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13/08/2021   13/08/2021 11h51m   | A+ A- |   225 visualizações

Dica cultural: professora sugere live de ‘Gira’ nesta sexta, às 19h30

Silvia Wolff, do curso de Dança da UFSM, relembra momentos próximos ao trabalho do grupo Corpo


Sextou na quarentena! Nesta sexta, 13, a dica cultural vem da professora Silvia Susana Wolff, professora do curso de Dança Bacharelado, da UFSM. Em sua resenha, ela sugere a live do grupo Corpo, que ocorre hoje às 19h30, e que se chama “Gira”. Para além das qualidades da peça em si, Silvia também relembra a sua trajetória de vida, que se cruza com apresentações do grupo ‘Corpo’. Para conferir a live desta sexta à noite, mais informações aqui (no Youtube). Boa leitura (e live)!

“Ao longo de minha trajetória na dança, incluindo infância e adolescência, lembro das imperdíveis temporadas anuais do Grupo Corpo no Theatro São Pedro, em Porto Alegre. Em uma destas temporadas tive o privilégio de observar as aulas diárias de balé que preparavam o elenco para ensaios e apresentações. Naquele ano, haviam convidado minha professora de balé para ministrar as aulas para a companhia durante a estadia em Porto Alegre. Anos depois, revivi o privilégio ao participar de uma aula de balé da Companhia quando de sua temporada em São Paulo.

Desde sua fundação, em 1975, em Belo Horizonte, sob a liderança do coreógrafo Rodrigo Pederneiras, o Grupo Corpo vem desenvolvendo um trabalho sólido e contínuo que, mesmo a partir da combinação da técnica clássica com uma releitura contemporânea de movimentos extraídos dos bailados populares brasileiros, levou a trupe a um reconhecimento internacional como um emblemático exemplo da dança brasileira. Percebi este olhar do exterior para nossa arte ao vivenciar minha primeira aula de História da Dança do Mestrado em Artes, na Universidade de Nova Iorque, quando me deparei com a professora me pedindo para falar do Grupo Corpo já que eu havia dito que era do Brasil.

Ao longo dos anos de mestrado lembro também, da mesma associação feita por um colega ao ver um vídeo da obra Missa do Orfanato (produção de 1989) que eu mostrara a ele em visita à Performing Arts Library. O colega estadunidense ficou impressionado com a qualidade e potência do trabalho realizado pela Companhia Brasileira de dança, tendo feito diversas menções subsequentes à obra.

Eis que o meio remoto nos presenteia com a oportunidade de vivenciar a obra Gira, nesta sexta-feira, 13/08, às 19h30, com direito a comentários sobre o processo de criação do espetáculo pelo coreógrafo Rodrigo Pederneiras e os bailarinos Yasmin Almeida e Rafael Bittar. Gira surge de um convite feito ao Metá Metá, uma banda de jazz criada em 2008 em São Paulo, para desenvolver a trilha sonora da obra a ser criada em 2017.

O nome da banda significa "três em um" em iorubá e o trio trabalha com a diversidade de gêneros musicais brasileiros, utilizando arranjos econômicos que ressaltam elementos melódicos e signos da música de influência africana no mundo. Por sugestão da banda, os ritos da umbanda – a mais cultuada das religiões nascidas no Brasil, resultado da fusão do candomblé com o catolicismo e o kardecismo – são a grande fonte de inspiração da estética cênica de Gira.

Exu, o mais humano dos orixás, é o motivo poético que guia os onze temas musicais criados pelo Metá Metá para Gira. Alimentado pela experiência em ritos de celebração tanto do candomblé quanto da umbanda (em especial as giras de Exu), Rodrigo Pederneiras (re)constrói o poderoso glossário de gestos e movimentos a que teve acesso. Assim como as temporadas anuais do grupo Corpo pelo Brasil afora, é imperdível a chance de ver, esta sexta-feira na dança do Grupo Corpo esses diversos Brasis, que unem a herança estrangeira e as nuances locais.”


Silvia Susana Wolff

Professora Adjunta do Curso de Dança – Bacharelado da UFSM.

 

Imagens: Divulgação (Vimeo)
Edição: Fritz R. Nunes (Sedufsm)

Fotos da Notícia

Professora Silvia Susana Wolff

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