Governo corta orçamento e educação é a mais prejudicada SVG: calendario Publicada em 08/01/15
SVG: atualizacao Atualizada em 08/01/15 17h07m
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De um total de R$ 22 bi, a Educação terá R$ 7 bi a menos

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Do total de cortes, percentual da educação corresponde a 31%

E o governo da presidente Dilma Rousseff anunciou o que foi chamado de um corte “provisório” no orçamento deste ano, com o objetivo de equilibrar as contas públicas. O corte alcança R$ 22,7 bilhões, sendo que a pasta da Educação é a que mais sofrerá: a redução orçamentária alcançará R$ 7 bilhões ou 31% do total de recursos a serem enxugados. A medida estaria concentrada em despesas de custeio

A assessoria de imprensa da Sedufsm fez contato com o pró-reitor de Planejamento da UFSM, professor Frank Casado. Segundo ele, não há informações oficiais ainda sobre redução de gastos, mas que, possivelmente, será convocada em breve uma reunião da Associação dos Dirigentes de Instituições Federais (Andifes) para tratar do assunto.

Para o presidente da Sedufsm, professor Adriano Figueiró, o governo Dilma começou mal na questão educacional na própria indicação do ministro, já que Cid Gomes, o titular que assumiu o ministério, não tem intimidade com a área, tendo sua atuação repudiada por educadores do Ceará, estado que governou por oito anos. Figueiró também chama a atenção do fato de que, desde que assumiu o novo ministro, a pauta tem sido a educação básica, sem referências ao ensino superior.

Na ótica do dirigente da Sedufsm, a universidade precisa ser resgatada entre as prioridades governamentais. Adriano Figueiró lembra que e o governo impôs o programa de expansão (Reuni), que até agora tem deixado uma herança com aspectos bastante negativos, como por exemplo, a deficiência de estrutura em algumas universidades, a carência na contratação de docentes e de servidores técnico-administrativos, cujos concursos estão bem abaixo do que seria necessário. “Sempre houve a promessa de que o governo cumpriria com as obrigações do Reuni, mas o anúncio de que 2015 começa com cortes mostra a contradição do discurso governista”, enfatiza Figueiró.

Lema que não é levado a sério

Sérgio Prieb, professor do departamento de Ciências Econômicas da UFSM, também avaliou o anúncio dos cortes para a assessoria de imprensa da Sedufsm. No entendimento do economista, ao iniciar o seu segundo mandato, no dia 1º de janeiro, a presidente Dilma Rousseff usou como lema “Brasil: pátria educadora”. No entanto, diz ele, a política econômica não parece levar a sério o lema escolhido pela própria mandatária do país.

Para o professor de Economia, o que se percebe da prática do governo federal é que a equipe de Dilma promove ações no sentido de acenar claramente ao mercado, procurando agradar esse setor, como se ao invés do PT, quem tivesse ganhado a eleição fosse o PSDB. “O novo governo está fazendo uma opção clara pelo capital financeiro, e não pela educação. Esperamos que haja uma reação do movimento de massas, especialmente o sindical, no sentido de barrar esse tipo de política que sacrifica os trabalhadores”, finaliza Prieb.

Dívida pública

O corte de gastos anunciado pelo governo tem relação direta com o pagamento da dívida pública. O Orçamento Federal proposto pelo Executivo para 2015 reserva R$ 1,3 trilhão para os gastos com a dívida pública, o que corresponde a 47% de tudo que o país arrecadará com tributos, privatizações e emissão de novos títulos, entre outras rendas, segundo dados da Auditoria Cidadã da Dívida. Esses dados mostram que esse montante representaria 13 vezes os recursos inicialmente previstos para a Educação.

“A dívida é hoje o principal instrumento de transferência de recursos da nação para o capital internacional, que nada mais é que a articulação dos monopólios industriais comerciais com os bancos, e uma estreita relação com o agronegócio”, afirma Alexandre Aguiar dos Santos, 1º vice-presidente da Regional Planalto do ANDES-SN e representante do Sindicato Nacional junto à Auditoria Cidadã da Dívida.

Acompanhe na ilustração, os cortes por áreas afetadas.

Texto: Fritz R. Nunes com ANDES-SN

Fonte e imagem: UOL

Assessoria de imprensa da Sedufsm

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