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Docentes da Ufopa paralisam atividades dias 12 e 13

Condição de trabalho precária é um dos motivos da paralisação

Publicada em 09/03/2012 16h26m
Atualizada em 10/03/2012 13h59m


Por falta de infraestrutura, docentes dão aula em hotel alugado

Em protesto às precárias condições de trabalho na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), os docentes da instituição irão paralisar suas atividades nos dias 12 e 13 de março. A definição da paralisação se deu em assembleia geral da categoria, no dia 1º de março, onde também ficou decidida a entrada em estado de greve, o que caracteriza uma agenda de mobilizações para, se necessário, construir a greve. Além da precariedade no exercício docente, a paralisação é motivada pela falta de democracia na construção do Estatudo da Ufopa. Na assembleia foram definidos 18 delegados titulares e 3 suplentes que representarão os docentes no Congresso Estatuinte da Ufopa, no mês de abril.

Durante a paralisação, os docentes se reunirão para debater a situação referente ao trabalho e elaborar uma proposta de minuta do Estatuto. Em nota, a diretoria do Sindicato dos Docentes da Ufopa (Sindufopa) convoca toda a comunidade acadêmica para participar das atividades.

A diretoria do ANDES-SN, através da vice-presidente da Regional Norte II do Sindicato, Sandra Moreira, manifestou apoio à paralisação. Sandra ainda reforçou que o ANDES-SN está à disposição dos docentes da Ufopa para o que for necessário. “Tanto nas questões políticas, quanto jurídicas, para que os professores tenham seus direitos garantidos e seu trabalho respeitado”, ressaltou a sindicalista.

Falta de infra-estrutura e democracia

Criada em 2009, a Universidade Federal do Oeste do Pará é fruto do desmembramento dos campi de Santarém das Universidades Federal do Pará (UFPA) e Federal Rural da Amazônia (Ufra). A Universidade ainda é gerida por um reitor pró-tempore.

Por parte do trabalho docente, são comuns as denúncias de assédio moral e falta de democracia. Outro ponto criticado é o regime acadêmico dividido em ciclo básico, bacharelados interdisciplinares e ciclo profissional. Dessa forma, o estudante que ingressar na Ufopa terá, primeiramente, uma formação acadêmica generalista. Somente após a realização de uma prova interna, o estudante poderá efetivamente cursar as disciplinas especificas do curso escolhido. Aquele que não for aprovado após a primeira fase, recebe apenas um certificado de extensão universitária.

A falta de estrutura também é criticada, e um dos principais motivos da paralisação, chegando ao ponto de alguns docentes ministrarem suas aulas em um hotel alugado na cidade de Santarém.

Fonte: ANDES-SN
Foto: Blog Cidade de Santarém
Edição: Rafael Balbueno/Fritz Nunes
Assessoria de Imprensa da SEDUFSM

 

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