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30/07/2021   30/07/2021 11h24m   | A+ A- |   240 visualizações

Dica cultural: filme sintetiza drama de palestinas e palestinos

Professora Giuliana Redin resgata ‘Lemon Tree’, obra premiada em festival de Berlim, em 2008

Salma Zidane tem um pé de limão que é visto como um problema de segurança para Israel
Salma Zidane tem um pé de limão que é visto como um problema de segurança para Israel

Sextou na quarentena! Em uma semana gélida, fazer uma sessão de pipoca e assistir um filme pode ser uma baita ideia. Nesta sexta,30 de julho, a dica cultural é da professora Giuliana Redin, do departamento de Direito da UFSM. Se o drama vivido pelo povo palestino, que vive, em sua maioria, confinado em seus territórios, é relegado a segundo plano da imprensa mundial, às vezes cabe ao cinema lembrar o incômodo conflito, que ao longo de décadas, tem sido empurrado com a barriga pelas autoridades mundiais. O filme ‘Lemon Tree’ (árvore de limão), dirigido pelo cineasta israelense, Eran Riklis, sintetiza o drama de palestinas e palestinos de uma forma singular. Boa leitura e bom filme!

“Minha dica cultural é o filme Lemon Tree (Etz limon), de 2008, dirigido por Eran Riklis, que ganhou o Prêmio do Público no Festival de Berlim. O filme apresenta um roteiro simples que permite reflexões sobre uma questão política de fundo: a ocupação colonial de Israel do território palestino e os mecanismos de vigilância e controle que inabilitam e desumanizam a população palestina.

O filme é dirigido por um israelense, Eran Riklis (foto abaixo), e a atriz principal é uma palestina, Hiam Abbass. Traz a história da luta da viúva palestina Salma Zidane para manter a sua plantação de limões que, além de lhe servir de sustento, foi herdada de seu pai e representa uma memória afetiva do lugar e costumes onde foi criada. Sua casa, onde está a plantação, fica na Cisjordânia junto à fronteira com Israel e, no lado israelense, passa a residir o ministro de defesa de Israel.



O serviço de segurança israelense entende que o pomar representa perigo à segurança do ministro e passa a determinar restrições a Salma de acessar o seu pomar, que é declarado como zona de segurança. Sem poder ter acesso ao pomar, vê os frutos se deteriorando dia-a-dia. Recebe uma intimação em hebraico, idioma que desconhece, na qual lhe é oferecida uma indenização, que não poderia ser aceita. Ao procurar a administração israelense, é informada de que seu caso não tem relevância e já está solucionado com a oferta da indenização. O pomar representa para Salma muito mais que uma fonte de recurso, representa “sua alma”, sua memória, e ela decide lutar para mantê-lo. Salma empreende uma luta judicial contra o Estado de Israel para manter seu pomar, sem que jamais tenha estabelecido um único diálogo com “o vizinho”.

O filme destaca a opressão do povo palestino, a hostilização com que é tratado em sua condição humana, diante do discurso de segurança do Estado de Israel, o qual é produzido a despeito dos fatos e dos direitos humanos, sobretudo quando não simbolizáveis economicamente. Além disso, marca a relação desigual de poder nas relações humanas e institucionais. O filme fala sobre dignidade e resistência diante da face perversa das instituições de Estado, quando forjadas nas lógicas e discursos securitários.”

Links para as imagens e ficha técnica:

https://cinema.uol.com.br/album/lemon_tree_album.htm#fotoNav=3

https://filmow.com/lemon-tree-t7521/

Giuliana Redin

Professora do departamento de Direito da UFSM.

 

Imagens: Divulgação e Iea/Usp

Edição: Fritz R. Nunes (Sedufsm)

Fotos da Notícia

Salma Zidane tem um pé de limão que é visto como um problema de segurança para Israel Eran Riklis, cineasta israelense que dirige o filme sobre drama palestino Professora Giuliana Redin

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