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09/07/2021   09/07/2021 12h39m   | A+ A- |   324 visualizações

Dica cultural: docentes indicam preferências para o dia do rock

Sugestões passam por Beatles, Legião Urbana, Lou Reed e banda de pop punk Bad Cop/Bad Cop


Sextou na quarentena! Nesta sexta ensolarada do dia 9 de julho, a dica cultural da semana vem de quatro docentes (duas professoras e dois professores). As sugestões estão relacionadas a 13 de julho, referência ao Dia Mundial do Rock. A data foi estabelecida, no final da década de 1980, por duas emissoras de rádio brasileiras, em alusão ao festival ‘Live Aid’, ocorrido em 1985.

Para marcar essa efeméride, a professora Luciana Carvalho, do departamento de Ciências da Comunicação da UFSM (Frederico Westphalen), diz qual a relevância em sua vida da Legião Urbana; a professora Juliana Petermann, do departamento de Ciências da Comunicação da UFSM (Santa Maria), traz a sugestão da banda feminina mais contemporânea de pop punk, Bad Cop/Bad Cop; o professor Cleber Martins, da área de Ciência Política da UFSM, resgata Lou Reed; e Orlando Fonseca, aposentado do curso de Letras da UFSM, mas que segue em atividade como escritor e cronista, prefere enfatizar a importância dos Beatles para a cena pop rock do planeta. Boa leitura (e audição, se possível!).


"Lembro com muita nitidez da primeira vez que ouvi uma canção dos Beatles. Em 1964, eu era uma criança, brincando no pátio de uma casa de amigos. Quando aquela sonoridade musical chegou aos meus ouvidos, parei o que estava fazendo e fui tomado por aqueles acordes inusitados. Digo isso porque me considero testemunha de uma revolução artística. Estava acostumado a ouvir música, pelo rádio, muito influenciado pelo gosto de meu pai. E o que havia eram as vozes potentes de cantores brasileiros, como Francisco Alves e Dalva de Oliveira, os ritmos regionalistas. Não sabia, então, mas depois vim a descobrir que já havia a Bossa Nova por aqui, e o mundo já apresentara a chanson francesa, o bel canto italiano, o jazz e o blues.

Aquilo que os quatro cabeludos de Liverpool, John, Paul, George e Ringo trouxeram para o palco era algo totalmente novo e inaugurava o que viria a ser a música Pop Internacional. O que eles inventaram, misturando, experimentando, arranjando era algo muito diferente no amplo espectro do que se chamava, genericamente, o rock’n roll. No entanto, esse gênero já existia há pelo menos duas décadas, nas igrejas afro-americanas. Bill Halley, Little Richard, Chuck Berry e Elvis apenas deram o caráter profano que a música adquiriu a partir de então. Para mim, os Fab Four deram o formato de algo novo, ao longo da década de 60, em um ciclo de sucesso estupendo ainda não superado por qualquer banda que veio depois. De “Love me do” até “Golden Slumber/The end”, há uma lista fantástica de obras primas para comprovar o que digo”.

Orlando Fonseca

Professor aposentado de Letras da UFSM. Escritor e cronista.



“Quando a Legião Urbana lançou seu primeiro álbum, em 1985, eu tinha apenas 10 anos. Não demorou muito tempo para que a voz do Renato Russo, suas letras e a sonoridade da banda me arrebatassem. Foi com ‘As Quatro Estações’, o quarto álbum, lançado em 1989, e que conheci uns anos depois, que a Legião se tornou parte de minha juventude. Há Tempos, Pais e Filhos, Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto, Meninos e Meninas, Se Fiquei Esperando Meu Amor Passar. Todas essas obras num mesmo disco foi como um presente.

As letras que tínhamos de interpretar, as declarações fortes e sensíveis do Renato nos shows e programas de TV, tudo compunha uma mística que encantava. Renato morreu em 1996, sem que eu tivesse ido a um show sequer para gritar ‘Que País é Este’? Mas, como ‘temos nosso próprio tempo’, veio a turnê de 30 anos do primeiro álbum da banda, em 2015. Em Santa Maria, o show foi no Centro de Eventos da UFSM. Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos estavam no palco acompanhados de André Frateschi - ator, cantor e instrumentista convidado para ser o vocalista da banda na turnê. Antes que o ano em que completei meus 40 terminasse, pude dizer que fui a um show da Legião Urbana”.


Luciana Carvalho

Jornalista, professora do departamento de Ciências da Comunicação da UFSM (Frederico Westphalen).

 



“Enquanto os acordes sessentistas da música pop/rock andavam na direção da paz, amor e lisergia, a cabeça e mãos de Lewis Allen Reed (Brooklyn, NY – 1942/Long Island, NY – 2013) mergulhavam no horizonte cinza das ruas, tijolos, prédios, pessoas e viadutos. Dos lugares perdidos de Nova York brotaram palavras, versos e acordes (poucos) que transvertiam o que não era visível, conectando, a partir da subjetividade lírica adaptável para qualquer outro lugar, vida e som, como uma forma de se localizar e criar identificação.

Uma identidade, ao mesmo tempo, instável e contraditória, uma não-identidade. Carregando Genet, Poe, Ginsberg, Burroughs e afins, Lou Reed transformou em canções a tristeza, a melancolia, a violência, o pessimismo, os abismos e solidões, sob o olhar de personagens a quem não era permitido ter um olhar. Foram quase duas dezenas de álbuns de estúdio, fora os quatro do Velvet Underground. Um longo caminho de profundas planícies e altitudes, impregnado por acordes diretos, experimentos sonoros e histórias versadas. Para quem se interessar, comece pelo início, pelo fim, pelo meio. Sempre será Lou Reed e sempre será a trilha sonora de um entardecer cambaleante de qualquer lugar”.


Cleber Ori Cuti Martins

Professor de Ciência Política. Departamento de Ciências Sociais da UFSM.

 



“Para o dia do rock, eu preferi falar sobre um tipo de rock em específico. Não se trata de um estilo: punk, heavy metal, glam rock, hard core. Nada disso. Quero falar sobre o rock feito por mulheres, porque, assim como em outras áreas, esse é mais um reduto de predominância masculina. Infelizmente. Então me propus o exercício: sugerir rock feito por mulheres. Poderia falar aqui da clássica banda de Donita Sparks, que me acompanhou pela adolescência, o L7. Ou ainda da icônica Janis Joplin, a rainha do rock, e já sair cantarolando "Me and Bobby McGee". Mas optei por fazer uma indicação mais contemporânea.

Bad Cop/Bad Cop é uma banda norte-americana de pop punk do sul da Califórnia. Fundada em 2011 por Jen Carlson, a banda segue hoje com Stacey Dee, Jennie Cotterill, Myra Gallarza e Linh Le. Minha recomendação é o disco Warrios, de 2017, especialmente as músicas Victoria, Broken e a balada Amputations. Roqueiras, fica o meu convite: aumentem o volume e aproveitem o dia 13 ouvindo a faixa Womanarchist e o refrão "I'm a model anarchist, a punk rock existentialist, who wants to make the whole world feminist" (Eu sou uma anarquista modelo, uma existencialista punk rock, que quer tornar o mundo todo feminista). Um feliz dia do rock para todas!".


Juliana Petermann
Publicitária. Professora do departamento de Ciências da Comunicação da UFSM (Santa Maria)
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Edição: Fritz R. Nunes
Assessoria de imprensa da Sedufsm

Fotos da Notícia

Legião Urbana Lou Reed Bad Cop Bad Cop The Beatles Professor Cleber Martins Professora Juliana Petermann Professora Luciana Carvalho Professor Orlando Fonseca

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