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22/01/2021   22/01/21 17h55 | A+ A- | 231 visualizações

Dica cultural: historiador lembra os 80 anos de um ícone do folk rock

Diorge Konrad sugere os discos e as músicas que mais aprecia da trajetória de Joan Baez


Joan Baez e a sua companhia ao longo de mais de 60 anos de carreira: um violão

Sextou na quarentena! E nesta sexta, 22, a dica cultural vai lembrar de um dos ícones do folk rock mundial. Mas, sobretudo, de uma das artistas mais engajadas politicamente no planeta. Nascida Joan Sandos Baez, em 9 de janeiro de 1941, Joan Baez, que completou 80 anos este mês, é o destaque do professor Diorge Alceno Konrad, do departamento de História da UFSM.

Baez tem 62 anos de carreira, tendo iniciado profissionalmente em 1959, ainda com 18 anos, no Newport Folk Festival, tendo sido a grande revelação do evento. Em 1963, já era considerada uma das cantoras mais populares dos Estados Unidos e, no ano seguinte, lança o disco Joan Baez/5, incorporando neste trabalho uma seleção de populares canções folk dos Estados Unidos e da América Latina, com destaque para interpretações de composições dos músicos brasileiros Villa-Lobos e Zé do Norte.

Sem mais delongas, vamos ao texto da dica cultural do professor Diorge Konrad:

“Gracias a La Vida 

E Joan Baez chegou aos 80 anos no último dia 9 de janeiro. Uma vida intensa de compromissos políticos com o que de melhor a militância social produziu nas últimas décadas na música, sobretudo, a partir do seu engajamento desde a década de 1960.

Deslizando seus dedos no embalo folk de seu violão acústico, mais tarde se abrindo para inovações tecnológicas, compondo com o coração e a mente, desde seu primeiro disco, em 1959, construiu clássicos das canções de protesto, bem como baladas que falam de  vida, da resistência dos povos e seus sonhos igualitários, ladeando com o também estadunidense Bob Dylan, aliás lançado por ela, o melhor da luta social daqueles primeiros anos, especialmente nos movimentos contra a Guerra do Vietnã e pelos direitos civis nos EUA, contra o racismo e por uma sociedade alternativa, fosse socialista ou contracultural e libertária.

“Gracias a La Vida” ou “Heres to life", de 1974, composto de clássicos latinos, ao som mágico do LP guardado aqui em casa é o que recorro eventualmente para sentir o violão mágico de Joan Baez, não tendo sido diferente neste janeiro de 2021. E esta é a minha dica, pois, perdão pelo lugar comum e ao mesmo tempo subjetivo, clássicos são eternos, mesmo que outros tantos da cantora e compositora sejam tão bons ou possivelmente melhores que este, como “Heres to you”, dentro da trilha magistral do filme Sacco e Vanzetti, dirigido pelo ícone Giuliano Montaldo, quando disse que cantava a liberdade para quem odiava a escravidão e para quem sabia amar a verdade.



No disco de 1974, Baez escolheu parte do melhor do folclore da “Pátria Grande”, passando por “La llorona”, “Cucurrucucu paloma” e “De colores”, entre outros, alcançando nossa melhor música revolucionária com “Guantanamera”, “Esquinazo del guerrillero” (um poema de Fernando Alegría, musicado por Rolando Alarcón) e “Gracias a la vida” de Violeta Parra.

Na contracapa do disco, Baez foi precisa ao sintetizar seu canto, escrevendo tanto espanhol como em inglês: "Até o último rincão onde o meu cantar alcançar...para você que está sentado em casa, tranquilo entre seus familiares, canto docemente. Para você que voa de um lugar para outro, para acompanhar o ritmo do mundo, canto suavemente. Para vocês que são inocentes e estão dormindo, canto para despertar. Para vocês que levantam antes do amanhecer para trabalhar nos campos e nas fábricas, canto com humildade. Enquanto seguirem as crianças nas ruas, cantarei, chorarei e rirei”.

Com Joan Baez, quero continuar admirando “una rosa blanca, en julio como en enero”, no mês de seu nascimento, “Y antes de morir yo quiero cantar mis versos del alma”, dando “Gracias a la vida”. Gracias por tu vida, thank you for your life, Joan Baez.”


Diorge Alceno Konrad

Professor Associado do Departamento e do PPG em História da UFSM, Doutor em História Social do Trabalho pela UNICAMP.

 

 

Imagens: Facebook e arquivo pessoal

Edição: Fritz R. Nunes (Sedufsm)

 



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