Professor comenta legado de Oscar Niemeyer SVG: calendario Publicada em 06/12/12
SVG: atualizacao Atualizada em 06/12/12 16h37m
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Ele mudou a referência da arquitetura, diz docente da UFSM

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Oscar Niemeyer: o arquiteto da curva e defensor de um mundo mais justo

Nesta quinta, 6, não apenas no Brasil, mas em várias partes do mundo, os meios de comunicação deram destaque à morte do mais importante arquiteto brasileiro, e um dos mais famosos do planeta, Oscar Niemeyer. Falecido nesta quarta, 5, dez dias antes de completar 105 anos, Niemeyer deixa um legado amplo, de um profissional que mudou a referência da arquitetura no país, ressalta Hugo Gomes Blois Filho, professor do departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFSM.

Uma das características do trabalho de Oscar Niemeyer era o uso da curva ao invés do ângulo reto. “Ele deu uma cara de brasilidade à arquitetura que desenvolveu, deixando uma marca atemporal”, avalia Blois. Dentre os projetos mais conhecidos, a capital do país, Brasília. Contudo, Niemeyer tem um conjunto de obras pelo Brasil e pelo mundo, como por exemplo, a sede das Nações Unidas, a Passarela do Samba, no Rio, o Centro Cultural Le Havre-Le Volcan, na França, e o conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte.

Apaixonado por futebol, torcedor do Fluminense, ele também se envolvia em projetos relacionados ao esporte. Um dos projetos que estava em andamento que tinha a sua marca era do “Museu Pelé”, em formato de uma bola, que está sendo construído em Santos. A obra foi orçada em R$ 20 milhões e o museu teria um desenho da comemoração típica do Rei, o pulo com o punho erguido, como símbolo.

Niemeyer era tido como um idealista: “Desde que eu me conheço, eu penso em um Brasil melhor, mais justo, todos iguais, de mãos dadas. É isso que a gente pensa do futuro e é assim que nós queremos que venha a ser o nosso país. Não com esta discriminação que existe, esse mundo dividido de pobres e ricos”, disse ele, conforme O Globo.

Comunista de carteirinha, o arquiteto tinha um aviso na entrada de seu escritório: ''Enquanto existir miséria e opressão ser comunista é nossa decisão”. Na época da ditadura militar, ele foi perseguido e deixou o país. Niemeyer terminou usando o auto-exílio para mostrar o talento de seus traços modernistas no exterior. Até por seus vínculos políticos, se envolveu em obras que tinham esse traço ideológico, como o projeto da sede do Partido Comunista Francês.

“Em que pese a relevância de sua obra, Niemeyer sempre se comportou com muita simplicidade, sem abrir mão de ter postura política. Indubitavelmente, é uma perda não apenas de um grande arquiteto, mas de um intelectual que sempre se engajou nas grandes causas sociais e políticas do país”, finaliza Blois.

Texto: Fritz R. Nunes com informações de O Globo e Fox Sports
Fotos: Fox Sports
Assessoria de Imprensa da Sedufsm

 

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