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15/07/2015   15/07/15 19h44 | A+ A- | 2706 visualizações

Pós-Graduação: cortes começam a ser confirmados

Coordenadores pedem posição oficial da Pró-Reitoria para acabar com versões contraditórias


UFSM: corte de 41% nos recursos Proap pode inviabilizar a Pós-Graduação

As versões sobre os cortes na pós-graduação na UFSM mudam a cada novo e-mail. Na semana passada, os cortes chegaram a atingir 68%, conforme informação inicialmente repassada pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), que depois foram negados pelo reitor, professor Paulo Burmann. Já esta semana, um novo e-mail de um funcionário da área financeira da PRPGP, e que foi encaminhado aos coordenadores de pós-graduação da UFSM na segunda, 13, diz que, em virtude do corte no orçamento Proap, é necessário que seja refeito o Plano Institucional de Trabalho, com um decréscimo de 41% no valor inicialmente liberado. Esse novo planejamento deve ser feito, conforme orientação da pró-reitoria, até dia 17 de julho.

A incerteza dos números e ao mesmo tempo a certeza de que haverá cortes está causando uma tremenda insegurança entre os professores que atuam na área. Adriana Rocha, coordenadora da Pós em Educação, considera que a conjuntura atual, com versões contraditórias, “está de enlouquecer”. Ela comenta que os cortes na pós-graduação são a pauta do momento de norte a sul do país, em vários fóruns, inclusive na reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Na análise de Adriana, um corte dessa magnitude (41%) praticamente inviabiliza a pós-graduação. A coordenadora se ressente também de uma manifestação oficial da PRPGP quanto ao que efetivamente acontecerá, e qual a solução que se dará, não individualmente, mas de forma coletiva na instituição.

Fernando Quadros, coordenador da pós em Zootecnia, também se mostra muito preocupado com a possibilidade de um corte próximo a 50%. Para a assessoria de imprensa da Sedufsm, ele comentou que o impacto desses cortes vai prejudicar a manutenção de toda a pós-graduação. Quadros disse que, além de chamar o Colegiado para analisar o assunto, também pretende solicitar esclarecimentos detalhados da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa.

Na tarde desta quarta, 15, a assessoria de imprensa da Sedufsm fez contato com a PRPGP. Contudo, o pró-reitor, professor Paulo Schneider, encontra-se em férias, o pró-reitor adjunto, professor José Fernando Schlösser, estava viajando, e retorna só na sexta-feira. Respondendo pela pró-reitoria, o professor Marcio Mazutti, que no entanto, encontrava-se em outro local, aplicando uma prova.

Histórico recente da questão

No dia 8 de julho, um memorando do pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, Paulo Schneider, aos coordenadores de cursos de pós-graduação na UFSM, causou rebuliço, pois detalhava o conteúdo de um ofício encaminhado pela Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), no qual constava um corte nos programas de apoio (Proap) de 68%.

O corte referido foi negado pelo reitor, professor Paulo Burmann, na sexta, dia 10, após ter se reunido em Brasília com o MEC. Na versão do dirigente da UFSM, o MEC havia garantido que estava descartado um corte de até 75% no Proap, e que, caso houvesse algum enxugamento, ele seria de no máximo 10% na parte de custeio.

Na última segunda, 13 de julho, a PRPGP, através do setor financeiro, envia novo e-mail aos coordenadores de cursos de pós, em que refere a uma redução de 41% nos recursos do Proap, e pede que seja feita uma adequação nos Planos Institucionais de Trabalho.

Fórum de pró-reitores rechaça cortes

O Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa (Foprop) divulgou em seu site (www.foprop.org.br) um comunicado em que critica os cortes na área. A Nota Pública se manifesta contrariamente aos cortes no orçamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que impactam negativamente no financiamento da pós-graduação brasileira.

Ainda segundo a nota, “o MEC, em comunicado do último dia 11, informa que garantirá 90% do orçamento da CAPES previsto para 2015. Ressaltamos, no entanto, que os cortes representam uma redução da ordem de 75% dos recursos de custeio (PROAP, PROEX, entre outros programas estratégicos) e de 100% de capital, destinados à manutenção dos programas de pós-graduação stricto sensu.”

Para o Foprop, “ainda que a garantia da manutenção das bolsas seja importante, a redução orçamentária no custeio inviabiliza o próprio funcionamento das rotinas dos cursos de pós-graduação, como a realização de bancas de qualificação e de defesa, aquisição de insumos para a pesquisa, funcionamento de laboratórios, manutenção de equipamentos, participação de docentes e discentes em eventos científicos, coleta de dados, apoio à publicação de artigos científicos, entre outros.” Leia a íntegra da nota aqui.

Texto: Fritz R. Nunes
Foto:Divulgação
Assessoria de imprensa da Sedufsm

 

 



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