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06/05/2022   09/05/2022 15h36m   | A+ A- |   286 visualizações

Campus da UFSM em Cachoeira segue lutando contra omissão do MEC

Diretor da Unidade afirma que dos R$ 135 milhões pactuados com o governo, chegaram apenas R$ 30 milhões

Vista da entrada do campus da UFSM em Cachoeira do Sul
Vista da entrada do campus da UFSM em Cachoeira do Sul

O campus da UFSM em Cachoeira do Sul foi efetivado a partir de 2014, no contexto do programa de expansão (Reuni) iniciado ainda no governo Lula. Entretanto, nos últimos anos, de tudo aquilo que foi prometido para a Unidade pouco foi cumprido. Conforme o diretor do campus, professor Anderson Dalmolin, dos R$ 135 milhões pactuados junto ao Ministério da Educação (MEC) para viabilizar os cinco cursos que lá existem (*), com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário, casa do estudante e dependências em geral, apenas cerca de R$ 30 milhões chegaram.

Dentre as dificuldades citadas pela direção, que tem ainda como vice-diretor o professor Giovani Zabot, está o descumprimento de um compromisso fundamental para o pleno funcionamento da Unidade: a contração de número suficiente de docentes e de servidores (as) técnico-administrativos (TAEs). Conforme Dalmolin, o que havia sido acertado para a abertura do campus eram 111 vagas para professores (as) e 89 vagas para técnicos (as). No entanto, registra o diretor, na prática o que se tem são 92 vagas docentes e 39 vagas para técnico-administrativos. No que se refere a docentes, a reitoria da UFSM complementa o que falta com substitutos, o que não pode ocorrer com os (as) TAEs.


Giovani Zabot e Anderson Dalmolin, respectivamente vice-diretor e diretor do campus

Na visita que uma equipe de diretores e funcionários da Sedufsm fez ao campus de Cachoeira do Sul na tarde desta quinta, 5 de maio, durante as conversas com docentes, técnicos e estudantes, as reclamações apresentadas são parecidas. Há problemas no transporte para o campus, na energia elétrica da Unidade, que acaba algumas vezes prejudicando os laboratórios. A estrada de acesso também fica em estado precário em período de chuva intensa.

Ao conversar com alguns estudantes que fazem parte de diretórios acadêmicos, eles enumeram uma pequena lista de obstáculos: faltam professores; falta um local para comer, além do Restaurante Universitário (esse comentário também é endossado por alguns docentes); a casa do estudante que não está pronta; o acesso ao campus com bastante buracos.

Em busca de condições

Na visão do professor Anderson Dalmolin a busca de melhores condições para o campus é constante, sendo que isso é feito em visitas à reitoria, no campus sede, ou mesmo ao governo, em Brasília. Durante a conversa com os professores Ascísio Pereira e Leonardo Botega, diretores da Sedufsm, Dalmolin relatou que recentemente estiveram em Brasília e assim conseguiram que o MEC liberasse R$ 3,5 milhões para investimento em melhorias no campus.

Estrada de acesso ao campus após chuvas intensa e tráfego constante

Enquanto os recursos prometidos na pactuação inicial para a abertura do campus não são fornecidos em sua totalidade, a luta para solucionar obstáculos prossegue. No que se refere à energia elétrica, por exemplo, o diretor do campus explica que antes, a rede era provisória, mas que, recentemente, conseguiram dar uma “boa melhorada”.

Sobre uma das lembranças dos acadêmicos e acadêmicas, que é a Casa do Estudante, Anderson Dalmolin ressalta que o prédio está em fase de conclusão. Atualmente, para estudantes que fazem parte do BSE (Benefício Socioeconômico), ele explica que é fornecido um auxílio moradia. No que se refere ao Restaurante (RU), o professor diz que agora já estão sendo servidas três refeições ao dia. Desde 2 de maio o café da manhã foi acrescentado.

(*) Os cinco cursos de graduação do campus da UFSM de Cachoeira do Sul são: Arquitetura e Urbanismo; Engenharia Agrícola; Engenharia Elétrica; Engenharia Mecânica e Engenharia de Transportes e Logística.

 

Texto e fotos: Fritz R. Nunes
Assessoria de imprensa da Sedufsm

Fotos da Notícia

Vista da entrada do campus da UFSM em Cachoeira do Sul Giovani Zabot e Anderson Dalmolin, respectivamente vice-diretor e diretor do campus de Cachoeira Estrada de acesso ao campus de Cachoeira em estado precário após as chuvas

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