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07/08/2020   07/08/20 16h14 | A+ A- | 411 visualizações

Dica cultural: docente do jornalismo recomenda série “A era dos dados”

Série documental da Netflix traz o encantamento com a ciência e conexões surpreendentes


Série valoriza a ciência contra o negacionismo

Nesta sexta-feira, 7, publicamos mais uma dica cultural para ser usufruída na quarentena da pandemia. E o toque de hoje é da professora do departamento de Ciências da Comunicação da UFSM, campus de Frederico Westphalen, Luciana Carvalho. No texto a seguir, ela expõe os motivos pelos quais a série da Netflix “A era dos dados” pode ser apreciada.

“Nestes tempos de negacionismo científico generalizado, quem tem apreço pela Ciência e busca compreender um pouco dos mistérios do mundo corre o risco de ser consumido pelo amargor (muitas vezes necessário) do noticiário sobre a pandemia da covid-19 e pelas - cada dia mais absurdas - atrocidades cometidas pelo (des)governo federal. Deixar de se informar, ou consumir apenas amenidades, não é uma opção quando se quer entender e, mais ainda, ajudar na construção de um outro mundo.

As plataformas de streaming estão em alta desde antes do período atual de isolamento social, quando alcançaram mais audiência que as TVs por assinatura. Agora, quando ficar em casa é uma das melhores formas de se contribuir com o coletivo, tornaram-se parte do cardápio de mais e mais cidadãos. Nos últimos anos, as séries produzidas para serem assistidas em smartphones, notebooks e smartTVs caíram no gosto dos brasileiros, e não só dos mais jovens.

Para quem quer continuar se informando e consumindo ciência sem perder a ternura, a série documental estadunidense ‘A Era dos Dados: a ciência por trás de tudo’ (no original, ‘Connected: the hidden science of everything’) é uma excelente opção. Com apresentação descontraída e animada do jornalista científico Latif Nasser, são seis episódios com duração de 39 a 46 minutos cada um. Com experiência na divulgação científica e no formato podcast, Nasser traz para o vídeo o encantamento diante de descobertas feitas pelos cientistas de diversas áreas, da Arqueologia à Química, passando pela Matemática. O mote que permeia a produção é a perspectiva sistêmica sobre o planeta e seus mistérios.

Ao retratar Latif Nasser em viagens ao redor do mundo, onde encontra cientistas das mais diversas áreas, essa série fascinante descreve conexões, muitas vezes impensáveis, entre realidades que, a priori, pareceriam estranhas entre si. Em um dos episódios, ficamos sabendo, por exemplo, como a poeira do Deserto do Saara viaja para a Amazônia, onde se transforma em alimento para a floresta. Num outro, nos espantamos com o fato de existir relação entre nossos excrementos e o comportamento dos peixes nos rios ou no mar. Em um dos momentos mais interessantes da série, Nasser mostra que as marcas deixadas pelos testes nucleares no algodão das telas dos artistas plásticos ajudam a revelar falsificações. Mesmo que nada seja novidade para o espectador, a narrativa empolga ao nos levar para os locais em que as pesquisas são realizadas e aos lugares em que as conexões se mostram.

Outro ponto positivo da série é que, ainda que haja humor na atuação do apresentador, percebe-se a seriedade da produção. A postura de Nasser diante do que, às vezes, parece pseudociência, é de espanto, incredulidade, como se vê no episódio sobre a inacreditável (para os leigos) Lei de Benford. “Existem muitos programas científicos por aí que cobrem tópicos controversos que estão na vanguarda e estão em disputa. Uma das coisas que eu disse desde o início foi que eu quero cobrir coisas que são, em geral, verdadeiras”, afirmou o apresentador em uma entrevista.

Para quem procura conhecimento com leveza, ‘A Era dos Dados’ cumpre seu papel e, para os mais entusiasmados, ainda funciona como motivador para que se amplie a luta por um planeta mais saudável em todos os sentidos. Tudo neste mundo está interligado, e não precisamos de um filme ou uma série de ficção científica para nos lembrarmos disso, embora seja ótimo que essa mensagem chegue por diferentes meios. Tudo, seja o mais trivial e aparentemente inofensivo, que aqui fazemos, terá um impacto mais cedo ou mais tarde em algum lugar da Terra ou do universo. E, em plena era dos dados, não podemos mais fingir que não temos nada a ver com isso”.

Luciana Menezes Carvalho – jornalista, doutora em Comunicação Midiática, professora adjunta do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM Campus Frederico Westphalen.

 

Edição: Fritz R. Nunes

Imagem: Netflix

Assessoria de imprensa da Sedufsm



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