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09/07/2015   09/07/2015 19h40m   | A+ A- |   6414 visualizações

UFSM: verba de custeio da pós-graduação cortada em 68%

Conforme informação da pró-reitoria, há instituições em que esse corte chega a 75%

Cortes atingem duramente a pós-graduação na UFSM
Cortes atingem duramente a pós-graduação na UFSM

A notícia caiu como uma bomba na UFSM nesta quarta, 8 de julho. O memorando circular nº 06/2015, assinado pelo professor Paulo Renato Schneider, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, informa aos coordenadores de programas de pós-graduação da instituição, que a Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) havia determinado uma readequação nos valores de custeio do Programa de Apoio aos Cursos de Pós-graduação (Proap). Essa determinação chegou através do ofício circular nº 13/2015, assinado por Márcio de Castro Silva Filho, diretor do programa de bolsas de pós do país, na Capes, no dia 6 de julho.

No documento enviado às pós-graduações, Schneider explica que, em função dessa adequação, os valores que foram distribuídos aos programas de pós da instituição, precisarão passar por um processo de revisão. Os cortes, conforme a pró-reitoria, são diferenciados por instituição. Em algumas, a secção chega a 75% ante o valor anteriormente acordado, mas na UFSM, o percentual é de 68%.

A parte de custeio das Instituições corresponde ao recurso que faz a manutenção do dia a dia da estrutura. No caso da pós-graduação, esse tipo de corte atinge especialmente passagens para participação em congressos, diárias utilizadas na participação de eventos, bem como material de consumo. Conforme um professor consultado pela assessoria de imprensa da Sedufsm, em relação a custeio, a universidade já teria gasto algo em torno de 30% do recurso total, o que pode significar que, a partir do corte de 68%, já se estaria no limite de gastos para todo o ano.

(Confira abaixo, em anexo, o documento encaminhado pela Capes às universidades, o documento do pró-reitor Paulo Schneider aos coordenadores de pós-graduação e também o documento com os valores de custeio para a UFSM em comparação a 2014).

Reitor deve se pronunciar nesta sexta-feira

A assessoria de imprensa da Sedufsm procurou a pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação na tarde desta quinta 9, para buscar informações sobre o impacto dessas cortes na UFSM. No setor, a informação é de que o pró-reitor, professor Flavio Schneider, encontra-se em férias, e quem irá se pronunciar sobre o assunto é o reitor, Paulo Afonso Burmann.

Junto ao Gabinete do Reitor, a assessoria informou que o professor Burmann está em Brasília, participando de diversas reuniões, inclusive na Andifes, e que deverá trazer novidades em relação aos cortes orçamentários da instituição, inclusive os da Capes. Uma entrevista deverá ser concedida por Burmann nesta sexta, 10.

APG

Em nota publicada em sua página na internet, a APG (Associação de Pós-Graduandos) se posicionou em relação aos fatos recentes. Segundo a Associação, “o corte no recurso PROAP se insere no contexto de outros cortes que afetam diretamente a pós-graduação e os investimentos em pesquisa, como o corte em diárias, compra de materiais e suspensão de novas indicações de doutorado sanduíche.” A APG ressalta ainda que irá procurar outras associações para, de forma coletiva, “tentar reverter esse quadro lamentável”. Leia aqui integralmente a nota da APG.

Nota de repúdio da Compós

A Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (COMPÓS) divulgou ainda na quarta, 8, nota de repúdio a público contra a redução da verba do Proap (Programa de Apoio à Pós-Graduação). Conforme o texto, “a situação que até o início da semana já era por demais discrepante, tendo em vista que inúmeras instituições ainda não tinham o referido recurso liberado, agora chega ao completo disparate, com a indicação de reajuste/corte dos valores inicialmente liberados que, conforme ofício, ‘refletirá de forma isonômica para todas as instituições apoiadas pelo Programa’.

A nota, assinada por Edson Dalmonte, da Compós, destaca ainda “a forma desrespeitosa por meio da qual a Pós-Graduação vem sendo tratada no que tange às formas consolidadas de seu financiamento: redução drástica do PROAP (Programa de Apoio à Pós-Graduação) e completa falta de informação sobre o PROEX (Programa de Excelência Acadêmica), com dotação orçamentária para Programas notas 6 e 7”.

O texto do Compós finaliza manifestando “nosso mais profundo repúdio diante deste fato sem precedentes na história da Pós-Graduação brasileira e solicitamos a revisão da medida anunciada.” (Acompanhe abaixo, no terceiro anexo, a nota de repúdio da Compós).

Texto: Fritz R. Nunes

Foto: Divulgação

Assessoria de imprensa da Sedufsm

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