesia que ano após ano não para de lucrar. Nesse sentido apontamos as seguintes exigências pelas quais temos que lutar, cobrando dos governos federal, estadual e municipal:

  • Quarentena geral com licença remunerada para os trabalhadores e as trabalhadoras de serviços não essenciais enquanto durar a pandemia. EPIs e condições de trabalho adequadas para as trabalhadoras e os trabalhadores de serviços essenciais, como saúde e limpeza, com testagem massiva para essas categorias no intuito de garantir o isolamento dos infectados.  

  • Garantia de renda básica imediata no valor do salário mínimo, sem burocracias, para desempregados e informais.

  • Estatização dos grandes imóveis dos especuladores para abrigar as pessoas sem-teto que estão expostas ao frio e à contaminação.

  • Estatização dos leitos privados para garantir uma fila única nos tratamentos de saúde através do SUS.

  • Suspensão das cobranças de água, luz, energia e aluguel para as famílias trabalhadoras enquanto durar a pandemia.

  • Revogação de todas as medidas que prejudicam a classe trabalhadora aprovadas pelos governos e pelo Congresso Nacional nos últimos anos. Com destaque para a EC95 que congela investimentos nas áreas sociais, as reformas da previdência e trabalhista e as recentes MP’s 936 e 927.

  • Taxação das grandes fortunas e suspensão do pagamento da dívida pública do governo federal, estados e municípios, no intuito de garantir recursos para o combate ao coronavírus, com investimento imediato no SUS e garantia de direitos sociais para o povo.

  • Lutar pelo Fora Bolsonaro e Mourão, pois esse governo assassino já se mostrou incapaz de demonstrar empatia pelos milhares de mortos da pandemia no país. Botar para fora esse governo antipopular, subserviente ao imperialismo e inimigo das liberdades democráticas se trata de uma questão de vida ou morte.”

Live da FUTT

A FUTT promove, na próxima segunda-feira, 18 de maio, a live “Os impactos da COVID-19 em Santa Maria”, com participação do médico infectologista da UFSM, Fabio Lopes Pedro; da professora do departamento de Estatística da UFSM, Ângela Dullius; e da professora aposentada da UFSM e presidente do Conselho Municipal de Saúde, Marian Noal Moro. O debate virtual ocorre às 19h e será transmitido pela página de Facebook da FUTT. Após a exposição dos debatedores, o público pode enviar questionamentos para serem respondidos. Leia mais sobre o debate aqui.

 

Texto: Bruna Homrich

Arte: Bruno Silva

Assessoria de Imprensa da Sedufsm




 



 



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