Dica: assistir “Margarita com canudinho” SVG: calendario Publicada em 06/05/22
SVG: atualizacao Atualizada em 06/05/22 11h35m
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Professora Marcia Paixão destaca abordagens do filme sobre ‘deficiência’ e ‘sexualidade’

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Sextou! Nesta sexta, 6, a dica cultural vem da professora Marcia Leindcker da Paixão, do departamento de Fundamentos da Educação da UFSM. A sugestão da docente, que também integra o Grupo de Estudos Feministas ‘Elas’ e do Fórum de enfrentamento à violência contra as mulheres de Santa Maria é um filme: “Margarita com canudinho”. Disponível na plataforma Netflix, o filme indiano aborda dois temas sensíveis na atualidade- deficiência e sexualidade. Confira, abaixo, alguns motivos elencados por Márcia Paixão para assistir ao filme.
 

Margarita com canudinho

O filme “Margarita com Canudinho”, lançado em 2014 e dirigido por Shonali Bose, apresenta um tema pouco abordado na sociedade e no campo acadêmico. O filme conta a história de Laila, uma adolescente indiana com paralisia cerebral, e mostra o seu cotidiano acadêmico, familiar e afetivo. O filme também aborda o aspecto da sexualidade quando Laila se depara com sua bissexualidade. Quando Laila decide estudar em Nova Iorque, esta decisão mostra os conflitos com a mãe diante de sua decisão por autonomia. Destaco a importância do filme em abordar duas temáticas atuais e pouco debatidas: deficiência e sexualidade.

As produções midiáticas e artísticas são espaços e meios que contribuem para pensar a representatividade e nos dão margem para reflexões críticas. Ao narrar a história, o filme oferece vários elementos para pensarmos alguns estereótipos da bissexualidade e, ao mesmo tempo, traz importantes e necessárias reflexões acerca do gênero e da sexualidade relacionadas à perspectiva das pessoas com deficiência. Também é possível destacar a falta de autonomia e privacidade, como também a fetichização e até infantilização das relações, dos afetos e dos desejos das pessoas com deficiência.

Sabemos que este cenário social está longe de ser superado, pois a nossa sociedade ainda privilegia uma estrutura capacitista, interseccionada com o racismo, o machismo e as desigualdades de classe social. Esses elementos todos estão muito presentes nas instituições e no nosso cotidiano e têm produzido exclusões e opressões. Nesse sentido, um filme como esse, que aborda com muita sensibilidade essas temáticas, pode provocar muitas reflexões e ressignificações. 

Saliento a necessidade de compreender que a deficiência, assim como gênero, raça/etnia, geração, sexualidade e classe, tem submetido às mulheres a um espaço de violação de direitos ainda nos dias de hoje. Entendo e defendo que precisamos de aliadas e aliados para o enfrentamento do capacitismo e do machismo, pois a desconstrução das estruturas excludentes, presentes em todos os espaços da sociedade, se faz urgente hoje. O filme é um convite para pensarmos nas possibilidades das construções de igualdade de gênero. O filme convida, provoca e convoca. Fica a dica!

Marcia Leindcker da Paixão

Professora do departamento de Fundamentos da Educação da UFSM.



Imagens: Divulgação e arquivo pessoal
Edição: Fritz R. Nunes (Sedufsm)

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