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27/07/2020   27/07/20 11h54 | A+ A- | 209 visualizações

Reunião nacional da CSP-Conlutas reafirma defesa da quarentena de 30 dias

Evento online reuniu mais de 300 trabalhadores no último final de semana


Discussões apontaram para unidade de ação contra governo. Próxima data de luta é em 7 de agosto.

A Coordenação Nacional da CSP-Conlutas reuniu-se na última sexta-feira, 24, e sábado, 25, de forma online, para debater o cenário político, econômico e social em nível nacional e internacional. A partir das discussões foram apontados alguns caminhos para a mobilização dos trabalhadores no próximo período, que deve seguir tendo por eixo central a defesa dos 30 dias de quarentena, com renda e emprego para todos, além da consigna “Fora Bolsonaro e Mourão, já!”. A reunião registrou 574 inscritos, 211 entidades credenciadas e 331 pessoas participantes só do primeiro dia de discussões.

O primeiro ponto de pauta, Internacional, apresentado pelo membro da Secretaria Executiva Nacional Herbert Claros, buscou inicialmente dar uma panorama da realidade mundial diante da pandemia que tem provocado fortes crises sanitárias em diversos países.

“É importante alertar que essa situação atual de crise econômica vem desde a crise mundial com o aprofundamento da política do neoliberalismo que implicou na falta de políticas públicas”, disse Herbert que apontou dois exemplos, Itália e Espanha, que implementaram os planos de austeridade nos anos 2000 e se encontraram sem assistência pública para enfrentar a pandemia.

A falta de cooperação mútua característica do capitalismo colocou a economia em crise. “A economia globalizada, com produção fragmentada, trouxe a piora das condições de vida da humanidade principalmente nos países pobres”, complementou.

Também foi abordado o discurso utilizado pelos  governos em defesa da manutenção de funcionamento da economia apesar da necessidade de isolamento social, o que tornou explícito que o interesse da ampla maioria dos governos é defender os interesses capitalistas: das empresas, dos bancos, do mercado.

“A concepção de salvar a economia e não vidas está levando a mais pessoas contaminadas, a mais mortes em nível mundial. Em contrapartida, inúmeras lutas acontecem pelo mundo, como a recente mobilização contra o racismo nos Estados Unidos, coração do capitalismo, que foi a maior expressão dessa resistência e se espalhou por outros países”, apontou o dirigente.

De acordo com Herbert, a polarização que acontece nos EUA deve ser observada, pois tem crescido o desemprego e as críticas ao capitalismo, assim como a simpatia pelo socialismo, ainda que os sem clareza do significado de socialismo.

Independente do tipo de governo, alertou que no Brasil tanto os de direita ou ultradireita como o de Wilson Witzel do Rio de Janeiro e os considerados de esquerda, como os estados governados pelo PT e PCdoB, não promovem grandes diferenças de gestão diante da pandemia.

“Isto coloca a necessidade de apresentarmos a nossa defesa do socialismo, uma vez que a pandemia provou a derrocada desse sistema que não salva vidas”, reforçou Herbert defendendo a auto-organização dos trabalhadores, povo pobre, quilombolas e indígenas por uma alternativa de poder.

Após a apresentação da mesa o tema foi aberto para 23 inscrições nas quais foram reforçadas a questão da crise econômica e incompetência de governos diante da pandemia, o aprofundamento do desemprego e da pobreza no mundo.

O professor da USP, Osvaldo Coggiola, da base do Andes-SN, resgatou que esta pandemia se inscreve dentro do quadro da crise mundial do capital que se instalou desde 2008, promovendo dívidas quatro vezes mais que o PIB (Produto Interno Bruto) mundial, além da destruição das conquistas sociais, imposição da homofobia e do racismo. Ao apontar o aprofundamento dessa crise, defendeu: “Por isso, a resistência e lutas qualquer que seja seu ponto de partida conduzem a colocar a questão do poder político, de alternativa de poder dos trabalhadores em nível internacional e nacional”.

Nacional

Após o debate internacional, os participantes da reunião focaram suas intervenções nos desafios da realidade brasileira.

Atnágoras Lopes, da Secretaria Executiva Nacional, resgatou a importância daquela reunião em uma peleja de mais de dez anos de construção da CSP-Conlutas e defendeu as consignas centrais para o momento atual e a importância de fortalecer as iniciativas do dia 7 de agosto. “É necessário fortalecermos o dia 7 de agosto, para fomentar a frente por Fora Bolsonaro, para isso vamos realizar plenárias nos estados e as ações nas bases que prepararem a data”, disse. Essa data foi marcada pela frente ampla de centrais sindicais e movimentos sociais que se colocam contra o governo Bolsonaro.

Lopes citou o Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), publicado em 2019  e responsável por revelar que, no ano anterior, 821,6 milhões de pessoas passaram fome. A pesquisa indica ainda que, se consideradas as pessoas em condição “moderada” de insegurança alimentar, o total chega a 2 bilhões ou 26,4% da população mundial. Uma situação que vem se agravando em 2020 devido à pandemia. “A contaminação de 16 milhões de pessoas e mais 600 mil mortos, a ampla maioria da classe trabalhadora e de pobres demonstram que o sistema capitalista falhou”, afirmou o dirigente.

A classe resiste

Frente a uma política que Lopes qualificou de “assassina e genocida” por parte do governo Bolsonaro e Mourão, a classe trabalhadora e os setores populares vêm expressando formas de resistência. Exemplos citados por ele foram os atos com a consigna “Vidas Negras Importam” e as mobilizações em categorias diversas, a exemplo dos trabalhadores da saúde, dos entregadores de aplicativos e dos metalúrgicos do Paraná, que entraram em greve após anúncio de demissões em massa.

Para este debate de conjuntura nacional a central recebeu 52 solicitações de inscrições.

Unificação das lutas

Um dos pontos de discussão na reunião do último final de semana foram as campanhas salariais e lutas específicas que vêm acontecendo em diversas categorias, bem como a necessidade de unificar essas lutas. Este painel reuniu representantes de 14 categorias e movimentos, como trabalhadores químicos, dos Correios, da Saúde e da Educação públicas, da limpeza urbana, da Embraer, entregadores de aplicativos, petroleiros, metroviários, bancários, movimento de ocupações urbanas, luta contra as opressões – mulheres e negros e negras, e povos indígenas.

Aqui é possível ler sobre a situação e as formas de enfrentamento de cada categoria.

Unidade de ação

Após a reunião da Coordenação Nacional, a CSP-Conlutas publicou, em seu site, uma nota política em que defende a ampla unidade de ação, nas ruas e nas bases, para derrotar o governo de Bolsonaro e Mourão. No texto, a entidade reforça sua pauta central de reivindicações para o momento: Em defesa da vida: quarentena geral de 30 dias; emprego e renda digna para todos; suspensão do pagamento da dívida pública; Fora Bolsonaro e Mourão, já.

Para arrancar essas conquistas, a central defende a unidade de ação, garantindo, contudo, que manterá sua independência política frente às organizações que apresentem saídas conciliatórias e eleitorais. Como próxima data de luta está apontado o dia 7 de agosto.

“É nesse marco que, mais uma vez, a CSP-Conlutas deve se colocar à frente dessas mobilizações e exigir das demais centrais, confederações, federações, sindicatos e organizações e direções dos movimentos sociais que construam, de fato, um importante dia de luta no dia 7 de agosto. O dia 07 não existirá, como necessitamos, se a cúpula das maiores centrais não construírem essa data vinculando-a às lutas dos metroviários, dos correios, dos metalúrgicos e demais categorias que lutam por direitos, empregos, salários e vida”, atesta a nota. Leia na íntegra aqui.

 

Fonte e imagem: CSP-Conlutas

Edição: Bruna Homrich

Assessoria de Imprensa da Sedufsm



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