ANDES-SN presta apoio a docentes que têm sido atacados por manifestar solidariedade ao povo palestino
Publicada em
26/10/23
Atualizada em
26/10/23 16h54m
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Além de professores(as), militantes, parlamentares e até entidades estão sofrendo perseguições da extrema direita.
Na última segunda-feira (23), o ANDES-SN lançou uma circular prestando apoio aos(às) intelectuais, militantes, parlamentares e entidades que estão enfrentando ataques nos últimos dias, após prestarem solidariedade à Palestina.
De acordo com o Sindicato Nacional, os ataques começaram após o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) e a deputada Julia Zanatta (PL-SC) entregarem à Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, uma lista com os nomes de quem prestou apoio a palestinos/palestinas. Os nomes de docentes da base do ANDES-SN estão presentes no documento, que também foi divulgado nas redes sociais de parlamentares e removido posteriormente.
Em nota, o ANDES-SN comenta que a ação é um grave ataque às liberdades democráticas.
“Poderia ser apenas mais uma espetacularizada manifestação da extrema direita, que por certo não traria maior impacto concreto aos seus atacados, não fosse a intencionalidade explícita de causar dano, por meio de restrição de direitos e persecução”, afirma a entidade.
A presidenta em exercício do Sindicato Nacional, Raquel Dias, reforça que a entidade se solidariza incondicionalmente com as e os docentes que vêm sofrendo um ataque brutal por prestar apoio ao povo palestino. Ela também relembra que nos últimos anos, principalmente após o golpe de 2016, professores e professoras têm sido vítimas de um processo de criminalização sob a ideologia do chamado ‘Escola Sem Partido’, que identifica na categoria docente um processo de doutrinação ideológica.
Escola sem mordaça
“O ANDES-SN, por meio da Frente Nacional Escola Sem Mordaça e através dos seus instrumentos, bem como a Comissão de Enfrentamento à Criminalização, tem feito um trabalho de acompanhar e de prestar solidariedade, apoio por meio da sua comissão, da sua assessoria jurídica, prestar apoio político a esses professores, a essas professoras e acompanhar todos os processos que dizem respeito a tentativas de criminalização e de perseguição a docentes”, destaca a presidente do ANDES-SN.
Para Raquel, é importante situar todo esse processo em um contexto em que a extrema direita avançou nestes últimos anos.
“Precisamos ficarmos atentos e atentas a esses movimentos da extrema direita, que incidem sobre professores, professoras, estudantes, e também sobre a universidade e a escola, sempre identificadas, pela extrema direita, como um lugar de ‘balbúrdia’, mas que, na verdade, se configuram como um lugar de produção do conhecimento crítico”, acrescenta ela.
A presidenta em exercício do ANDES-SN reafirma o apoio às professoras e aos professores que estão sofrendo perseguição e coloca a Comissão de Enfrentamento à Criminalização e Perseguição Política a Docentes do Sindicato Nacional está à disposição para tomar as providências jurídicas necessárias neste momento.
Confira aqui a nota completa do ANDES-SN.
Texto: Karoline Rosa (estagiária de jornalismo), com informações do ANDES-SN
Edição: Fritz R. Nunes (jornalista)
Imagem: ANDES-SN
Assessoria de Imprensa da SEDUFSM
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