ATENDIMENTO DA SEDUFSM

A Sedufsm informa que a partir de segunda, 23 de março, a sede do sindicato estará fechada e todos os atendimentos serão realizados de forma remota (online), por tempo indeterminado. Os (as) sindicalizados (as) poderão entrar em contato com a entidade das 8h às 12h e das 14h às 18h através do e-mail sedufsm@terra.com.br ou dos telefones (55) 99614-2696 e (55) 99935-8017.

Sindicato


Espaço Cultural

Reflexões Docentes

Contatos SEDUFSM

(55) 3222 5765

Segunda à Sexta
08h às 12h e 14h às 18h

Endereço

SEDUFSM
Rua André Marques, 665
Centro, Santa Maria - RS
97010-041

Email

Fale Conosco - escreva para:
sedufsm@terra.com.br

Twitter

SEDUFSM

Facebook

SEDUFSM

Youtube

SEDUFSM

Notícias

16/07/2020   16/07/20 17h29 | A+ A- | 495 visualizações

UFSM libera dados da pesquisa sobre adesão de estudantes ao REDE

Responderam ao questionário menos da metade dos discentes: 32% da totalidade


A Administração Central da UFSM divulgou nesta quarta, 15 de julho, os dados a respeito da adesão estudantil ao Regime de Exercícios Domiciliares Especiais (REDE). Conforme divulgado no portal da instituição, o resultado disponibilizado mostra que, ao todo, 8.289 alunos responderam o questionário, o que corresponde a 32% da totalidade do segmento discente, totalidade essa que chega a 25.877. Dos que participaram, um percentual de 43% está no cadastro de Benefício Socioeconômico (BSE). Dentre os que responderam, 86% optaram e conseguiram participar do REDE. As questões foram respondidas por alunos dos níveis médio/técnico, graduação e pós-graduação da universidade.

Os participantes da pesquisa coordenada pela Comissão Própria de Avaliação (CPA) também responderam sobre os motivos para não participar do Regime Especial. Foram apontadas dificuldades psicológicas causadas pelo isolamento social (44%), dificuldades no contexto familiar, econômico ou de trabalho (34%), por não concordar com a adoção do REDE (34%) e, em quarto e quinto lugar, respectivamente, baixa qualidade de internet (29%) e equipamento de acesso inadequado ou com problema (29%).

Segundo o coordenador da CPA da UFSM, Fernando Pires Barbosa, um dos papéis da Comissão é expor os resultados para que as pessoas, por si mesmas, possam analisar as informações que se têm disponíveis e, assim, tomar as melhores decisões. Além disso, a expectativa da Comissão é de que o resultado da pesquisa como um todo contribua para que a Instituição defina as suas políticas da melhor forma possível.

Não há, na reportagem sobre o resultado da pesquisa com os estudantes, uma manifestação avaliativa por parte da reitoria. Questionamos o vice-reitor, professor Luciano Schuch, mas ele não fez uma análise do resultado trazidos pelos questionários. O que tem sido dito pela gestão, inclusive publicado no site da Sedufsm, é de que o REDE é um instrumento opcional e em constante “processo de aperfeiçoamento”. Schuch também disse que a “Administração da UFSM mantém constante diálogo com a Coordenadoria de Ações Educacionais (CAEd), com a Unidade de Apoio Pedagógico (UAP), com os coordenadores de cursos, com diretores de unidades e, com os dados disponíveis, será possível aprimorar o REDE”.

Análise do DCE

O Diretório Central de Estudantes (DCE) da UFSM tem tido um embate com a posição da Administração da UFSM, se opondo ao REDE. A representação estudantil no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE), espaço em que é minoritária, chegou a propor a suspensão do Regime Especial, mas foi derrotada. Antes mesmo de se deter na análise pormenorizada dos dados da pesquisa com os discentes, o DCE já enfatiza que a sondagem foi feita “tardiamente”. Conforme a entidade, foi feita uma proposição de realizar a pesquisa, ainda em abril, junto ao Portal de Aluno, mas que não teria sido atendida pela Reitoria.

No que se refere aos dados propriamente ditos, o Diretório avalia que a participação na pesquisa foi muito baixa na graduação; o percentual de quem não aderiu ao Regime foi de 13%, e quem aderiu, mas teve que parar em alguma disciplina alcança quase a metade dos pesquisados:44%. Conforme o membro da coordenação do DCE, Mateus Lazaretti, quando se usa o filtro do BSE, os percentuais de não adesão sobem para 14% e de quem aderiu e desistiu alcança 44%. Ressalta ainda que, se forem usados com a participação de quem mora na Casa do Estudante (CEU), os percentuais citados acima aumentam para 17% e 50% respectivamente. Para Lazaretti, os números indicam que as maiores dificuldades estão justamente entre os estudantes que possuem vulnerabilidade socioeconômica.

Pontos que chamam a atenção

Conforme a análise da representação estudantil, dentre os vários pontos que chamam a atenção nas respostas aos questionários sobre o REDE, podem ser destacados:

- os moradores das casas (CEUs) são os que encontram maiores dificuldades nos aspectos pedagógicos;

- na seção situações relacionadas à participação no Regime Especial, chama a atenção o expressivo número de estudantes que não conseguiram se concentrar para as atividades remotas e, principalmente, a insatisfação com o aprendizado no REDE;

- sobre o envolvimento com o Regime Especial, os dados evidenciariam que o mesmo não colaborou com a adaptação ao distanciamento, não proporcionou adequado aproveitamento das disciplinas e não facilitou o relacionamento docente-discente;

- na seção sobre concluir o semestre via REDE, a maioria dos estudantes que responderam à pesquisa são contrários à conclusão de disciplinas via REDE.

Conclusão do semestre sem o REDE

Diante do quadro que está colocado, o Diretório Central de Estudantes defende, conforme texto publicado em sua página no facebook, que o (primeiro) semestre “não pode ser concluído via REDE, somente em casos excepcionais (TCC, etc), e, como propusemos em nossa minuta, que haja uma discussão por turma e curso sobre a validação do que já foi feito, que se discuta a forma de recuperação e que de agora em diante seja implementado o semestre complementar, na forma de DCGs e ACGs”.

Para o DCE, “travar este debate (do REDE) não significa desmerecer o esforço e empenho de docentes e estudantes para melhor atuar neste período delicado. Estamos, sem dúvidas, num momento de bastante incertezas, e a Universidade vem cumprindo um papel importantíssimo na contenção e combate ao Covid-19”. Diz ainda o texto que “nós, estudantes, compreendemos isso, e estamos propondo o debate e formulando uma alternativa que evite tanto inatividade, quanto a adoção de medidas excludentes e que ameacem a qualidade e o caráter da educação pública”.

A pesquisa realizada junto ao segmento estudantil foi precedida de uma outra, que foi realizada junto aos docentes. Os dados relativos às manifestações dos professores foram publicados pela UFSM no dia 29 de junho. Confira mais informações aqui.

 

Texto: Fritz R. Nunes com informações da UFSM e do DCE

Imagens: Print

Assessoria de imprensa da Sedufsm



Fotos



* Clique na foto para Ampliar!


Compartilhe com sua rede social!














© 2020 SEDUFSM
Rua André Marques, 665 - Centro, Santa Maria, RS - 97010-041
Website por BM2 Tecnologia em Internet