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02/07/2021   02/07/2021 15h04m   | A+ A- |   423 visualizações

Dica cultural: professora sugere “Enquanto a guerra durar”

Bia Oliveira resenha filme de Alejandro Amenábar, que desnuda o franquismo

A controvertida relação entre o filósofo Miguel de Unamuno e o franquismo é um dos eixos do filme
A controvertida relação entre o filósofo Miguel de Unamuno e o franquismo é um dos eixos do filme

Sextou na quarentena! Nesta sexta, 2 de julho, fechando uma semana com temperaturas gélidas, a dica é cinematográfica e vem da professora Maria Beatriz Oliveira da Silva (Bia), do departamento de Direito da UFSM. A sugestão é o filme do cineasta Alejandro Amenábar, “Enquanto a guerra durar” (2019). A película, segundo Bia, remete à ascensão do franquismo e, sem ter como evitar, a percepção de semelhanças entre o regime ditatorial da Espanha e a atual realidade brasileira. Amenábar tem 49 anos e tem cidadania chilena e espanhola, tendo dirigido filmes bem conhecidos como “Os outros” (2001), com Nicole Kidman, e “Mar adentro” (2004), com Javier Bardem. O filme já esteve disponível no Netflix, mas atualmente pode ser encontrado em plataformas como “Oi Play” e “HBO Max”. Boa leitura da dica e, se possível, boa sessão de cinema.

“Mientras Dure La Guerra

Enquanto a Guerra durar’ é um filme que assisti na França, logo após o seu lançamento (2019) com o título de “Lettres à Franco” (Cartas a Franco). Pode-se dizer que o   cineasta espanhol Alejandro Amenábar trabalhou o filme a partir de dois eixos que se cruzam: um é a história da ascensão do franquismo na Espanha e, o outro, é a história da controvertida relação do escritor, filósofo e reitor da universidade de Salamanca – Miguel Unamuno – com franquismo. Embora use algumas imagens de arquivo, não se trata de um documentário.

Um pequeno parêntese para explicar que o título francês “Lettres a Franco” se justifica pelo fato de que, devido à importante posição de Unamuno, chegavam a ele cartas de pessoas ligadas aos desaparecidos e presos políticos solicitando que o escritor   intercedesse e as entregasse ao generalíssimo.


Em 1936, o general franquista Millán Astray (e) pronunciou a famosa frase "Muera la Inteligencia! Viva la Muerte!"

Durante o filme, o conflito de Unamuno com o franquismo vai emergindo. Afirmo que “vai emergindo” pois, num primeiro momento, o “anticomunismo” de Unamuno o levou a assumir, publicamente, seu apoio ao franquismo – que prometia restabelecer a ordem e acabar com a instabilidade dos governos republicanos.  Só mais tarde, com a escalada da violência que levou à prisão e à morte amigos muito queridos é que o filósofo se dá conta da armadilha ideológica na qual havia caído.

Não darei um spoiler completo do filme que aconselho a todos e todas a assistirem. O que posso dizer é que, embora o diretor Amenábar tenha afirmado que “Mientras dure la guerra faz uma crítica da Espanha e para a Espanha” não há como, a partir do filme, não a estabelecer inúmeras relações da Espanha franquista com o Brasil bolsonarista.  Entre as muitas relações que podem ser feitas está a oposição, entre o conhecimento e a força. O filme também mostra como a ignorância é terreno fértil para germinar o ódio, ao mesmo tempo que faz refletir sobre o papel da intelectualidade. Uma das muitas coisas que aprendi com este filme foi que “viva la muerte” era o necrófilo grito e lema da Falange na Espanha franquista. Hoje é o lema do genocida brasileiro.

Bia Oliveira

Professora do departamento de Direito da UFSM.

 

Edição: Fritz R. Nunes
Imagens: Página 12 e divulgação
Assessoria de imprensa da Sedufsm

Fotos da Notícia

A controvertida relação entre o filósofo Miguel de Unamuno e o franquismo é um dos eixos do filme Em 1936, o general franquista Millán Astray (e) pronunciou a famosa frase ' Bia Oliveira, professora de Direito da UFSM

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