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06/08/2021   06/08/2021 15h22m   | A+ A- |   277 visualizações

Dica cultural: Clube de Leitura debate obras de autoria exclusivamente feminina

O Bem Ditas surgiu em 2017, com encontros presenciais, tendo migrado para a plataforma virtual durante a pandemia

Encontros ocorrem sempre no terceiro sábado do mês, de forma online (atualmente) e gratuita
Encontros ocorrem sempre no terceiro sábado do mês, de forma online (atualmente) e gratuita

Desde 2017, o grupo reúne-se, ininterruptamente, no terceiro sábado do mês, entre 15h e 17h. Antes presenciais, no Salu’s Casa Café, em Santa Maria, os encontros migraram para a plataforma Zoom desde o início da pandemia. De reuniões com 10 ou 15 pessoas, passou-se a registrar quase 40 leitoras e leitores em uma tarde. O Bem Ditas Clube de Leitura nasceu há quatro anos, sob a iniciativa das professoras Monalisa Dias e Débora Leitão, do departamento de Ciências Sociais da UFSM. Em entrevista à Sedufsm, elas contam que a ideia de montar o clube reservado à leitura de mulheres surgiu após um curso que ambas realizaram com a escritora Lélia Almeida. Na ocasião, ela veio até Santa Maria conversar sobre a escrita de autoria feminina.

“Nós saímos desse curso pensando em quantas autoras mulheres havíamos lido. Lemos muito, mas as autoras mulheres não eram tantas assim. O curso aconteceu na Salu’s Casa Café, em Santa Maria. E foi lá também que tivemos a ideia do clube de leitura. Nosso objetivo principal, no começo, era simplesmente ler mais mulheres. Lembro que dissemos que mesmo que se ninguém aparecesse, estava tudo bem, nós duas teríamos lido e conversaríamos sobre os livros. Criamos um grupo de Facebook para divulgar os eventos, e para nossa surpresa muita gente começou a pedir para participar do grupo e dos encontros”, relembram as docentes, contando que, hoje, o grupo no Facebook já tem mais de 600 membros.

Acolhimento

A cada mês, o grupo escolhe uma leitura para discutir. A ideia, contudo, é que as discussões não se limitem a aspectos formais ou acadêmicos dos textos, mas abram espaço para a troca de experiências e de percepções subjetivas alcançadas no processo de leitura. Para Monalisa e Débora, o acolhimento é uma marca do Bem Ditas, levando a que pessoas de perfis bastante diferentes sintam-se à vontade para expressar o que sentiram ao ler determinada obra, por vezes realizando a leitura de trechos que as marcaram. Desde maio de 2018, o Clube também passou a contar com oficinas de escrita, ministradas pela jornalista Olívia Bressan, que propõe atividades práticas de criação após o debate das obras.

Ao passar os olhos pelas postagens do Bem Ditas em seu perfil de Instagram, percebe-se que as obras escolhidas pertencem a mulheres dos mais variados países do mundo. O próximo encontro do grupo, por exemplo, ocorre no dia 21 de agosto e discutirá a obra “Amores”, da romancista-violinista francesa Léonor de Récondo. Anteriormente, em 17 de julho, o livro escolhido foi “A estação das sombras”, da escritora Léonora Miano, nascida em Douala, na costa de Camarões. E, claro, as autoras brasileiras também têm lugar cativo nas leituras do grupo: a última a ser debatida foi Eliana Alves Cruz, autora de “Água de barrela”.

Monalisa e Débora contam que escolher obras de mulheres das mais diversas origens étnicas está entre as preocupações do Clube desde o início.

“Há autoras africanas, asiáticas, latino-americanas. Se autoras mulheres já têm menos visibilidade, autoras mulheres não europeias têm ainda menos. Por isso fazemos esse esforço de buscar autoras de várias origens, que talvez as pessoas não conhecessem e não lessem se não fizessem parte do clube de leitura. Essas origens variadas possibilitam também que a gente conheça uma diversidade de experiências e de modos de viver, além de uma diversidade de formas de escrita. Esse ano 50% das autoras são mulheres negras de origem brasileira, nigeriana, camaronesa, cubana e norte-americana”, explicam as docentes.

A diversidade também é percebida nos estilos e gêneros literários escolhidos, que vão desde o romance até o conto, a poesia, os quadrinhos e a ficção científica. “Buscamos também incluir temáticas variadas e isso tem sido interessante, pois desnaturaliza a ideia ainda comum que as mulheres escrevem apenas romances e histórias de amor, em geral, por homens”, complementam as fundadoras.

Como participar?

Quem quiser participar dos encontros pode pedir solicitação de entrada no grupo de Facebook intitulado “Bem Ditas – Clube de Leitura”. Lá, é possível ver qual livro será debatido naquele mês e ter acesso ao endereço da sala virtual onde ocorrerá o encontro (via Zoom). Essas informações também podem ser obtidas via direct no Instagram. Por vezes, as obras estão disponíveis de forma online e, sempre que possível, os e as participantes compartilham o arquivo para os(as) demais.

Em meio ao distanciamento social demandado pela pandemia, as professoras contam que, embora as pessoas sintam falta do contato físico, os encontros online têm possibilitado ao grupo manter o vínculo e inclusive garantir a participação de pessoas de outras cidades.

“Saber que num sábado de cada mês teremos Bem Ditas, e que vamos nos ver e conversar sobre um livro e nossas experiências de leitura, é ótimo! Porque é um tipo de encontro e conversa que se perdeu um pouco durante o distanciamento social, já que a maioria dos nossos encontros online se tornam mais instrumentais (aula, reuniões, trabalho, etc)”, comentam as docentes.

Os encontros são gratuitos, ocorrendo no terceiro sábado de cada mês, e não há obrigatoriedade de participar em todas as ocasiões.

 

 

Texto: Bruna Homrich

Imagem: Instagram Bem Ditas

Assessoria de Imprensa da Sedufsm

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Encontros ocorrem sempre no terceiro sábado do mês, de forma online (atualmente) e gratuita

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