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22/02/2021   22/02/21 19h18 | A+ A- | 320 visualizações

Direção e Conselho de Representantes da Sedufsm divulgam nota sobre calendário acadêmico

Posicionamento expressa preocupação com sobrecarga docente e retorno inseguro à presencialidade


Calendário acadêmico foi aprovado na reunião do CEPE do último dia 9 de fevereiro

Na noite do último domingo, 21 de fevereiro, Santa Maria atingia os 100% de ocupação dos leitos públicos de UTI. A cidade, assim como diversas outras do estado, tem conhecido um aumento vertiginoso de contaminações e mortes por coronavírus. Esse cenário intensifica a preocupação quanto a um possível retorno à presencialidade na UFSM, conforme aprovado na última reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE). Ainda que o retorno gradual e escalonado fosse submetido a relatórios da Comissão de Biossegurança da instituição, ao planejamento dos cursos e à nova aprovação no Conselho, questiona-se a viabilidade orçamentária de a UFSM dar conta das adequações necessárias para garantir o distanciamento, a falta de testagem massiva e a morosidade do processo de vacinação.

Tendo em vista tal situação, a diretoria da Sedufsm, em conjunto com o Conselho de Representantes da entidade, elaborou nota em que problematiza o calendário acadêmico aprovado na última reunião do CEPE, acrescentando, aos perigos de um retorno, as críticas a uma possível superposição do 1º semestre de 2021 com o calendário suplementar referente ao primeiro e segundo semestres do ano passado. Isso, por si só, já seria o suficiente para gerar sobrecarga aos docentes, que vêm sofrendo as consequências do trabalho remoto.

Leia, abaixo, a nota na íntegra:

“Nota conjunta da Diretoria e do Conselho de Representantes da SEDUFSM sobre o Calendário Acadêmico da UFSM

No dia 09 de fevereiro de 2021, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE/UFSM) aprovou a proposta de calendário acadêmico para 2021.1, em que: a) está colocada a possibilidade de retorno à presencialidade no primeiro semestre (gradual, modular e escalonado), ainda que condicionado a relatórios da comissão de biossegurança, do planejamento dos cursos e de nova aprovação no CEPE; b) pode coincidir a oferta de 2021.1 pelo REDE e o suplementar de 2020; c) os prazos para os trâmites acadêmicos como ofertas de disciplinas ocorrem em um período de férias docentes e; d) o início de 2021.1 está em descompasso com os prazos estabelecidos para o SISU, o que acarretará diferentes datas de  início para as disciplinas.

Em nota datada de 03 de fevereiro de 2021, o Conselho de Representantes da SEDUFSM alertava, quanto ao calendário acadêmico da UFSM, que: “Não é possível aceitar o retorno presencial das atividades sem segurança sanitária; Não é admissível intensificar o trabalho docente com uma possível sobreposição do calendário suplementar ao calendário regular da instituição. [...] Mostra-se imprescindível que a UFSM produza indicadores para avaliação do segundo semestre de 2020, que está sendo concluído pelo sistema REDE. Entende-se que somente a partir desse processo de avaliação será possível guiar a proposição de atividades e, especialmente, apontar elementos para a formulação do calendário para 2021, de modo a reduzir as debilidades inerentes ao improviso, fruto da conversão apressada para o sistema remoto”.

Em uma situação em que a pandemia da COVID-19 recrudesce no país, em que a testagem está muito aquém do necessário para efetivamente mapear e interromper a cadeia de transmissão, em que o ritmo de vacinação evidencia que a luta por vacina para todos/as pelo SUS está na ordem do dia, em que as universidades públicas enfrentam as consequências dos cortes orçamentários (o que compromete a sua capacidade de prover condições seguras para o desenvolvimento do trabalho docente), com a aprovação da proposta de Calendário Acadêmico para 2021.1, faz-se necessário reafirmar estes aspectos, assim como destacar nossa preocupação quanto:

a) à garantia das condições de trabalho e sanitárias para o retorno à presencialidade tanto na universidade quanto nos campos de estágio para estudantes e docentes - em uma situação em que não temos testagem em massa e vacinação contra a COVID-19;

b) à intensificação do trabalho diante da  possibilidade de sobreposição da oferta de 2020.1 e o suplementar de 2020.2 e seus impactos sobre a saúde dos/as docentes e a qualidade das atividades ensino, pesquisa e extensão;

c) à oferta das disciplinas em pleno período de férias docentes, o que significa que muitos colegiados e departamentos não terão tempo hábil para debates pedagógicos aprofundados e sobre encargos docentes relativos às disciplinas de 2021.1, que serão totalmente em REDE.

d) à garantia do período de férias de no mínimo 30 dias, a todas/os docentes, incluindo os que exercem cargos de chefia, uma vez que esse recesso é diretamente afetado no calendário aprovado;

e) ao pouco tempo dado aos colegiados de curso - mais uma vez ocupando o período de férias docentes, em que os quóruns para reuniões não serão formados e durante o período de matrículas - para o levantamento das disciplinas que poderão ser desenvolvidas presencialmente em um eventual calendário suplementar, bem como para o desenvolvimento dos planos de retorno e encaminhamento dos mesmos às comissões setoriais de biossegurança;

f) aos danos pedagógicos para os(as) calouros(as) que, com o descompasso entre o calendário da UFSM e o do SISU, iniciarão o ano letivo depois dos(as) demais estudantes;

Salientamos, ainda, que mais uma vez a UFSM aprovou um calendário acadêmico para o ensino remoto sem ampla discussão com a sua comunidade. Discussão esta que não se dá apenas em lives abertas, mas em debates qualificados, com dados, dentro dos colegiados, departamentos e unidades de ensino. Sem um diagnóstico do que foi e como foi desenvolvido o ano letivo de 2020 iniciaremos outro semestre remoto. Faz-se necessário que tenhamos dados qualificados sobre o momento pelo qual passamos, bem como tenhamos tempo para debates aprofundados sobre as problemáticas do ensino remoto e da volta à presencialidade. Soa-nos estranho que a UFSM tenha realizado os debates, até então, de forma açodada, sem tempo para qualificá-los. É urgente que levantemos estes dados e paremos para discuti-los”.

 

Diretoria e Conselho de Representantes da Sedufsm (biênio 2020-2022)"

 

Texto: Bruna Homrich

Imagem: Print UFSM

Assessoria de Imprensa da Sedufsm



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