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Reflexões Docentes

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Do lado de cá

04/08/2021

Neila Baldi
Professora do curso de Licenciatura em Dança da UFSM

Naquele 17 de abril de 2016 eu estava no teatro, no ensaio geral para Dez(s) Amores, que teria duas sessões. Enquanto ultimávamos o espetáculo, acompanhava a sessão na Câmara dos Deputados que culminaria com o golpe parlamentar contra Dilma Rousseff.  Estava do lado esquerdo da força, na defesa de Dilma que, na finalização do golpe, em 31 de agosto, disse: “A história será implacável com eles, como já o foi em décadas passadas.”

A história será implacável com aqueles e aquelas que apoiaram o golpe contra Dilma e seguem apoiando seus desdobramentos e sustentando o atual desgoverno. “O golpe é contra o povo e contra a Nação. O golpe é misógino. O golpe é homofóbico. O golpe é racista. É a imposição da cultura da intolerância, do preconceito, da violência”, profetizou. E o que vivemos atualmente?

Golpe

Como Dilma, sempre defenderei a democracia e por isso tenho me manifestado sobre o processo eleitoral para a reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Apesar de algumas pessoas escreverem aqui que a disputa era entre esquerda e direita, nunca o foi. A esquerda não compôs chapa. A direita se apresentou aos 45 minutos do segundo tempo, sem passar pela primeira etapa do processo. A situação tinha uma chapa. Poderíamos chamá-la de centro?

Infelizmente, assim como a contestação de Aécio Neves aos resultados das urnas de 2014, parte de ditos democratas e progressistas apostou no quanto pior melhor, desde que a atual gestão saísse, e se aliou à direita.

Democracia

O que estava em jogo não eram candidaturas, mas a defesa da democracia – semelhante às eleições à prefeitura de Santa Maria, em 2020: colocaríamos um negacionista assumido no poder? Ou melhor, um golpista?

“Não vão matar em mim a esperança, porque eu sei que a democracia é o lado certo da história e isso, quem me ensinou, foi a história do meu país”, disse Dilma em 18 de abril de 2016, sob a ameaça do golpe parlamentar. Assim como ela, acredito que a democracia sempre será o lado certo da história e escolher alguém que não havia participado de todo o processo seria feri-la ainda mais – já combalida pela decisão judicial errônea que mandou a consulta não ser paritária.

Não seguir a escolha da comunidade acadêmica era consolidar, na UFSM, o golpe contra o povo, que tem se alastrado por todas as instituições da República (ainda estão funcionando?)

Ironicamente, 17 conselheiros e conselheiras pensaram diferente. Dezessete era o número daquele que ocupa a casa de vidro...

Hemingway pergunta: “Quem estará nas trincheiras ao teu lado? E isso importa? Mais do que a própria guerra.” Eu sei quem estava do lado de cá. E a história será implacável com o lado de lá.

 

(Publicado no Diário de Santa Maria em 30 de julho de 2021)




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