Governo anuncia recomposição do orçamento de 2026 das Instituições Federais de Ensino
Publicada em
20/01/26
Atualizada em
20/01/26 12h44m
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Sedufsm avalia que denúncia contra manobras parlamentares e pressão sindical surtiram efeito
O governo federal, através do ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou nesta segunda, 19 de janeiro, que o orçamento de 2026 das Instituições Federais de Ensino, o que inclui 69 universidades federais, será recomposto. Assim, os R$ 488 milhões que haviam sido retirados pelo Congresso Nacional e canalizados para emendas parlamentares serão repostos. Com isso, a UFSM deverá ter de volta os R$ 11 milhões que havia perdido.
A diretora da Sedufsm, professora Belkis Bandeira, considera extremamente importante a medida e avalia que a recomposição ocorreu porque as entidades como a Andifes, o ANDES e suas seções sindicais (como é o caso da Sedufsm), se mobilizaram e pressionaram. “A recomposição representa um respiro no já apertado orçamento das IFES e Institutos Federais, uma vez que este corte reduziria, além das verbas de custeio básico das atividades de ensino, pesquisa e extensão, também implicaria na impossibilidade de permanência de muitos estudantes nestas Instituições”, destaca ela.
O valor total anunciado, que deve ser confirmado por decreto federal, alcança R$ 977 milhões, tendo em vista que o governo pretende ampliar recursos para bolsas de pesquisa (Capes) e também fortalecer a assistência estudantil. Na análise de Belkis, esse acréscimo de recursos “é um aceno importante para a ampliação dos cursos de pós-graduação, com mais pesquisas e, consequentemente, o fortalecimento destes cursos no cenário nacional e internacional.”
Em publicação nas redes sociais da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das IFES), o titular do MEC, Camilo Santana, enfatizou que a recomposição integral representa o compromisso do governo federal e do presidente Lula “com as nossas instituições, com as universidades, com os institutos federais, de todas as ações que ele tem feito na construção de diálogo e parceria com as nossas universidades e institutos”.
Sindicato atento
A diretora da Sedufsm também reforça que o movimento sindical segue atento às manobras do Congresso Nacional que, para manter as emendas parlamentares e, assim, seu poder político junto às suas bases, sistematicamente tem prejudicado o bom andamento de nossas instituições. “Estamos atentos e atentas, vigilantes, e pressionando sempre que necessário”, finaliza Belkis.
Texto: Fritz R. Nunes com informações do Sul 21
Foto: Ricardo Stuckert/Potal do Governo Federal
Assessoria de imprensa da Sedufsm
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