Sedufsm vai sistematizar informações trazidas por docentes em plenárias que debateram sobrecarga de trabalho e desvio de função SVG: calendario Publicada em 09/06/26
SVG: atualizacao Atualizada em 09/06/26 12h55m
SVG: views 20 Visualizações

Questões levantadas por professoras e professores serão levadas à Reitoria e também analisadas pela assessoria jurídica

Alt da imagem
Reunião aconteceu através de plataforma virtual

Após a realização da segunda plenária para ouvir professoras e professores em relação às causas da sobrecarga de trabalho e de desvios de função, o encaminhamento principal da atividade, que ocorreu na manhã desta terça, 9, de forma virtual, é fazer uma sistematização de tudo que foi trazido pela categoria. Essa sistematização se refere não apenas ao que foi levantado durante as reuniões, mas também a informações encaminhadas à diretoria por e-mail, mensagens de aplicativo e mesmo as ouvidas em diálogo nas Unidades.

Após a organização desses dados, a Sedufsm irá levá-los à Reitoria, com o objetivo de pressionar por soluções. Em outra frente, explica o professor Everton Picolotto, que junto com Jadir Lemos, coordenou a atividade desta manhã, os questionamentos e dúvidas trazidos por docentes também serão avaliados pela assessoria jurídica da seção sindical com o intuito de verificar se, em algum caso, há necessidade de demanda judicial.

Na plenária virtual desta terça, que teve a participação de professoras dos campi, muitas questões parecidas que já haviam sido mencionadas na atividade presencial da última terça, 2 de junho. Vânia Paz, diretora da Sedufsm e docente no campus de Palmeira das Missões, relatou que desde o início do ano recebe reclamações de colegas em relação à sobrecarga de trabalho. Dentre as causas, segundo ela, percebe-se o aumento de demandas burocráticas em função da digitalização dos processos.

O também diretor da Sedufsm, professor Jadir Lemos, diz ter escutado de colegas dos programas de pós-graduação uma dificuldade de lidar com a diversificação das funções exercidas, o que exige uma hiperconectividade que acaba por levar à exaustão, afetando a saúde mental. Essa, segundo ele, não é uma realidade apenas local, mas nacional, conforme dados recentes da enquete promovida pelo ANDES-SN.

Os depoimentos sobre situações em que docentes são exigidos além das suas funções são diversos. Durante a reunião, um docente do Centro de Educação relatou que estavam montando uma “força-tarefa” de professores/as para dar conta do processo de seleção de estudantes para o programa de pós-graduação, em tarefas que caberiam à secretaria desse programa. Segundo o professor, buscaram diálogo com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), mas não foi encontrada outra saída.

Márcia Morschbacher, professora do Centro de Educação, ex-diretora da Sedufsm, acredita que a universidade tem naturalizado a sobrecarga de trabalho. E, segundo ela, não apenas a gestão da instituição naturalizou, porque acha mais fácil transferir responsabilidades que não são dos professores/as, mas a própria categoria acaba se submetendo a esses arranjos que não condizem com as tarefas previstas em legislação.

Unificação de secretarias

O professor do Centro de Tecnologia e ex-reitor da UFSM, Felipe Müller, também participou da reunião e deu sua contribuição. Para ele, é fundamental que seja feita uma avaliação da política das mais recentes gestões de fazer uma unificação das secretarias de cursos. Na visão de Müller, essa mudança gerou uma falta de identidade, uma perda de hierarquização, criando um cenário em que os principais prejudicados são as e os estudantes.

Esse entendimento é semelhante ao do presidente da Sedufsm, Everton Picolotto. Para ele, o atual movimento de greve dos técnicos (TAEs) acirra a postura da Administração em resolver a lacuna de servidores/as que estão paralisados repassando tarefas a docentes. Entretanto, ressalta Picolotto, o processo de sobrecarga de trabalho se amplia a partir da pandemia da Covid-19 e também como reflexo de mudanças estruturais da instituição que não foram discutidas de forma minuciosa em seus impactos, como foi o caso da unificação das secretarias. Ele cita, por exemplo, no caso do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), que possui 14 programas de pós-graduação e apenas uma secretaria.

Na ótica do dirigente da Sedufsm, o que precisa ser cobrado da gestão da UFSM é um plano da instituição para resolver ou ao menos minimizar os problemas que vêm sendo enfrentados pela categoria docente no que se refere à sobrecarga de trabalho e em relação ao desvio de funções. Segundo Picolotto, há questões que precisam ter soluções em médio e longo prazo, mas há outras em que as respostas precisam se dar no curto prazo.

E uma das questões que precisam de resposta imediata é o impedimento de docentes de acessarem suas promoções e progressões. Picolotto ressalta que a seção sindical apoia e é solidária à greve das e dos técnicos, todavia, há um conjunto de professoras e professores que estão sofrendo prejuízos ao não conseguirem avançar em suas carreiras. Além de buscar uma saída para evitar esse problema, através da Reitoria, ele acrescenta que é necessário seguir pressionando o governo federal para negociar com as e os grevistas a pauta de reivindicações.

 

Texto e foto: Fritz R. Nunes
Assessoria de imprensa da Sedufsm

 

 

 

 

 

SVG: camera Galeria de fotos na notícia

Carregando...

SVG: jornal Notícias Relacionadas

Sedufsm repudia ataques de Luciano Hang às universidades federais

SVG: calendario 09/06/2026
SVG: tag Sedufsm
Em nota, seção sindical destaca o papel da educação pública, da ciência e da UFSM no desenvolvimento do Rio Grande do Sul

Sedufsm promove segunda plenária docente sobre sobrecarga de trabalho e desvio de função nesta terça (9)

SVG: calendario 08/06/2026
SVG: tag Sedufsm
Plenária acontece em modo online para facilitar a participação da categoria em todos os campi e aprofundar o debate iniciado na semana passada

Plenária docente discute sobrecarga de trabalho, desvio de função, adoecimento e precarização na UFSM

SVG: calendario 03/06/2026
SVG: tag Sedufsm
Debate com a categoria continua em plenária online na manhã da próxima terça (9); relatos serão encaminhados à Reitoria e sindicato cobrará medidas para solucionar e amenizar os problemas

Veja todas as notícias