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19/06/2020   19/06/20 16h00 | A+ A- | 348 visualizações

Rodoviários: categoria está atuando como um laboratório da MP 936

Medida implementada por empresa de ônibus leva à redução de salário para manter emprego


Categoria dos rodoviários tem cerca de mil trabalhadores em Santa Maria

A categoria dos rodoviários, que abrange motoristas e cobradores de ônibus do transporte coletivo de Santa Maria, ainda não tem um grande número de demissões. No total são cerca de mil trabalhadores em atividade, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Condutores de Veículos Rodoviários de Santa Maria e Região (Sitracover), Rogério Santos da Costa. Contudo, ele não sabe dizer a totalidade de demissões no período iniciado na pandemia, em função de que as rescisões não são feitas mais no sindicato. De qualquer forma, Rogério assinala que a situação dos trabalhadores está “difícil”.

Em função da redução do número de passageiros, resultado do distanciamento social para evitar a propagação do Coronavírus, algumas empresas do setor de transporte coletivo estão alegando dificuldade financeira. E o efeito disso se dá lá na ponta, com os trabalhadores, por exemplo, recebendo o vale refeição com atraso. Mas, essa não é a pior consequência de toda essa crise. Um dos efeitos mais dramáticos é a adesão por parte de algumas empresas ao que está proposto na Medida Provisória (MP) 936, já aprovada pelo Congresso Nacional, em que há redução de jornada de trabalho e consequente diminuição do salário.

Mário Sérgio Rodrigues, motorista da Expresso Medianeira, e também diretor do Sitracover, comenta que isso aconteceu na empresa em que trabalha. Lá, diz ele, os trabalhadores foram divididos em dois grupos. Primeiramente, em função da redução na circulação dos ônibus, um grupo de trabalhadores, que cumpria jornada diária de 7h20min foi afastado por 60 dias, sendo que, conforme o acordo feito pela empresa, o governo pagou 70% do salário, percentual pago em cima do valor do seguro desemprego, enquanto os outros 30% foram remunerados  pela empresa. A carga horária foi mexida e remexida para que os funcionários não fizessem hora extra, explica o sindicalista.

Um segundo grupo, cuja carga horária diária havia sido estabelecida em 5h30min, e vinha recebendo 75% da remuneração pela empresa e 25% do governo, foi afastado por período menor, de 30 dias, e nesta situação os vencimentos pagos em 30% pela empresa e os outros 70% pela União, sempre destacando que a parte federal é calculada em cima do seguro desemprego, o que reduz sensivelmente a remuneração.

Conforme o diretor do Sitracover (Mário Sérgio Rodrigues, na foto, em primeiro plano), ainda que essa situação seja menos pior do que ser demitido, o fato é que a situação financeira dos trabalhadores ficou muito fragilizada. “Há colegas, casados, com filhos, que a esposa não trabalha, e cuja empresa de ônibus é a única fonte de renda. Em algumas situações, tivemos que ajudar esses colegas, arrecadando cestas básicas”, finaliza.

 

Texto: Fritz R. Nunes

Fotos: Arquivo Pessoal

Assessoria de imprensa da Sedufsm



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