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12/11/2021   12/11/2021 10h50m   | A+ A- |   195 visualizações

Cultura: professor indica livro que traz outro olhar sobre as drogas

Francisco Freitas sugere leitura de obra que aborda “viagens com a ciência psicodélica brasileira”

Marcelo Leite, jornalista, autor do livro
Marcelo Leite, jornalista, autor do livro

Sextou! Nesta sexta, 12, a dica cultural é do professor Francisco Freitas, aposentado do Centro de Educação da UFSM, membro do Grupo de Trabalho de Seguridade Social e Assuntos de Aposentadoria (GTSSA) da Sedufsm. A sugestão é o livro do jornalista especializado em temas científicos, Marcelo Leite. Em sua publicação Psiconautas: Viagens com a ciência psicodélica brasileira”, Leite aprofunda o debate sobre a questão das drogas para além da visão preconceituosa e proibitiva. O livro é de 2021, tem 264 páginas, foi impresso pela editora Fósforo e pode ser encontrado em livrarias virtuais por um preço que varia de 57 reais a próximo de 70 reais.

 

“Saúde pública: lisérgico, ayahuasca, maconha... proibições!


O proibicionismo referente às substâncias psicoativas, a partir da Convenção Única sobre Entorpecentes de 1961, coordenada pela ONU e adotada pelos países signatários daquela Convenção (entre esses, o Brasil) foi de abrir luta contra o "flagelo das drogas" e, para tanto, punir quem as produzisse, vendesse ou consumisse.

O Brasil foi exemplar na medida em que as legislações proibicionistas foram criadas à imagem e semelhança dos norte-americanos e, no caso específico da maconha, droga já há muito estigmatizada pelas elites brasileiras, tornou-se oficial e a perseguição com prisões passaram a ser políticas dos sucessivos governos, assim justificadas: “o consumo de drogas é uma prática prescindível e danosa, o que justifica sua proibição pelo Estado”.

Marcelo Leite, no Brasil, recentemente, injeta oxigênio na pandemia das políticas de proibição das drogas com o lançamento via editora Fósforo da obra: “Psiconautas: Viagens com a ciência psicodélica brasileira”. Com prefácio de Sidarta Ribeiro, entrega para leitores, pesquisadores, curiosos e todas as pessoas inquietas com as possíveis saídas e entradas na defesa e afirmação da Vida, não a partir de doutrinações, imposições, verdades absolutas e do proibicionismo, mas como vacina contra a procrastinação na abordagem das drogas na saúde pública, para além do proibicionismo.

Nas 261 páginas emergem História, Antropologia, Psicologia, Química, Farmacologia entre outras áreas aplicada à Vida das pessoas, sem sensacionalismos, ufanismos e outros ismos a convencer, doutrinar e/ou criar camarilhas negacionista com relação aos psicodélicos.

O livro pode ser considerado um relatório de pesquisa que a partir do uso das drogas mapeia a mente e projeta o funcionamento de nosso pensar, ou seja, é um estudo sobre o cérebro, sobre nossas percepções, sobre como entendemos o mundo.

Como uma produção intemporal, sistematiza histórias. De pessoas, das drogas psicodélicas e da pesquisa, a partir da sua descoberta no século 20 até o uso medicinal para além da questão de proibições, no qual o Brasil e a Universidade Pública brasileira entram no renascimento do psicodélico.

 “Psiconautas: viagens com a ciência psicodélica brasileira” é uma obra que merece ser lida, decodificada, degustada com muita atenção. Não é uma leitura cansativa, mas por outro lado, precisa ser cuidadosa, já que se trata de uma produção do jornalismo investigativo brasileiro e, por outro lado, de produção da ciência brasileira, por docentes e pesquisadores nas Universidades brasileiras, tão atacadas ultimamente. Mais que uma leitura por especialistas é uma leitura para todos, pois se trata da Saúde pública para além das proibições, pois identifica potencialidades a contribuir em termos do cognitivo e da criatividade em organismos mais velhos. O que abre espaço para problematizar o tratamento da depressão e síndrome do estresse pós-traumático e outros benefícios ainda em fase de pesquisa com substâncias psicodélicas”.



Francisco Freitas

Professor aposentado do CE/UFSM, integrante do GTSSA da Sedufsm


Imagens: Divulgação e arquivo pessoal
Edição: Fritz R. Nunes (Sedufsm)

Fotos da Notícia

Marcelo Leite, jornalista, autor do livro Capa do livro Professor Francisco Freitas

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