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24/06/2022   24/06/2022 15h40m   | A+ A- |   215 visualizações

Dica: assistir ao clássico ‘Dona Flor e seus dois maridos’

Professora Karen Kraemer recomenda as várias versões da obra de Jorge Amado

Versão mais recente do filme data do ano de 2017
Versão mais recente do filme data do ano de 2017

Sextou! Nesta sexta, 24 de junho, a dica cultural é da professora Karen Kraemer, do departamento de Ciências da Comunicação da UFSM, campus de Frederico Westphalen. Ela indica a obra “imortal” do baiano Jorge Amado, ‘Dona Flor e seus dois maridos’. Para a docente, revisitar essa história vale a pena nas suas várias versões: começa pelo livro, evidentemente, avança para o filme de 2017, a mais recente adaptação, dirigida por Pedro Vasconcelos, mas sem jamais ignorar, do ponto de vista fílmico, a produção marcante de 1976, dirigida por Bruno Barreto. Leia a dica abaixo.

“Algumas histórias merecem ser recontadas. Este é o caso do texto internacionalmente conhecido "Dona Flor e seus dois maridos", do escritor baiano e imortal, Jorge Amado. Transpor o texto do livro para a obra audiovisual e recontar a história da quituteira soteropolitana Florípedes ou D. Flor (Sônia Braga) e seus bons e maus momentos amorosos com o primeiro marido "Vadinho" (José Wilker) e o cotidiano retilíneo com seu segundo esposo "Teodoro" (Mauro Mendonça), foram filmados e ganharam as telas brasileiras na primeira versão, dirigida por Bruno Barreto, em 1976. Desde lá as personagens integram o imaginário nacional.


Filme veiculado em 1976

A versão mais recente destinada às telas de cinema, dirigida por Pedro Vasconcelos (2017), apresenta um filme com um viés mais cômico da obra de Jorge Amado, e conta com as atuações de Juliana Paes (D. Flor), Marcelo Farias (Vadinho) e Leandro Hassum (Teodoro).

Para quem não leu a obra de Amado, a segunda versão é um longa-metragem que apresenta uma narrativa com alguns "flashbacks", construindo uma boa exposição e apresentação das personagens a partir da condução emocional das ações cênicas de cada personagem. Misticismo, candomblé, religiosidade, culinária e manifestações culturais diversas trazem representações baianas reconhecidas nos demais estados brasileiros, e, quem sabe, até no exterior, a exemplo do longa metragem "O pagador de promessas". Esse foi dirigido por Anselmo Duarte (1962), com interpretação de Leonardo Villar (Zé do Burro) e Glória Menezes (Rosa), premiado com a Palma de Ouro em Cannes no mesmo ano de 1962, que também mostra a Bahia e o sincretismo religioso como ambientação fílmica. Os temas baianos trazem discussões humanas, histórias representativas da cena universal.

Filme veiculado em 2017

Na versão do diretor Pedro Vasconcellos (2017), a trilha sonora de "Dona Flor e seus dois maridos" é especial e local. Traz canções de Doryval Caymmi em várias interpretações de Maria Bethânia. Ótimas escolhas que reforçam a história visual e textual das personagens. Incluir a voz importante e representativa do recôncavo baiano demonstra um assertivo respeito à cidade, ao estado da Bahia, à cultura musical local e à importante referência aos músicos, compositores e intérpretes que sempre levaram as histórias e vivências da Bahia para todo o país. Assista ‘Dona Flor e seus dois maridos’ na primeira versão com as impressionantes atuações de Sônia Braga, José Wilker e Mauro Mendonça, ou no remake, com os jovens atores Juliana Paes, Marcelo Farias e Leandro Hassum. Aproveite o clima frio e leia a obra original do escritor baiano Jorge Amado e se delicie com as falas e características das personagens a quem Amado trouxe o "sopro de vida". Você vai se divertir”.

Karen Kraemer
Professora do departamento de Ciências da Comunicação da UFSM em Frederico Westphalen.

 

Imagens: Divulgação e arquivo pessoal
Edição: Fritz R. Nunes (Sedufsm)

Fotos da Notícia

Versão mais recente do filme data do ano de 2017 Filme na versão de 1976 Filme na versão de 2017 Professora Karen Kraemer

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