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29/09/2016   29/09/2016 21h55 | A+ A- | 1834 visualizações

Servidores lançam frente de resistência em Santa Maria

Lançamento ocorreu nesta quinta, na UFSM, durante o 1º Seminário Unificado em Defesa do Serviço Público


Frente terá sua primeira reunião na próxima quinta, 6, na Sedufsm

Esta quinta-feira, 29, foi um dia importante para os servidores públicos das três esferas que atuam em Santa Maria e região. Durante todo o dia, o auditório do Colégio Politécnico da UFSM esteve lotado de trabalhadores que se reuniram no 1º Seminário Unificado em Defesa do Serviço Público e se propuseram a debater temas caros não apenas ao funcionalismo, mas à população brasileira. Após uma manhã e uma tarde de discussões acerca dos ataques desferidos contra direitos e áreas sociais – tais como o PLP 257/16, a PEC 241/16 e as contrarreformas trabalhista e previdenciária -, o dia foi encerrado com o lançamento da Frente Combativa em Defesa do Serviço Público.

Conforme disse Nara Quadros, do Sinasefe, a Frente objetiva ser um instrumento de resistência às políticas que vêm acabar com o serviço público e os direitos dos trabalhadores. “Temos de ser multiplicadores e estarmos preparados, conhecendo os ataques que estão por vir”, disse a dirigente. Loiva Chansis, da Assufsm, destacou a importância da unidade entre as categorias e da continuidade do processo de mobilização também junto aos movimentos sociais.

Júlio Quevedo, presidente da Sedufsm, lembrou que o lançamento da Frente é parte de um longo trabalho em defesa do serviço público, da nação e de seus trabalhadores. Ele ainda ressalvou as posições do ANDES-SN: combate ao ajuste fiscal e à retirada de direitos, contrariedade à política de conciliação de classes e em defesa de uma auditoria da dívida pública no Brasil. Para além disso, um sonoro ‘Fora Temer’.

Também integrando a mesa de lançamento da Frente, Pablo Mesquita, da Ugeirm Sindicato, ressalvou a necessidade de esclarecimento acerca dos projetos em curso. “Aqueles que nos atacam contam com nosso desconhecimento. Só dessa unidade pode sair a vitória nesse árduo enfrentamento".

Já Maria da Gloria Sampaio, do Sindicaixa, lembrou a importância de uma greve geral que se contraponha tanto aos ataques em nível nacional quanto às investidas na esfera estadual – a exemplo de congelamento salarial dos servidores.

Nelcir André Varnier, do Sintergs, também lembrou a situação dos servidores gaúchos, que vêm amargando salários não apenas atrasados, mas corroídos pela inflação. “Tudo isso são consequências. Hoje, aqui, tentamos ir além e chegar a uma das causas, que é o sistema da dívida pública”, disse, referindo-se à palestra de Amauri Perusso, presidente da Federação Nacional das Entidades dos Servidores dos Tribunais de Conta do Brasil. Perusso, que integra a Auditoria Cidadã da Dívida no Rio Grande do Sul, falou aos servidores no início da tarde desta quinta.

Também estiveram presentes à mesa de lançamento da Frente o representante do Sinasefe em São Vicente do Sul, Gabriel Garcia, da ATENS, Maria Nevis Weber, e Maíra Couto, professora estadual e membro do coletivo Alicerce.

A Frente Combativa em Defesa do Serviço Público terá uma primeira reunião na quinta-feira da próxima semana, 6, às 18h, na Sedufsm.

Carta de Santa Maria

Ao final, foi feita a leitura da carta de Santa Maria, documento que sintetizou as discussões realizadas no seminário e os anseios do novo instrumento de luta. Abaixo, o texto na íntegra:

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO DO RIO GRANDE DO SUL EM DEFESA DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS

No dia 29 de setembro de 2016, nós, trabalhadores e trabalhadoras das esferas municipal, estadual e federal nos reunimos no Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria, no I Seminário Unificado em Defesa do Serviço Público, com a finalidade de debater e combater os projetos que atacam e retiram direitos da classe trabalhadora. Quanto a isso, manifestamos nossa indignação sobre a política adotada e aplicada no Brasil em todas as esferas e níveis de governo.

É ingênuo considerar que os ataques ao serviço público se restringem apenas a esse setor da sociedade. Esta política é contra todo o conjunto da população brasileira, pois impactará na vida de todos(as) e surtirá efeitos devastadores nos serviços essenciais, como educação, segurança, saúde,  moradia, previdência e emprego; previstos constitucionalmente e que são dever do Estado.

As contrarreformas que estão sendo impostas, sem o debate prévio com a população e com as entidades que representam categorias de trabalhadores e movimentos sociais, são colocadas como modernização das relações do Estado com o trabalho e com a sociedade, mas representam, na verdade, retrocessos frente à luta e à conquista de direitos de trabalhadores e trabalhadoras ao longo da história.

Esse ataque se materializa nas diversas normas em vias de aprovação no Congresso, tais como: PEC 241 (de Ajuste Fiscal), PLP 257 (atual PLC54/16; de Renegociação da Dívida do Estado), MP 746 (da Reforma do Ensino Médio), Projeto Escola Sem Partido; que nada mais são que instrumentos usados para camuflar o gasto com o pagamento da dívida pública para manter o lucro do capital financeiro em detrimento dos direitos sociais.

Somos contra o desmonte do Estado, contra o sucateamento,   a precarização e a privatização dos serviços públicos, contra a flexibilização das relações de trabalho, contra a retirada de direitos e contra a criminalização dos movimentos sociais.

A NOSSA LUTA É A LUTA DE TODOS(AS)!

NENHUM DIREITO A MENOS!

FRENTE COMBATIVA EM DEFESA DO SERVIÇO PÚBLICO!

ASSUFSM, ATENS, COLETIVO ALICERCE, SEDUFSM, SINASEFE, SINDICAIXA, SINPROSM, SINTERGS e UGEIRM

 

Texto: Bruna Homrich

Fotos: Rafael Balbueno

Assessoria de Imprensa da Sedufsm



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