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15/10/2021   15/10/2021 11h04m   | A+ A- |   254 visualizações

Dica cultural: documentário apresenta o ‘Professor Polvo’

Carmem Dickow Cardoso fala da construção de uma amizade com o “invertebrado aquático”


Sextou! Nesta sexta, 15 de outubro, uma data muito especial para educadoras e educadores, a dica cultural vem da professora Carmem Dickow Cardoso, do departamento de Química da UFSM. Em sua resenha, abaixo, a docente ressalta a importância de assistir o documentário “Professor Povo’, da plataforma Netflix. O filme ajuda a desvendar alguns mistérios sobre esse molusco, mas, mais que isso. É uma aula de conhecimento sobre a natureza e a possível construção de uma relação de carinho (e respeito) entre os seres que a habitam.
 

“Professor Polvo

Sempre gostei de animais e do universo marítimo e suas cores fascinantes, mas confesso que não cultivava simpatia pelos invertebrados aquáticos. Quanto ao polvo, sentia até um certo desconforto, acho que pelo fato de a maioria das vezes, não conseguir identificar seu rosto. Tudo mudou depois que assisti ao documentário ‘Professor Polvo’.

O documentário nos permite viver os mais de 300 dias em que um cineasta exausto com a vida, com a profissão, com a rotina, após uma experiência de trabalho, sentiu necessidade de um maior contato com a vida natural. Sem muito apreço pela vida animal, mas apaixonado pelo mar onde cresceu, no litoral sul da África do Sul, retomou suas lembranças de infância. “Nadar nesse mar significa enfrentar um dos lugares mais selvagens e assustadores no planeta”, segundo Craig. Nesse local, o mar conta com uma floresta de algas submarina.

Ele passa a mergulhar diariamente e sem roupa de mergulho, de forma a minimizar as barreiras com o ambiente da floresta, embora a temperatura da água seja baixa. A cada dia que passa, sua adaptação ao ambiente aumenta e ele passa a conectar-se com um polvo. “A criatura”, “ela”, como ele a chama. Um ser extremamente antissocial e no final da fila daqueles que poderiam vir a ser sua preferência (e minha também).

Insistentemente (e cheio de curiosidade), Craig passa acompanhar, diariamente, a rotina da criatura. De longe. Até que um dia, ele estabelece o primeiro contato físico. Esse foi o momento eu que eu me desarmei e me apaixonei totalmente pelo estranho (será?) invertebrado. A cena em que a ponta de um de seus tentáculos toca a mão do humano (já nem tanto invasor) com as pequenas ventosas como que dançando em contato com a pele é simplesmente fascinante.

O profissional exausto começou a encontrar a paz e o equilíbrio que buscava, porém, encontrou muito mais na amizade que ali se estabelecia. O polvo o estava ensinando a sensibilizar-se com o próximo, mesmo que esse “próximo”, à primeira vista, não fosse tão desejável.

Então, passamos a viver as aventuras e peculiaridades do ser aquático: as fugas de seu maior predador e a regeneração após ter um tentáculo decepado, o disfarce maluco em uma das fugas, a caça as suas presas, a brincadeira com um cardume, tudo isso por entre a não menos fascinante floresta de algas. O polvo é capaz de desenvolver uma estratégia específica a cada tipo de situação, de caça ou de fuga. O ápice da inteligência e capacidade de estratégia aconteceu quando, em uma das fugas, onde a morte parecia iminente, ela, “a criatura”, vira o jogo e se coloca na posição de controle da situação. Incrível!

E assim foram os mais de 300 dias de convivência. Esses dias, contados em menos de 90 minutos, significaram uma enorme reflexão de minha parte: há tanto mais daquilo que podemos vislumbrar em nossos dias e rotinas limitados; situações/lugares/pessoas aparentemente difíceis podem significar momentos de aprendizado que serão libertadores; a curiosidade, a paciência e a insistência nos fazem subir de nível. Craig subiu de nível; o polvo o fez sentir-se parte daquele lugar e não um visitante. Se conseguirmos chegar a esse entendimento, o ambiente natural terá o nosso respeito e amor. E nós teremos mais paz.”



Carmem Dickow Cardoso

Professora do departamento de Química da UFSM.

 

Imagem: Divulgação e Arquivo pessoal
Edição: Fritz R. Nunes (Sedufsm)

 

 

Fotos da Notícia

Carmem Dickow Cardoso, docente da área de Química da UFSM

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