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06/07/2020   06/07/20 19h26 | A+ A- | 461 visualizações

Diretoria da Sedufsm esclarece sobre prorrogação de mandato

Definição sobre prorrogação de 90 dias foi tomada em assembleia no último dia 1º de julho


Diretoria da Sedufsm no dia da posse, em maio de 2018

No último dia 1º de julho, a assembleia realizada pela Sedufsm aprovou a prorrogação do mandato da atual diretoria da seção sindical por 90 dias. Em função da pandemia, esse tipo de medida também será tomada em âmbito nacional, para o caso da diretoria do ANDES-Sindicato Nacional, a partir da realização do 8º Conad extraordinário. Para esclarecer ainda mais os motivos da prorrogação do atual mandato, a diretoria da Seção Sindical dos Docentes da UFSM divulgou uma nota pública à categoria docente, que pode ser lida abaixo.
 

A diretoria da Sedufsm, gestão ‘Classista, autônoma e democrática”, eleita para comandar a seção sindical no biênio 2018-2020, vem através desta nota dialogar com a categoria sobre a situação do atual mandato e a necessidade de garantirmos o pleno funcionamento do sindicato neste momento de pandemia.

Nossa diretoria, assim como o Conselho de Representantes, foi empossada no dia 29 de maio de 2018. Uma vez que cada mandato tem a duração de dois anos, deveríamos ter entregue o sindicato no último dia 29 de maio à chapa que tivesse vencido o pleito eleitoral. Contudo, fomos pegos de sobressalto pela pandemia do novo coronavírus. Nossa UFSM está com as atividades acadêmicas e administrativas presenciais suspensas desde o dia 16 de março.

Com o avanço galopante da pandemia no Brasil – que, nesta segunda-feira, 6, já registra 64.900 mortes e 1.604.585 de pessoas infectadas, considerando apenas a notificação dos órgãos oficiais -, é preciso, mais do que nunca, que sindicatos e centrais sindicais encampem a defesa da quarentena geral com salários e direitos para a classe trabalhadora se proteger do vírus e da fome. Essa é uma importante luta travada pela nossa central sindical, a CSP-Conlutas, incansável em denunciar tanto a política negacionista de Bolsonaro quanto as políticas genocidas de governadores e prefeitos que, frente à aceleração cada vez maior de mortes e contágios, dobram-se aos empresários e terminam com o isolamento social, enviando milhares de trabalhadores para ambientes de risco sem, em muitos casos, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Se travamos essa luta em nível nacional contra governos e patrões, é preciso que, em âmbito local, sejamos coerentes com nossas defesas.

Frente ao encerramento de nossa diretoria ao final do mês de maio, deveriam ser realizadas novas eleições. Contudo, tal cenário é impraticável neste momento. Não é possível realizarmos eleições presenciais tendo em vista que nossa base, os docentes da UFSM, encontram-se, em sua esmagadora maioria, em trabalho remoto, ou seja, fora de seus locais de trabalho. Seria irresponsável de nossa parte colocarmos em risco tanto a categoria docente, quanto nossos diretores e funcionários (alguns integrantes de grupos de risco). Lembramos que um processo eleitoral é construído por muitas pessoas, não se resumindo ao dia da votação. Há todo um time que fica na retaguarda para garantir o bom andamento do pleito. Seriam muitas pessoas em situação de risco caso decidíssemos encaminhar eleições presenciais ou mesmo semi-presenciais.                             

Da mesma forma, não nos sentimos nem um pouco confortáveis em prolongar o mandato da atual diretoria, tendo em vista que sempre prezamos pelos métodos democráticos e orgânicos de eleição de direções para as lutas dos trabalhadores. É importante destacarmos que tal situação – encerramento de mandato durante a pandemia e impossibilidade de realizar eleições presenciais – não é uma particularidade de Santa Maria, sendo observada também em nível nacional.

No ANDES-SN, cujo pleito ocorreria concomitantemente ao da Sedufsm, nos dias 12 e 13 de maio, ambas as chapas inscritas (Chapa 1 – Unidade para Lutar: em defesa da educação pública e das liberdades democráticas e Chapa 2 – Renova Andes) assinaram documento expressando acordo em prorrogar o mandato da atual diretoria nacional e realizar um Conad extraordinário para legitimar tal prorrogação e pensar formas de resolver a questão eleitoral dentro do sindicato. Leia a Carta conjunta.

Após ingressar com ação na Justiça do Trabalho, solicitando prorrogação do mandato, a Sedufsm realizou assembleia virtual com seus sindicalizados no dia 1º de julho, na qual a nossa proposta foi a mais votada.

Nossa proposta consiste em que prorroguemos o mandato da atual gestão por 90 dias e esperemos a realização do 8º Conad extraordinário, em 30 e 31 de julho, para pensarmos possibilidades de sucessão. A ideia é que nossa seção sindical esteja sintonizada, como sempre esteve, com os métodos nacionais empregados pela categoria docente.

A posição não nos é confortável. Todos estamos esgotados física e mentalmente. Contudo, prorrogar o mandato da atual direção foi a maneira encontrada para seguirmos garantindo o pleno funcionamento do sindicato em meio à pandemia – tanto no que se refere a suas tarefas administrativas como a suas tarefas políticas. Referendados pela decisão da assembleia que concordou em prorrogar o mandato, e posteriormente munidos das discussões nacionais promovidas no Conad ao fim deste mês, poderemos discutir com a base e indicar à Comissão Eleitoral que dê início a uma proposta metodológica para eleições em tempos de pandemia.

Nossa preocupação é salvaguardar o sindicato e sua democracia, que poderiam ser penalizados caso iniciássemos um projeto aligeirado de eleições. Cabe lembrar que tanto o ANDES-SN quanto suas seções sindicais prezam, historicamente, pela realização de assembleias e pleitos presenciais. Nossa falta de experiência com metodologias virtuais também é um elemento que justifica nossa cautela em iniciarmos já, descolados das instâncias nacionais, o pleito eleitoral para a Sedufsm. Além disso, o estatuto do ANDES-SN (artigo 9º) só permite eleição na modalidade presencial. Por isso a necessidade de se esperar pelas deliberações do Conad.

O momento exige serenidade. A pandemia vem se interiorizando e não há perspectiva de retorno à presencialidade nas universidades – ainda mais no Rio Grande do Sul, cujo inverno faz se agravarem as síndromes respiratórias já conhecidas, podendo levar a uma superlotação ainda mais rápida dos sistemas de saúde. Ao mesmo tempo, é preciso pensarmos na sucessão do sindicato. Uma sucessão que derive de um processo amplo, democrático e respeitoso. Processo esse que necessita de ser maturado em nível nacional, como o será no 8º Conad extraordinário.                                                                                          

Diretoria da Sedufsm

Gestão Classista, Autônoma e Democrática”.
 

 

Edição: Bruna Homrich

Foto: Arquivo

Assessoria de imprensa da Sedufsm



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