Assembleia Geral na UFSM reúne centenas e aponta grande ato em 18 de outubro
Publicada em
11/10/22
Atualizada em
11/10/22 18h32m
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Mobilização unitária da comunidade acadêmica denunciou cortes orçamentários promovidos por Bolsonaro
Uma Assembleia como há bastante tempo não se via na UFSM. Possivelmente a maior desde a suspensão da presencialidade, no ano de 2020. Foi assim no final da tarde da última segunda-feira, 10 de outubro, quando centenas de estudantes, docentes e técnico-administrativos em educação reuniram-se em frente ao prédio 17, no campus de Camobi, para discutir formas de defender a universidade pública frente aos cortes orçamentários e impropérios que o governo de Jair Bolsonaro lança a essas instituições, às pessoas que as constroem e ao conhecimento lá produzido.
A Sedufsm esteve presente na Assembleia, cumprindo com uma deliberação da categoria docente, que, reunida na sexta, 7, decidiu participar ativamente das mobilizações locais em defesa da UFSM, da ciência e da democracia.
Como principal encaminhamento da Assembleia Geral ocorrida na segunda está a realização de um grande ato no dia 18 de outubro. Convocado por entidades estudantis nacionais, a exemplo de UNE, UBES e APNG, e referendado por sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras, o ato vem recendo o título de novo “Tsunami da Educação”. Para o dia, além de tomar as ruas da cidade, também se está programando levar, para a Praça Saldanha Marinho e imediações, um pouco das pesquisas e projetos desenvolvidos na UFSM, de forma a mostrar mais uma vez, para a sociedade santa-mariense, a importância de se defender a universidade como patrimônio público que opera para propor melhorias e avanços na vida das pessoas.
Outras deliberações da Assembleia Geral foram: Declarar apoio e concentrar esforços para eleger Lula Presidente, como alternativa para derrotar Bolsonaro e retomar um projeto que coloque a educação e as Universidades como prioridade; construir o Comitê Popular de Educação, para trazer centralidade à pauta dentro da disputa eleitoral; organizar o Bicicletaço em defesa da democracia, no dia 23 de outubro; aprovação da Carta Oficial da UNE, ANPG e UBES; realização do Balbúrdia na praça, com apresentação dos projetos e pesquisas construídas pela categoria estudantil na UFSM.
Márcia Morschbacher, vice-presidente da Sedufsm, foi a primeira a se manifestar na Assembleia. Para ela, o evento foi muito importante e expressou a força que a universidade tem quando decide se mobilizar.
“A Assembleia Geral da UFSM resulta de uma iniciativa unificada das entidades, colocando as entidades como protagonistas no processo de luta e resistência diante desse cenário caótico em que nós estamos. O outro aspecto diz respeito à adesão principalmente dos estudantes. Nós tivemos também a presença de docentes e técnico-administrativos em educação, mas a adesão massiva foi dos estudantes, o segmento que, junto com os trabalhadores terceirizados, foi o mais fragilizado, ou que sente na pele de forma muito mais intensa o efeito dos cortes e da piora generalizada das condições de vida no nosso país”, comenta a dirigente.
De fato, foram muitas as falas estudantis e forte a presença dos Diretórios Acadêmicos e coletivos ligados às minorias sociais, como indígenas, negras e negros e pessoas com deficiência. Nos dias que antecederam a assembleia, essas organizações realizaram visitas às salas de aula e assembleias de curso, a fim de dialogarem de forma específica com os estudantes a respeito dos perigos que mais quatro anos de governo Bolsonaro representam para a UFSM.
“Por fim, em relação aos encaminhamentos: apesar de o governo ter anunciado a liberação dos recursos que ele havia contingenciado na semana passada, a disposição é de seguir com a mobilização e com a luta. Nossa tarefa é construir de forma unificada o dia 18 de outubro e seguir com a mobilização para derrotarmos Bolsonaro nas ruas e nas urnas”, destaca Márcia, lembrando, também, de outro encaminhamento da assembleia docente ocorrida em 7 de outubro: indicar o voto em Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais, referendando posição da diretoria do ANDES-SN.
“Entendemos que hoje defender a universidade e o orçamento, os direitos da nossa categoria e a democracia, significa tomar posição perante a realidade e derrotar Bolsonaro, e trabalhar para que Lula seja eleito no segundo turno”, complementa a dirigente.

*Márcia Morschbacher (à esquerda) e Nara Ramos, integrante do Conselho de Representantes da Sedufsm
Texto e fotos: Bruna Homrich
Assessoria de Imprensa da Sedufsm
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