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07/04/2020   07/04/20 17h48 | A+ A- | 483 visualizações

Sindicalista relata escassez de EPIs em setores do Husm

Direção do Hospital afirma que há equipamentos suficientes, mas que aquisição de novos enfrenta obstáculos


Husm está destinando ala exclusiva para atender pacientes suspeitos da Covid19 ou em estado crítico

A dificuldade para a aquisição de equipamentos essenciais ao combate à pandemia do coronavírus é mundial. No Brasil, o próprio ministro da Saúde, Henrique Mandetta, admitiu publicamente que, como muitos países estão precisando de respiradores, a disputa é grande. O mesmo se dá com os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)- máscaras descartáveis, máscaras n95, aventais, protetores faciais-, necessários para médicos, enfermeiros, entre outros profissionais. Santa Maria não foge a essa realidade.

Conforme a empregada pública da Ebserh, técnica de enfermagem que atua junto ao Hospital Universitário (Husm),Vera Regina da Rosa, os EPIs encontram-se disponíveis na instituição e não faltam em setores essenciais como no Pronto Socorro (PS) e na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Entretanto, constata ela, são escassos para os funcionários dos demais setores. “Não falta EPI no hospital. Está faltando para os funcionários. Se perguntar para os funcionários dos andares, eles vão dizer que só recebem se pedirem”, ressalta Vera, que também é delegada regional do Sindicato dos Servidores e Empregados Federais (Sindiserf/RS).

A assessoria de imprensa da Sedufsm contatou também a direção do Husm, atualmente vinculada à Empresa Brasileira da Serviços Hospitalares (Ebserh). A primeira pergunta encaminhada foi “Como está a questão dos EPIs? São suficientes?”. E a resposta encaminhada de forma conjunta pela Gerência de Atenção à Saúde e pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar foi que “no momento os EPIs estão disponíveis, porém não temos uma previsão concreta da demanda e as dificuldades para aquisição de novos EPIs são de conhecimento público”.

Em relação à chegada de novos equipamentos, a resposta do Husm foi que “estamos com expectativa de receber materiais procedentes de uma compra realizada pela Ebserh/ Brasília, além daquelas emitidas pelo HUSM.  No entanto, a dificuldade na entrega persiste por falta do produto, razão pela qual, em consonância com as orientações da Anvisa, estamos treinando e instruindo os profissionais para utilizar a máscara N95 de modo racional, com todos os cuidados para evitar a contaminação da mesma”.

Contingenciamento de recursos e a demanda

A sindicalista analisa ainda que, boa parte das dificuldades, tem relação com a própria postura do governo, que fez cortes orçamentários em 2020, contingenciou os recursos, o que dificulta muito para uma entidade hospitalar que atende a 45 municípios da região. Em função da grande demanda, diz Vera, os profissionais da área de enfermagem estão fazendo horários alternativos, sendo 12 horas diurno com compensação de 24h ou 48h. Além disso, há servidores liberados para ‘home office’ e aqueles com mais de 60 anos, ou sofrendo de doenças crônicas, que estão dispensados conforme a lei.

Também questionamos a direção do Hospital sobre o contingenciamento de recursos e de que forma isso está afetando o trabalho. A resposta foi objetiva: “recebemos recursos para equipamentos e montagem de novos leitos para enfrentamento da pandemia COVID 19”. No que se refere à expectativa sobre como atender em meio a um aumento da demanda, a partir da disseminação do coronavírus na região, as duas coordenações do Husm já citadas anteriormente esclareceram que “estamos organizados com uma ala destinada exclusivamente ao atendimento de pacientes críticos, suspeitos ou confirmados com a doença, no sentido de preservarmos os demais pacientes hospitalizados. Com a redução de alguns atendimentos foi possível organizar 10 leitos de terapia intensiva para pacientes COVID 19 e alguns leitos semicríticos em área contígua, na estrutura física do PS (Pronto Socorro). No entanto, não temos a dimensão de como será a demanda, uma vez que esta está atrelada à adoção das medidas de isolamento social. Mas, certamente, se tivermos pico de infecção serão necessários diversos outros leitos de apoio em hospitais de menor porte e complexidade, considerando o que temos acompanhado no restante do mundo”.

Trabalho coletivo e canal de comunicação

A delegada do Sindiserf afirma que a situação vivenciada é nova e que as chefias e direção do Husm estão se mobilizando para fazer as adequações necessárias ao enfrentamento dos desafios do atual momento, propiciando aos trabalhadores, por exemplo, capacitações, plataformas virtuais de cursos. Vera da Rosa enfatiza a relevância dos profissionais de saúde, da manutenção de um canal de comunicação entre funcionários, direção, superintendência e demais chefias, tendo em vista que, nos momentos críticos como os vivenciados agora, podem surgir conflitos, especialmente num espaço no qual convivem mais de um regime de trabalho, como são os casos do Regime Jurídico Único, do CLT/empregados públicos e dos próprios terceirizados.

Acompanhe a integra das perguntas enviadas à direção do Husm, bem como as respostas

"- Como está a questão dos EPIs? São suficientes?

No momento os EPIs estão disponíveis, porém não temos uma previsão concreta da demanda e as dificuldades para aquisição novos EPIs são de conhecimento público.

- Há expectativa que cheguem mais equipamentos?

Estamos com expectativa de receber materiais procedentes de uma compra realizada pela Ebserh/ Brasília, além daquelas emitidas pelo HUSM.  No entanto a dificuldade na entrega persiste por falta do produto, razão pela qual, em consonância com as orientações da Anvisa, estamos treinando e instruindo os profissionais para utilizar a máscara N95 de modo racional, com todos os cuidados para evitar a contaminação da mesma.

- O contingenciamento de recursos que atingia todos os ministérios teve uma flexibilização?

Recebemos recursos para equipamentos e montagem de novos leitos para enfrentamento da pandemia COVID 19.

- Qual a expectativa de demanda a partir da disseminação da Covid 19, tendo em vista que o HUSM já sofre sobrecarga, especialmente em período de inverno, por ser um hospital-referência para dezenas de municípios?

Estamos organizados com uma ala destinada, exclusivamente, ao atendimento de pacientes críticos suspeitos ou confirmados com a doença, no sentido de preservarmos os demais pacientes hospitalizados. Com a redução de alguns atendimentos, foi possível organizar 10 leitos de terapia intensiva para pacientes COVID 19 e alguns leitos semi-críticos em área contígua, na estrutura física do PS. No entanto não temos a dimensão de como será a demanda, uma vez que esta está atrelada à adoção das medidas de isolamento social. Mas certamente se tivermos pico de infecção serão necessário diversos outros leitos de apoio em hospitais de menor porte e complexidade, considerando o que temos acompanhado no restante do mundo.

Há tranquilidade sobre esses atendimentos ou há alguma apreensão?

Estamos trabalhando intensamente para preparar as equipes e os locais para o melhor atendimento possível. No momento ganhamos um bom tempo com a adesão consciente da população ao isolamento social. No entanto estamos bastante apreensivos sobre como serão os próximos dias/semanas, visto que falamos de uma demanda desconhecida, para uma estrutura limitada. Neste contexto a abertura do Hospital Regional é extremamente importante para termos alguma tranquilidade no atual cenário de enfrentamento ao COVID-19

Respondido por: Gerência de Atenção à Saúde e Comissão de Controle de Infecção Hospitalar."

 

Texto: Fritz R. Nunes

Foto: UFSM e arquivo pessoal

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 



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