Praça se enche para lembrar vítimas da Kiss
Publicada em
27/02/13
Atualizada em
27/02/13 09h37m
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Buzinas, apitos e muitas palmas em memória
Foi uma manhã atípica na praça Saldanha Marinho, em Santa Maria. Um friozinho diferente para uma manhã de fevereiro, mas superado pelo calor das centenas de pessoas que foram à praça Saldanha Marinho para relembrar o mês que se passou após a morte de 239 pessoas no incêndio da boate Kiss, em 27 de janeiro. Estudantes, professores, familiares das vítimas, lideranças sindicais, todos se uniram a partir das 8h em uníssono, com palmas. Muitas palmas. Enquanto os sinos da Catedral e da Igreja Anglicana badalavam, as buzinas não deram trégua ao longo de aproximadamente 15 minutos.
A Sedufsm, que desde o primeiro momento em que se configurou a tragédia, sempre esteve engajada nas diversas atividades relacionadas ao assunto, também esteve representada pro seus diretores na praça. O sindicato adquiriu apitos e vuvuzelas, que foram distribuídos aos populares presentes, como forma de garantir que durante o ato chamado, houvesse condições de promover barulho e não o silêncio.
Para o presidente da entidade, professor Rondon de Castro, que também é diretor do ANDES-SN, o ato desta manhã cumpre um significado bastante importante. “O convite a uma manifestação ruidosa, e não ao silêncio, mostra que apesar de ainda estarmos comovidos pela situação trágica, não aceitamos o silenciamento, a impunidade. Queremos retornar à paz, mas uma paz com justiça”, enfatiza Rondon.
Texto e fotos: Fritz R. Nunes
Assessoria de Imprensa da Sedufsm
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