ATENDIMENTO DA SEDUFSM

A Sedufsm informa que a partir de segunda, 23 de março, a sede do sindicato estará fechada e todos os atendimentos serão realizados de forma remota (online), por tempo indeterminado. Os (as) sindicalizados (as) poderão entrar em contato com a entidade das 8h às 12h e das 14h às 18h através do e-mail sedufsm@terra.com.br ou dos telefones (55) 99614-2696 e (55) 99935-8017.

Sindicato


Espaço Cultural

Reflexões Docentes

Contatos SEDUFSM

(55) 3222 5765

Segunda à Sexta
08h às 12h e 14h às 18h

Endereço

SEDUFSM
Rua André Marques, 665
Centro, Santa Maria - RS
97010-041

Email

Fale Conosco - escreva para:
sedufsm@terra.com.br

Twitter

SEDUFSM

Facebook

SEDUFSM

Youtube

SEDUFSM

Notícias

23/06/2020   23/06/20 15h33 | A+ A- | 749 visualizações

Consu: docentes falam em ‘protocolo pedagógico’ de normatização do REDE

Tema dos conteúdos remotos será debatido em reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, em 10 de julho


Renato Souza, membro do Conselho Universitário: alunos com adesão baixa ao REDE

Desde que a UFSM suspendeu as atividades acadêmicas e administrativas na forma presencial, no mês de março, devido à pandemia de Covid-19, foi colocado como opção, tanto para docentes como para estudantes, o REDE (Regime de Exercícios Domiciliares Especiais). De início, houve muitas dúvidas se esse regime era uma espécie de ensino a distância, no entanto, a Administração Central sempre deixou claro que o REDE é opcional, e cujo objetivo é a manutenção do vínculo, ainda que virtual, entre a instituição e os segmentos da comunidade, especialmente alunos e alunas com docentes.

Passados mais de três meses, e com a aproximação do término do que seria o primeiro semestre letivo, surgem dúvidas sobre o que fazer em relação aos casos em que houve adesão ao Regime. Na sessão do Conselho Universitário (Consu) da última sexta, 19, o assunto foi debatido com a intervenção de alguns docentes, conforme informaremos abaixo. Já o reitor, professor Paulo Burmann, ressaltou que, conforme havia sido definido em reunião do Cepe no dia anterior, haverá uma reunião específica para tratar do tema no próximo dia 10 de julho.

O professor Renato Souza, do departamento de Educação Agrícola e Extensão Rural do Centro de Ciências Rurais (CCR), afirmou haver insegurança dos alunos e dos docentes em relação ao aproveitamento do que foi posto em prática através do REDE. Souza assinala que aderiu ao Regime tanto com alunos de graduação quanto os de pós-graduação. Todavia, ressalta ele, a adesão foi bastante baixa, chegando a no máximo 30% de participação dos estudantes. No entendimento do conselheiro, essa baixa adesão também tem relação com a insegurança existente pela falta de uma definição do que será feito com os conteúdos oferecidos durante esse regime especial.

Para o docente e membro do Consu, é necessário que seja estabelecido um “protocolo pedagógico” de aproveitamento das aulas remotas, tanto no que se refere ao conteúdo que já foi ofertado, como também no que se refere ao futuro dessa modalidade. Renato Souza argumenta que tudo indica que não será possível que se volte às aulas presenciais ainda este ano, tendo em vista uma série de condições estruturais hoje não existentes na universidade.

Daí porque, segundo o professor, o regime de exercício domiciliar especial pode acabar sendo a única alternativa para 2020, especialmente pelo fato de o Ministério da Educação ter publicado a portaria nº 544, no dia 16 de junho, que prorroga a autorização da substituição das aulas presenciais por aulas em meios digitais, enquanto durar a pandemia, até 31 de dezembro de 2020.

Normatização

Outro integrante do Consu, o professor André Luiz da Silva, lotado no departamento de Engenharia Mecânica do Centro de Tecnologia, também defendeu a “normatização” do que já foi feito através do REDE. André argumentou que o cenário atual é de postergação das atividades presenciais por um bom tempo e que é improvável um retorno antes do final do inverno. Tendo em vista esses aspectos, o conselheiro defende que é preciso “intensificar a capacitação docente” e dar maior apoio aos alunos para o cumprimento dos conteúdos através dessa modalidade virtual.

Erros e acertos

O presidente do Consu, reitor Paulo Burmann, também participou do debate. Ele frisou que o futuro do Regime Especial será avaliado na reunião do Cepe do dia 10 de julho, mas que é fundamental que haja um debate nas unidades e subunidades da UFSM, pois isso pode servir como subsídio aos conselheiros. Burmann ainda fez autoelogios à gestão da universidade. Segundo ele, entre erros e acertos nas medidas tomadas desde o início da pandemia, houve mais acertos no que se refere ao uso da tecnologia. Para o reitor, não faz sentido cancelar o semestre e, nesse sentido, ao instituir o Regime Especial, a UFSM deu um passo à frente. “Não seria correto ficar esperando as coisas acontecerem tendo em vista que não há data para retorno das aulas presenciais”, destacou.

O reitor voltou a citar o ‘plano de retorno’ elaborado pela Reitoria, sinalizando, novamente, que representa tão somente um “desenho de cenários”, haja vista que a possibilidade de voltar às aulas presencialmente será somente quando houver “segurança”. E essa segurança, enfatizou Burmann, quem pode garantir são os órgãos ligados à saúde, como a OMS, Ministério da Saúde, secretarias estadual e municipal de saúde. E, sobre o REDE, voltou a ressaltar que o Regime não tem o objetivo de substituir as aulas presenciais. E acrescentou: somente com adesão total de alunos ao REDE para que o professor feche a disciplina. Todavia, lembrou que é o Cepe que dará a palavra final. Confira aqui a íntegra da sessão do Consu.

Nota técnica do ANDES-SN sobre portaria nº 544

No dia 17 de junho, a assessoria jurídica do ANDES-SN divulgou uma nota técnica sobre a Portaria MEC nº 544, de 16 de junho de 2020, que trata da ‘Substituição de aulas presenciais por aulas em meios digitais enquanto durar a situação de pandemia do coronavírus’. Essa autorização de substituição, conforme destacamos acima, foi ampliado até 31 de dezembro de 2020.

Diz o parecer que “além da substituição das aulas presenciais por aulas digitais, a Portaria permite que as Instituições de Ensino Superior promovam a suspensão das atividades acadêmicas presenciais durante o período da pandemia, e essa autorização de suspensão tem prazo de validade até 31.12.2020. Porém, determina que, nessa hipótese, as atividades acadêmicas suspensas deverão ser integralmente repostas, para fins de cumprimento da carga horária dos cursos, conforme estabelecido na legislação. Isso significa dizer que, havendo a suspensão das atividades acadêmicas, os docentes não estarão livres do cumprimento da carga horária das disciplinas e do curso, conforme o plano pedagógico do curso.

Inclusive, a portaria permite que as instituições de ensino superior alterem o calendário de férias, desde que cumpram a carga horária dos cursos. Nesse caso, não há que se falar em desrespeito ao PPC, pois a substituição de aulas presenciais por ensino digital para aquilo que não está previsto no projeto pedagógico é uma autorização temporária e excepcional vinda do MEC, e que somente atingirá os cursos regularmente autorizados, não havendo que se falar em substituição de aulas presenciais por aulas digitais para aqueles cursos que não possuam tal autorização”.

Leia abaixo, em anexo, a íntegra do parecer da assessoria jurídica do Sindicato Nacional dos Docentes.

 

Texto: Fritz R. Nunes

Imagens: Print

Assessoria de imprensa da Sedufsm



Fotos



* Clique na foto para Ampliar!

Documentos




Compartilhe com sua rede social!














© 2020 SEDUFSM
Rua André Marques, 665 - Centro, Santa Maria, RS - 97010-041
Website por BM2 Tecnologia em Internet