No retorno letivo, Sedufsm acolhe docentes e convida à luta por implementação do reajuste SVG: calendario Publicada em 10/03/25
SVG: atualizacao Atualizada em 10/03/25 19h10m
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Jornada de Lutas promovida pela seção sindical teve início nesta segunda, 10, e se estende até 19 de março, com atividades em todos os campi da UFSM

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Esta segunda, 10, marcou o início do semestre letivo na UFSM e, mais uma vez, a exemplo dos anos anteriores, a Sedufsm esteve presente no movimentado campus central, localizado em Camobi, para dar as boas-vindas às e aos docentes. As atividades de acolhimento promovidas pela seção sindical se estendem até o dia 19 de março, passando por vários centros do campus de Santa Maria e também pelos campi descentralizados. Mas, este ano, o acolhimento tem um objetivo ainda maior: informar as e os professores sobre a situação do reajuste de 9% acordado com o governo federal ao fim da greve de 2024, e chamar a categoria à mobilização para que o Legislativo aprove a Lei Orçamentária Anual (LOA) e, assim, autorize a recomposição salarial.

Belkis Bandeira, diretora da Sedufsm, lembra que as atividades de acolhimento promovidas pela seção sindical integram a Jornada de Lutas organizada para pressionar pela aprovação da LOA de 2025 e exigir o cumprimento integral do Acordo de Greve da Educação Federal. Nacionalmente, a Jornada de Lutas acontece entre os dias 10 e 14 de março, sendo proposta pelas entidades que compõem o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe). Contudo, a Sedufsm estendeu localmente a jornada até o dia 19 de março, pois também irão ocorrer ações de acolhimento nos campi da UFSM em Cachoeira do Sul, Frederico Westphalen e Palmeira das Missões. As ações foram aprovadas em assembleia da categoria ocorrida na última semana. 

“Hoje iniciamos a campanha de mobilização e é importante as e os professores estarem mobilizados para pressionar que os ganhos da greve sejam efetivamente cumpridos. Então o que nós mais temos enfatizado é essa necessidade de conscientização por parte da categoria docente, da importância de, nesse momento, estar unindo forças para garantir que realmente isso possa ser efetivado o quanto antes possível”, disse Belkis.

Na mesma segunda em que diretores e diretoras da Sedufsm dialogavam com as e os professores na UFSM, servidoras e servidores públicos mobilizavam-se em Brasília para pressionar o Congresso Nacional a desenrolar o nó do reajuste, avançando na votação da LOA.

“Servidores públicos federais estão em Brasília, no aeroporto, recebendo os nossos parlamentares para dar visibilidade ao nosso movimento. E é importante que nesse momento nós estejamos junto aos nossos colegas aqui, conscientizando da necessidade dessa mobilização, porque precisamos estar juntos para sermos mais fortes. E temos motivos suficientes para estarmos nessa luta, porque o nosso Acordo de Greve até hoje não foi cumprido, o que é um desrespeito com a educação e a categoria dos e das docentes. Nós não temos certeza de como será finalizado todo esse acordo que nós tivemos, porque na verdade tem uma Medida Provisória de 31 de dezembro que garantiria que o aumento dos 9% fosse retroativo a janeiro, mas estamos na dependência da aprovação da LOA, que deve acontecer dia 19 de março”, explica Jadir Lemos, diretor da Sedufsm.

Ele acrescenta que, devido à incerteza orçamentária, há universidades federais com dificuldades até para dar conta das despesas básicas de manutenção.

Centro de Convenções e CCR

*Presidente da Sedufsm, Everton Picolotto, entrega panfletos e conversa com docentes pela manhã 

A primeira ação da Sedufsm foi a participação na recepção institucional organizada pela UFSM à comunidade na manhã desta segunda-feira, 10 de março. O evento ocorreu no Centro de Convenções do campus de Santa Maria e, na ocasião, o sindicato distribuiu materiais informativos sobre a Jornada de Lutas, além de calendários de 2025 e panfletos de sindicalização.

Antes do início da cerimônia oficial de abertura e acolhimento, o grupo de danças Mojubá, coordenado pelo professor Jessé Cruz, realizou um cortejo de danças tradicionais, partindo do arco de entrada da universidade até o Centro de Convenções. A apresentação teve como objetivo recepcionar estudantes, docentes e técnicos que chegavam ao campus e foi uma iniciativa do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), como parte da programação do evento “(Des)cobrindo os Notórios Saberes: o encontro com a interculturalidade”, que ocorre ao longo da semana.

Já à tarde, a banquinha do sindicato foi instalada no hall do prédio 42, pertencente ao Centro de Ciências Rurais (CCR), e diretores e diretoras conversaram com docentes que chegavam ao prédio. As e os dirigentes também visitaram as salas de professores e professoras, em mais uma ação de estreitamento da relação do sindicato com sua base.

Confira, aqui, o panfleto elaborado pela Sedufsm para explicar porque o reajuste salarial de 9% ainda não foi efetivado e o que as e os professores podem fazer para fortalecer a luta pelo cumprimento do Acordo de Greve.

Nesta terça, 11, a partir das 8h, a Sedufsm estará no prédio 51 (Centro de Educação Física e Desportos) e, à tarde, a partir das 13h30, no prédio 40 (Centro de Artes e Letras). 

 

Texto: Bruna Homrich, com colaboração de Nathália Costa

Fotos: Bruna Homrich e Nathália Costa

Assessoria de Imprensa da Sedufsm

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