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05/08/2022 18h09m   05/08/2022 18h17m   | A+ A- |   229 visualizações

Nova semana de Jornada de Lutas encerra com avaliação positiva

Bruno Hendler, docente da UFSM, esteve em Brasília representando a base da Sedufsm

Mesa de debates de entidades na quinta, 4 de agosto (foto: Bruna Yunes)
Mesa de debates de entidades na quinta, 4 de agosto (foto: Bruna Yunes)

Docentes da base do ANDES-SN e da diretoria nacional do sindicato participaram nesta semana que está encerrando de diversas atividades na capital federal para pressionar pela recomposição dos salários do funcionalismo e lutar em defesa da democracia e do sistema eleitoral. Além disso, denunciaram os ataques do governo Bolsonaro aos serviços públicos e as ameaças que o presidente tem feito ao Estado Democrático de Direito. Foi mais uma Jornada de Lutas convocada pelo Fórum de Entidades de Servidores Federais (Fonasefe).

Esteve em Brasília participando das mobilizações, pela base da Sedufsm, o professor do departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSM, Bruno Hendler. O docente ressalta a importância dos debates que ocorreram junto às casas legislativas, sobre temas diversos, mas que abordaram, por exemplo, a importância do processo eleitoral, a defesa das urnas eletrônicas, e a valorização dos serviços públicos.

Bruno considera que foi uma “experiência rica” ter participado de todas as atividades, que proporcionaram a ele um “grande aprendizado”. Uma das constatações feitas pelo docente se refere ao fato de que sindicatos e movimentos possuírem composições plurais, muito mais, por exemplo, que o próprio Congresso Nacional. “Foi um choque de realidade importante”, frisou ele.   

Já na terça-feira (2), professoras e professores se somaram às demais categorias do serviço público que compõem o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) em uma manifestação, logo pela manhã, no Aeroporto de Brasília. Com faixas e cartazes denunciando os cortes na educação e demais ataques aos serviços públicos, recepcionaram parlamentares e demais pessoas que chegavam à capital federal. Na sequência, fizeram um protesto em frente ao Ministério da Economia, onde representantes do Fonasefe foram recebidos por integrantes do governo.

A pauta unificada de reivindicações do funcionalismo federal foi protocolada em 18 de janeiro, mas até o momento não houve avanço nas negociações. Servidoras e servidores federais reivindicam 19,99% de reposição, referente à inflação acumulada nos três primeiros anos de governo Bolsonaro.

Desrespeito governamental

Rivânia Moura, presidente do ANDES-SN, acompanhou as mobilizações e analisou: “Tivemos uma reunião no Ministério da Economia para tratar da reposição salarial das servidoras e dos servidores públicos, que já acumulam quase quatro anos do governo Bolsonaro sem qualquer reajuste. A gente saiu dessa reunião sem qualquer sinalização do governo e, logo em seguida, saiu uma matéria na Folha de São Paulo divulgando [que o governo estava avaliando o reajuste] o índice de 5%, que inclusive o governo já havia sinalizado antes.”

Para a dirigente do Sindicato Nacional, houve desrespeito com as categorias, porque tinha acabado de acontecer uma reunião em que tinha sido montada uma “suposta mesa de diálogo sobre a reposição salarial, na qual o governo disse que não tinha proposta e que precisaria estudar a possibilidade de reajuste”. Na ótica de Rivânia, as entidades do Fonasefe saem fortalecidas desses atos para retornar às suas categorias para continuar a mobilização e a pressão nesse mês de agosto, que é decisivo para a pauta de recomposição salarial.

Na quarta (3) pela manhã, representantes do ANDES-SN e das seções sindicais estiveram com as demais entidades do Fonasefe em um ato em defesa dos serviços públicos e da democracia, no Plenário 12 da Câmara dos Deputados, com a participação de parlamentares. Depois, servidoras e servidores circularam pelas galerias da Câmara, entoando palavras de ordem e distribuindo panfletos aos e às parlamentares. No período da tarde, seguiram para um protesto em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça dos Três Poderes, onde também pautaram a reposição salarial e a defesa da democracia.

“O ato no Congresso Nacional foi muito vitorioso, no sentido da participação das entidades e das centrais sindicais e também de alguns parlamentares, que se posicionaram em defesa dos serviços públicos e da democracia, que é o tema da jornada de lutas dessa semana, para marcar o posicionamento das entidades continuam na construção da unidade e da luta em defesa dos serviços públicos e contra qualquer ameaça às nossas liberdades democráticas”, avaliou Rivânia Moura.

A Jornada de Lutas em Brasília continuou ainda, na quinta, 4, com um seminário sobre Conjuntura e Orçamento e uma Reunião Ampliada do Fonasefe. Nesse evento houve a participação de Maria Lúcia Fattorelli, da Auditoria Cidadã da Dívida, e Antônio Augusto de Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Durante a reunião, foram debatidas estratégias das lutas para o próximo período.

Bruno Hendler, docente do curso de Relações Internacionais da UFSM, e que participou das atividades pela Sedufsm, relatou que um dos debates importantes foi sobre a importância de a mobilização ser mantida por sindicatos e entidades, mesmo após o período das eleições. Confira mais aqui.


Texto: Fritz R. Nunes com informações do ANDES-SN
Fotos: Bruno Hendler e ANDES-SN
Assessoria de imprensa do ANDES-SN

 

Fotos da Notícia

Mesa de debates de entidades na quinta, 4 de agosto (foto: Bruna Yunes) Foto de evento feita pelo professor Bruno Hendler Mobilização e pressão em Brasília

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